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S. Paulo vence ferrolho, mas cai nos pênaltis e dá adeus à Sul-Americana

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Agora, o São Paulo tem só o Campeonato B

Brazil’s Sao Paulo midfielder Nene (L) vies for the ball with Argentina’s Colon forward Alan Ruiz during their Copa Sudamericana football match at the Brigadier Lopez stadium in Santa Fe, north of Buenos Aires, on August 16, 2018. / AFP PHOTO / MARCELO MANERA

rasileiro para disputar até o fim da temporada. E se o time misto escalado por Diego Aguirre no Cemitério de Elefantes, apelido da casa do Colón justamente pela queda de grandes equipes no local, sinalizou alguma prioridade, mais do que nunca a busca pelo título nacional se torna uma obsessão. Líder, o Tricolor volta a campo às 19h (horário de Brasília) do domingo, para pegar a Chapecoense, no Morumbi.

Não diferente do que se viu no Cícero Pompeu de Toledo, a postura do Colón ficou explícita desde os primeiros movimentos. Apesar da ansiedade de seu sofrido torcedor e do estádio lotado, o time argentino manteve a postura extremamente defensiva, sem qualquer vergonha de dar a bola ao São Paulo.

A estratégia funcionou bem no primeiro tempo, período em que os paulistas esbanjaram uma posse de bola ineficiente. Com as duas linhas muito próximas à frente da área, o Tricolor viu suas jogadas de velocidade serem anuladas. A única chance real se deu em uma falta na altura da meia-lua. Nenê caprichou e o travessão livrou o goleiro Burián.

Estreante entre os titulares, Gonzalo Carneiro se movimentava bem e buscava dar alternativas aos seus companheiros. Por isso, continuou na segunda etapa. Os escolhidos para sair foram Araruna e Lucas Fernandes. Bruno Peres e Everton entraram com a missão de abrir os espaços e, definitivamente, levarem o São Paulo para dentro do gol.

Era óbvio que os mandantes encontrariam mais espaços. Jean levou dois sustos, é verdade, mas o plano de Diego Aguirre funcionou. Mais do que nunca, os visitantes amassaram os donos da casa. Godoy chegou a salvar uma bola em cima da linha após Everton, todo desequilibrado, encobrir o goleiro rival.

O prêmio pela insistência até que não demorou. Sobra de escanteio e Liziero arrematou, de primeira, com a canhota. Belo gol do jovem volante, seu primeiro nessa temporada. E a partir daí a pressão só aumentou. O São Paulo acreditou que poderia levar a classificação sem a necessidade dos pênaltis. Assustado, restou ao Colón se manter na ideia de usar sua defesa como única arma.

As possibilidades tricolores diminuíram quando o autor do gol salvador sentiu a pena esquerda e ficou sem condições de ajudar a equipe. Tréllez já havia entrado no lugar de Carneiro. Assim, Aguirre precisou ajustar o São Paulo para terminar o confronto com dez jogadores de linha inteiros, pois Liziero passou apenas a fazer número em campo no sacrifício.

Nem assim, o Colón se impôs em casa. Reflexo disso se viu nas arquibancadas, mais caladas do que nunca. O estádio só acordou quando Esigarribia tentou cavar um pênalti em cima de Jean. O árbitro Mario Díaz de Vivar não caiu na pressão e ainda saiu distribuindo cartões amarelos em função das reclamações.

Dessa forma, sem muito futebol nos minutos finais, o jogo chegou ao fim. Tudo ficou para ser definido na marca da cal. E aí a superioridade são-paulina deixou de existir. Jean, apesar de se movimentar na linha, usar e abusar de qualquer tentativa para desestabilizar os cobradores argentinos, não conseguiu pegar nenhuma cobrança. O vilão da história acabou sendo Bruno Alves. O zagueiro foi para a bola depois de Nenê, Reinaldo e Hudson converterem e acabou parando na defesa de Burián, que com os pés evitou o gol. Para fechar a classificação do Colón, Ortiz, aquele mesmo que agrediu Diego Souza no Morumbi, mandou para as redes.

FICHA TÉCNICA
COLÓN 0 (5) X (3) 1 SÃO PAULO

Local: estádio Brigadier General Estanislao López, em Santa Fé (ARG)
Data: 16 de agosto de 2018, quinta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Mario Díaz de Vivar (PAR)
Assistentes: Eduardo Cardozo (PAR) e Carlos Cáceres (PAR)
Cartões amarelos: Javier Correa, Oliveira, Ortiz, Clemente Rodíguez (COL); Araruna, Anderson Martins (SÃO)

GOL:
São Paulo: Liziero, aos 26 minutos do 2T.

PÊNALTIS:
Colón: Alan Ruiz, Esigarribia, Javier Correa, Fritzler e Ortiz (Converteram)
São Paulo: Nenê, Reinaldo e Hudson (Converteram) Bruno Alves (Perdeu)

COLÓN: Burián; Toledo, Emanuel Olivera, Godoy, Ortiz e Escobar; Fritzler, Heredia (Bastía), Alan Ruiz e Esigarribia; Javier Correa
Técnico: Eduardo Domínguez

SÃO PAULO: Jean; Araruna (Bruno Peres), Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Hudson, Liziero e Nenê; Lucas Fernandes (Everton), Rojas e Gonzalo Carneiro (Tréllez)
Técnico: Diego Aguirre

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