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Saída de Bolton pode trazer flexibilidade para negociações nucleares

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

A saída do conselheiro de segurança nacional dos EUA Hawkish John Bolton pode trazer flexibilidade às próximas negociações nucleares com a Coreia do Norte, mas pode minar os esforços para alcançar a desnuclearização completa do regime, disseram analistas nesta quarta-feira (11).

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em um tuíte surpresa terça-feira (10) que demitiu o conselheiro conservador e que nomeará um substituto na próxima semana. Ele citou fortes discordâncias com muitas das sugestões de política externa de Bolton.

A remoção de Bolton ocorreu no momento em que os Estados Unidos e a Coreia do Norte se preparam para retomar suas negociações nucleares, no final deste mês, após um período de tensões causadas pelas reações iradas de Pyongyang ao exercício militar do mês passado entre Seul e Washington.

É provável que a Coreia do Norte dê as boas-vindas às notícias da partida de Bolton, já que há muito tempo ele é alvo de sérias discordâncias devido à sua defesa anterior de um ataque preventivo contra o regime norte-coreano e à sua visão intransigente sobre como desnuclearizar o país.

“O momento pode ser conveniente para a diplomacia dos EUA com a Coreia do Norte”, disse Leif-Eric Easley, professor associado de estudos internacionais da Universidade Ewha Womans.

“(O líder norte-coreano) Kim Jong-un pode transformar essa troca na cúpula de Washington como uma vitória na política doméstica norte-coreana. Isso aumentaria a probabilidade de as negociações de desnuclearização recomeçarem em breve”, acrescentou.

No entanto, a ausência de profissional de segurança não político alimentou preocupações de que a política externa de Trump pudesse ser impulsionada mais por considerações políticas, particularmente antes de sua batalha pela reeleição.

“Agora, Bolton, que é versado na questão da desnuclearização e não é político, foi removido, o que significa que políticos como Trump e o secretário de Estado Mike Pompeo podem liderar o manejo do dilema nuclear da Coreia do Norte”, disse Park Won-gon, professor de política internacional da Universidade Global Handong.

“Portanto, as chances são de que os políticos possam priorizar interesses políticos, principalmente quando a época das eleições se aproxima”, acrescentou.

Bolton assumiu o posto de segurança na Casa Branca em abril do ano passado, sucedendo a H.R. McMaster. Posteriormente, ele manteve sua posição de linha dura em relação aos norte-coreanos, insistindo que não haveria alívio de sanções até que Pyongyang dê passos amplos e verificáveis ​​de desnuclearização.

A Coreia do Norte se revoltou com as posições de Bolton, denunciando-o como “um conselheiro destruidor de segurança”, “defensor da guerra”, “sujeito estruturalmente defeituoso” e “defeituoso humano”.

Assim, o disparo de Trump em Bolton poderia ajudar a aliviar as tensões com Pyongyang, à medida em que os políticos se preparam para o que seria mais um cabo de guerra desgastante nas etapas de “negociações sobre desnuclearização entre a Coreia do Norte e os EUA ”, dizem assessores.

Mas há preocupações de que uma equipe de política externa dos EUA desprovida de uma figura rica em princípios possa se contentar com um compromisso político aquém do objetivo tão alardeado de Washington de “desnuclearização final e totalmente verificável” da Coreia do Norte.

Pompeo negou a opinião de que a saída de Bolton poderia levar a uma mudança de política.

“Eu não acho que nenhum líder ao redor do mundo suponha que, porque um de nós se afaste da política externa do presidente Trump, mude de maneira material”, disse Pompeo em uma reunião de imprensa na Casa Branca.

A demissão abrupta de Bolton ocorreu um dia depois de o vice-ministro das Relações Exteriores da Coréia do Norte, Choe Son-hui, ter dito que Pyongyang está disposta a manter conversações em nível de trabalho com Washington ainda este mês.

O Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul (NSC) realizou uma reunião regular hoje, durante a qual tomou nota do anúncio da Coreia do Norte de que pode conversar com os EUA.

Em um comunicado, o NSC disse que continuará a realizar esforços diplomáticos para atingir a meta de desnuclearização completa da Península Coreana o mais rápido possível por meio de negociações.

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Nova fase da Lava-Jato no Rio mira prisão de ex-presidente do Paraguai

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Correio Braziliense

Nova fase da Lava-Jato no Rio mira prisão de ex-presidente do Paraguai

A força-tarefa da Lava-Jato deflagrou, na manhã desta terça-feira (19/11), uma nova fase da Operação Câmbio Desligo, denominada Patron, para investigar grupo que deu apoio a fuga e à ocultação de bens de Dario Messer, conhecido como o “doleiro dos doleiros“. O também doleiro Najun Azario Flato foi preso no âmbito da ação, que mira ainda no ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes.

Segundo a PF, o nome da Operação, Patron, espanhol para “patrão” é o termo que Dario Messer utilizava para se referir a Cartes. O doleiro foi preso no fim de julho, em São Paulo, em uma ação coordenada da Polícia Federal e da Procuradoria da República.

Na manhã desta terça, agentes cumprem 37 mandados — 16 de prisão preventiva, três de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. As ações são realizadas na Grande São Paulo, em Ponta Porã (MS), no Rio de Janeiro e em Armação dos Búzios (RJ). Há ainda o cumprimento de ordens na fronteira com o Paraguai.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Entre os investigados há residentes do Paraguai e dos Estados Unidos, entre eles o ex-presidente Cartes. Segundo a PF, eles terão seus nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, por decisão judicial.

As investigações identificaram que Dario Messer ocultou cerca de US$ 20 milhões. Desse montante, mais de US$ 17 milhões teriam sido alocados em um banco nas Bahamas e o restante pulverizado no Paraguai entre doleiros, casas de câmbio, empresários, políticos e uma advogada. A operação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita.

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EUA: fã de Breaking Bad, professor é preso por fabricar drogas em faculdade

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Fonte/Foto: UOL

Dois professores de química foram presos em Arkansas, nos Estados Unidos, na última sexta-feira, suspeitos de vender metanfetamina a estudantes. O caso vem sendo chamado de “Breaking Bad da vida real”, em alusão à série onde o professor Walter White muda de vida vendendo drogas.

Terry David Bateman, de 45 anos, e Bradley Allen Rowland, de 40, foram acusados de usar o laboratório de química da na Henderson State University, onde eram professores associados, para fabricar a droga.

Segundo a Sky News, os dois foram descobertos após um funcionário da universidade reclamar de um forte odor que vinha do laboratório de ciências. O local foi fechado no dia 8 de outubro e uma empresa foi chamada para inspecionar, limpar e ventilar o local. O prédio foi reaberto no dia 29 do mês passado.

Testes de laboratório feitos para determinar a causa do odor encontraram traços de cloreto de benzila no local, um produto químico que pode ser usado, entre outros, para sintetizar a metanfetamina. Apurações levaram aos dois professores.

O caso ainda está sendo investigado. Se forem considerados culpados, os dois podem pegar uma pena de 20 anos de prisão.

Uma porta-voz da universidade disse que Bateman e Rowland estavam em licença-administrativa desde o dia 11 de outubro — três dias depois da polícia começar a investigar o odor no centro de ciências do campus.

Segundo o site Deadline, o professor Rowland já foi chamado de “Henderson’s Heisenberg” pelo jornal da universidade, uma referência ao apelido de White na série. Em uma entrevista à publicação, ele disse que era fã da série por ela ter feito “alunos se interessarem por química”.

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Presidente da Bolívia diz que anunciará novas eleições em breve

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Foto: Reprodução / Fonte: Com informação: Agência Brasil

A autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, afirmou domingo (17) que, em breve, anunciará a convocação de novas eleições. A Bolívia enfrenta quase um mês de manifestações nas ruas. Por causa dos conflitos, 23 pessoas morreram. Em La Paz, em razão do bloqueio de estradas está havendo escassez de alimentos e combustíveis.

Sem definir data, Áñez disse que seu governo está ciente da urgência de realização de novas eleições no país. Os presidentes da Câmara e do Senado convocaram sessão para amanhã (19), no intuito de dar início ao processo eleitoral. Existe a possibilidade de convocação de eleições por decreto, caso as negociações no legislativo não avançem.

“Informamos que em breve daremos notícias sobre a convocação de eleições transparentes e a recuperação da credibilidade democrática de nosso país”, afirmou Áñez.

Há uma tentativa de diálogo no país, inclusive com o apoio da União Europeia, mas ainda sem resultados concretos. Prosseguem os conflitos nas ruas entre os apoiadores de Evo Morales e os opositores do ex-presidente. Enquanto Morales acusa o atual governo de cometer crimes contra a humanidade, Jeanine Áñez afirma que Morales está incentivando o ódio.

“Se o presidente Morales [quer] voltar [à Bolívia], que volte, mas ele sabe também que terá que responder à Justiça. Vamos exigir que a justiça boliviana faça seu trabalho, não faça uma perseguição política, pois isso é o que viemos sofrendo nos últimos 14 anos, a judicialização da política ou a politização da justiça”, afirmou Áñez.

Evo Morales afirmou hoje no twitter que o atual governo instalou uma ditadura. “Em vez de pacificação, ordenam difamação e repressão contra os irmãos do campo que denunciam o golpe de estado. Após o massacre de 24 indígenas, eles agora preparam um Estado de Sítio. Seria a confirmação de que, pedindo democracia, eles instalaram uma ditadura”, disse.

O representante da União Europeia na Bolívia, León de la Torre, afirmou em encontro que teve ontem (17) com Áñez, que a UE está disposta a apoiar a realização de novas eleições, inclusive com o envio de observadores para garantir a transparência do processo. Além disso, ele alertou que “cada morte dificulta a paz”.

“Cada morte é uma desgraça, complica as coisas, é preciso ser claro. É por isso que fizemos um chamado desde Bruxelas pedindo a todos para que não exerçam a violência, [e sim] o debate democrático, com troca de ideias”, afirmou De la Torre.

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