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Salame tenta apaziguar guerra entre Couto e os Barbalho

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Antonio José Soares

 

Fora da coligação do MDB, Mário Couto assegura que vai trabalhar pela eleição do candidato do DEM ao governo do Pará. “Nestas eleições eu vou apoiar o meu grande amigo, Márcio Miranda, que fez um bom trabalho na Assembleia Legislativa. Ele e é ficha limpa”, afirma Couto, bradando que os Barbalho serão presos ou usarão tornozeleira eletrônica, pelos crimes que teriam cometido.

Salame tenta arrefecer os ânimos provocados pela crise entre Mário Couto, MDB e os Barbalhos.

O presidente do PP, Beto Salame, está tentando apagar o incêndio que se irrompeu nos meios políticos paraenses, depois que o ex-senador Mário Couto foi excluído, à sua revelia, da chapa de candidatos ao Senado, com três nomes: o próprio Mário Couto, o presidente do MDB, senador Jader Barbalho; e o ex-vice-governador, Zequinha Marinho (PSC).

Couto, que já foi do PSDB e saiu por ter rompido com atual governador do Pará, Simão Jatene, por ter colocado, em 2014, seis pretendentes ao Senado. Mário Couto se julgou prejudicado na questão do tempo na televisão no horário gratuito do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), passando a atribuir a esse detalhe o seu fracasso nas urnas.  Depois saiu e foi para o PP.

Npo sábado passado (4), Mário Couto foi confirmado como candidato na aliança com o MDB, assim como os outros pré-candidatos, Fernando Flexa Ribeiro e Zequinha Marinha. Ao sair da convenção conjunta do PP com o MDB, ele diz que deu entrevista a uma emissora de televisão e disse que estava voltando para o Senado para combater a corrupção desenfreada que assola o país.

Segundo afirma Couto, isso foi o suficiente para que os Barbalho, ou seja Jader e Helder, decidissem excluí-lo do processos, porque “não podem ouvir falar em combate à corrupção, que ficam zangados”, numa referência ao fato de Jader e Helder terem sido citados na Operação Lava Jata, numa delação premiada, como tendo sido beneficiados com propinas vultuosas de empreiteiras.

Couto girou a sua metralhadora verbal não só aos Barbalho mas também para o presidente do seu partido o deputado Beto Salame e seu irmão, o ex-prefeito de Marabá, João Salame, que lideram o PP no Pará.

“Tenho certeza que os Barbalho ficaram chateados com minha declaração contra a corrupção”, detonou Mário Couto, dizendo que vai aderir à candidatura de Márcio Mirando (DEM), ao governo do Pará, que seria uma forma de se juntar a pessoas decentes. Pelo menos é uma oportunidade de operar ao lado de sua filha, a deputada Cilene Couto (PSDB), que estava pedindo votos, no domingo, na convenção dos tucanos, no Sesi, para dois candidatos da base tucana, o atual senador Flexa Ribeiro e o novato Sidney Rosas (PSB).

 

Nota de Esclarecimento do PP

 

Presidente regional do PP, deputado federal Beto Salame, soltou uma nota de esclarecimento, hoje, acerca das declarações do ex-senador Mário Couto ao Senado, a direção do Partido Progressista vem a pública para esclarecer:

  • Reafirma o seu compromisso e sua decisão tomada em convenção estadual de realizar coligação para governador com o candidato Hlder Barbalho (MDB), por entender que é chegado o momento de promover a alternância de poder no Estado;
  • Conforme compromisso assumido, aprovou em sua Convenção Estadual a indicação de Mário Couto para disputar uma vaga ao Senado, incluindo essa decisão em sua Ata e a e caminhou para a Justiça Eleitoral;
  • Entendemos que é preciso serenar os ânimos e buscar, com base no diálogo, caminhos que elevem o nível do debate político, e o compromisso por transformações profundas, que são reclamadas por nossa sociedade;
  • Por último, a direção do PP no Pará, sempre se caracterizou por honrar os seus compromissos, e não será dessa vez que mudaremos a nossa conduta.

Belém 7 de Agosto de 2018

Deputado Beto Salame

Presidente do Progressistas

 

 

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