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ECONOMIA

Safra de grãos deve fechar 2019 com crescimento de 5,9% neste ano

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Vitor Abdala - Repórter da Agencia Brasil Rio de Janeiro

A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2019 com um crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país deve ter uma safra recorde de 239,8 milhões de toneladas neste ano, ou seja, 13,3 milhões a mais do que em 2018.

No levantamento anterior, realizado em julho, a estimativa era um pouco menor, de 239,7 milhões de toneladas, ou 5,8% a mais do que no ano anterior.

De acordo com o IBGE, a alta de 5,9% deve ser puxada pela produção de milho, que deve crescer 21,5% em relação ao ano anterior. As outras duas grandes lavouras de grãos devem ter queda: soja (-3,9%) e arroz (-12,7%).

Entre as outras lavouras de grãos em que se estima produção acima de 1 milhão de toneladas, deverão fechar o ano com alta o algodão (32,4%), o sorgo (13,9%) e o trigo (9,5%). O feijão, por outro lado, deve ter queda de 1,1% no ano.

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ECONOMIA

CPI pede indiciamento de Itaú e Safra por suposta fraude fiscal

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Foto: Reprodução / Fonte: Notícias ao Minuto

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de São Paulo que investigou suposta sonegação fiscal cometida por bancos pediu na quinta-feira, 5, em relatório final, o indiciamento de 105 diretores e membros do conselho de administração do Itaú, incluindo os copresidentes Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal.

Os integrantes da CPI também pediram o indiciamento de 13 diretores e membros do conselho do Safra. Todos são acusados por suposta prática de crime contra a ordem tributária e organização criminosa.

Segundo o documento, o Itaú teria sonegado cerca de R$ 4 bilhões apenas nos últimos cinco anos ao simular a transferência da sede de parte de seus negócios para Poá (SP). A CPI aponta que, apesar de a sede de algumas empresas do grupo estarem oficialmente no interior do Estado, as atividades ocorriam todas na capital.

A CPI pediu ainda o bloqueio dos bens dos membros do conselho e, para dois diretores, o indiciamento por falsidade ideológica. Eles teriam supostamente falsificado atas de assembleias. As reuniões foram registradas na Junta Comercial de São Paulo, mas as atas informam que teriam ocorrido em Poá.

No caso do Safra, a sonegação teria ocorrido entre 2014 e 2016 e envolveria R$ 14,9 milhões, segundo o relatório da CPI. “Entendemos também que a prática de simular o endereço da empresa (por parte do Safra) em Poá foi dolosa, com claro intuito de promoção de sonegação com o objetivo de enriquecimento ilícito”, diz o documento.

O relatório da CPI mostra fotos de dois imóveis localizados nos endereços onde o Safra supostamente operava em Poá. Simples, as fachadas divergem do padrão do banco, com portas descritas por um funcionário do banco, durante a CPI, como parecidas com as de um bar.

De acordo com a CPI, o Safra teria recolhido 0,25% de Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre suas operações de leasing enquanto dizia estar sediado em Poá. Em São Paulo, a alíquota é de 2%.

Além do Safra e do Itaú, a CPI também investigou Santander Leasing, Alfa Leasing e Daycoval Leasing. Essas empresas, porém, fecharam acordos com a Prefeitura, recolhendo os valores devidos.

Em nota, o Safra afirmou que “reforça seu compromisso com a ética e refuta a prática de qualquer ilegalidade”. O Itaú disse não aceitar “acusações dessa natureza” e que irá comprovar “na Justiça a legitimidade da nossa conduta, como temos feito em outras discussões da mesma natureza, com perícias e decisões judiciais favoráveis ao banco”.

Também em nota, o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tuma (PSDB), autor do requerimento de criação da CPI, afirmou que as últimas CPIs tributárias recuperaram bilhões de reais para o município.

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ECONOMIA

Brasil dobra para US$ 1 mil limite de compra no exterior

O limite valerá para todas as compras feitas em viagens ao exterior por meio aéreo ou marítimo

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Foto: Reprodução / Fonte: Notícias ao Minuto

Os presidentes dos países-membros do Mercosul assinaram ontem (5) o aumento do limite de isenção para produtos comprados no exterior e levados na bagagem, de US$ 500 para US$ 1 mil. O Itamaraty explicou, contudo, que cada país tem de aprovar uma regulamentação interna – no caso do Brasil, a Receita Federal.

“A norma do Mercosul não é automática, não aprovamos a norma na terça-feira, 3, e o limite aumenta. Terá de haver uma norma interna brasileira que aplicará os limites. Os Estados-membros não são obrigados a aumentar os limites atuais. A norma estabelece o valor máximo que pode ser concedido de isenção”, apontou o chefe da divisão de coordenação econômica e assuntos sociais do Mercosul, Daniel Leitão.

O limite valerá para todas as compras feitas em viagens ao exterior por meio aéreo ou marítimo. O pedido para aumento foi feito pelo próprio governo brasileiro – e comemorado pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso de abertura da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada na quinta-feira na cidade gaúcha de Bento Gonçalves.

Em outubro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia assinado portaria aumentando de US$ 500 para US$ 1 mil o limite de compras feitas em free shops por brasileiros que voltam de viagem ao exterior. O novo valor começa a valer em 1.º de janeiro de 2020 e era um pedido específico de Bolsonaro à equipe de Guedes.

Agora, com o acordo assinado na quinta-feira, o brasileiro poderá comprar até US$ 2 mil no exterior no próximo ano sem a cobrança de imposto – US$ 1 mil em compras na bagagem e US$ 1 mil em compras feitas nos free shops.

No caso da cota de compra nos free shops, cada país tem autonomia para reajustar limites. Mas para fazer o mesmo em viagens para o exterior, é necessário que todo o bloco, como união aduaneira, aprove a proposta.

Em transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro comemorou os resultados da reunião. “Demos mais um passo para a efetivação do nosso acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, afirmou. “É a pressa, que nós temos, de cada país aprovar esse acordo e, nós, o mais rápido possível. Vai demorar ainda, talvez até o final do ano que vem ou final do outro ano, mas vamos implementar esse acordo.”

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ECONOMIA

Startup brasileira de jogos on-line Wildlife é avaliada em US$ 1,3 bilhão

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Criada com investimento de US$ 100, empresa entrou para o grupo de unicórnios ao receber aporte de US$ 60 milhões do fundo Benchmark Capital

Fora do radar de empresas com possibilidade de atingirem valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, a desenvolvedora de jogos para celulares paulistana Wildlife Studios anunciou hoje ter atingido o status de unicórnio. É a décima companhia brasileira a chegar a esse patamar.

O valor de mercado de US$ 1,3 bilhão foi alcançado em um rodada de investimento de apenas US$ 60 milhões liderada pelo americano Benchmark Capital, que já investiu em companhias como Twitter, Ebay, Instagram, Riot Games, Uber e WeWork (onde teve um papel ativo na saída do fundador Adam Neumann em setembro por ser seu segundo maior acionista, depois da SoftBank) e é considerado um dos fundos de melhores retornos para os investidores do Vale do Silício.

Além do Benchmark, participaram da rodada outros cinco investidores: Javier Olivan, executivo do Facebook; Ric Elias, co-fundador e presidente da Red Ventures, Micky Malka, sócio da Ribbit Capital; Divesh Makan, sócio do ICONIQ Capital; e Hugo Barra, vice-presidente de realidade virtual do Facebook.

Antes da rodada atual a companhia tinha como sócios os irmãos Lazarte, 100 funcionários por meio de um plano de incentivo de participação em ações e o fundo americano Bessemer Venture Partners – que já investiu em empresas como LinkedIn, Skype, Pinterest e Shopify.

“Tínhamos propostas de outros fundos com valores mais altos para a companhia e compra de fatias maiores também, mas preferimos o Benchmark porque o objetivo não era levantar dinheiro, mas ter acesso a uma rede de contatos no Vale”, disse Vitor Lazarte, cofundador da Wildlife. Segundo ele, a companhia, que foi criada por ele e pelo irmão há nove anos com um investimento de US$ 100 é lucrativa desde o primeiro ano.

A companhia, que já lançou mais de 70 jogos, tem atualmente 500 funcionários e pretende chegar a 800 em 2020. Seus jogos são do estilo casual, que não têm histórias complexas e podem ser jogados a qualquer momento. Um segmento de interesse no momento, segundo Lazarte é o de jogos de esporte.

Até o fim do ano, a expectativa é atingir a marca de dois bilhões de downloads em dispositivos Android e iPhones. A Wildlife tem escritórios em Buenos Aires, Dublin, São Paulo, São Francisco, Orange County e Palo Alto. O modelo de negócios é baseado na venda de itens dentro dos jogos, que podem ser baixados de graça (“freemium”). De acordo com Lazarte, o processo de internacionalização é um dos principais focos da companhia no momento.

O mercado de jogos para celulares responde por mais de 50% do mercado de jogos, movimentando quase US$ 70 bilhões por ano, com crescimento superior a 20% ao ano.

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