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SAÚDE

Santa Casa utiliza nova técnica para cirurgia em recém-nascidos

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Pará

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Antônia Lima, 29 anos, teve seu primeiro filho em uma cirurgia na maternidade da Fundação Santa Casa do Pará, no primeiro semestre deste ano. A cirurgia ocorreu por meio da técnica Simil-EXIT, quando o procedimento intraparto extra útero foi utilizado pela primeira vez na instituição.

“A cirurgia foi feita na hora do parto, com o bebê ainda no cordão umbilical. Tive alta em três dias, mas meu filho ficou internado por uma semana na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e depois mais três dias na UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), ele recebeu alta e agora venho fazendo seu acompanhamento com o cirurgião para ver se está tudo bem mesmo”, disse Antônia.

Durante o pré-natal, a paciente soube que seu bebê tinha uma anomalia congênita denominada gastrosquise, uma patologia grave em que a criança possui uma falha na parede abdominal deixando as vísceras exteriorizadas, o que aumenta o risco de morte no nascimento quando não existe o diagnóstico no pré-natal.

O chefe do serviço de cirurgia pediátrica da Santa Casa, Eduardo Amoras, explicou que existe uma lista com mais de 30 complicações relacionadas à gastrosquise e que, nos três casos tratados pela Santa Casa, se conseguiu uma recuperação muito rápida das crianças, uma vez que no procedimento Simil-EXIT, o índice de mortalidade ainda é alto.

De acordo com o Amoras, esse é o terceiro caso do Hospital. Os dois primeiros bebês seguem em bom estado de saúde. O médico afirmou que este tipo de investimento deve ser feito tanto na instituição quanto em outros serviços de retaguarda de cirurgia de neonatologia pediátrica.

“O sucesso das cirurgias é mérito de toda a equipe multiprofissional, que passou a se reunir para fazer protocolos e estabelecer fluxos (que inclusive poderão ser melhorados), que envolve também o nosso ambulatório de medicina fetal coordenado pelo médico ginecologista Fernando Bastos. Para conseguirmos cuidar desses casos da forma adequada utilizamos os diagnósticos feitos nesse ambulatório”, diz Amoras.

Esses são os primeiros casos do procedimento em hospital público no Norte do Brasil, o que requer uma expertise de toda a equipe multiprofissional e o envolvimento da família junto ao biopsicossocial, para que sejam todos os pontos analisados previamente, uma vez que são crianças que serão acompanhadas por profissionais de saúde por um longo período de tempo.

Neste mês de setembro, a equipe médica da Santa Casa realizou a terceira cirurgia utilizando a técnica Simil-EXIT. Desta vez, a mãe foi Kelly Pereira Gonçalves, 21 anos. Ela iniciou seu pré-natal próximo à sua casa, na Unidade de Saúde da Providência, em Belém, e já na primeira ultrassonografia obstétrica foi identificada uma suspeita de gastrosquise. Imediatamente, ela foi encaminhada à Santa Casa, onde o diagnóstico foi confirmado, dando início ao acompanhamento multiprofissional.

“Estou feliz porque deu tudo certo, foi bem mais rápido do que eu esperava, e agora só estou aguardando a minha recuperação e a da minha filha. A minha é só o pós-operatório, mas a minha bebê ainda vai ficar um tempo na UTI e depois ela vai à amamentação direta na UCI onde irá aprender a mamar sozinha”, diz Kelly.

Técnica Simil-EXIT – Essa técnica foi idealizada pelo professor e cirurgião argentino Javier Svetliza, em que se aborda uma criança ainda ligada ao cordão umbilical e a placenta dentro do útero materno, quando a mãe é submetida a uma anestesia raquimedular associada a uma sedação que passa pela placenta e vai até o bebê.

Por isso, quando a criança nasce, ela não chora, logo, não deglute ar e não enche o intestino. O momento é o ideal para colocar todo o intestino para dentro em um ambiente estéril com menor risco de perfuração e infecção, o que dá uma possibilidade de alta e sobrevida melhor. Esse procedimento é tecnicamente novo (cerca de 10 anos), ainda com poucos casos dentro e fora do Brasil.

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SAÚDE

Sesma anuncia adiamento de abertura de HPSM do Guamá por atraso de entrega de equipamentos

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Foto: Reprodução / Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social - COMUS

Durante coletiva à imprensa realizada na manhã da última quarta-feira, 19, no auditório do Hospital Pronto Socorro Municipal Humberto Maradei, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) anunciou o adiamento da abertura do HPSM, localizado no bairro Guamá, previsto para iniciar o atendimento nesta quinta-feira, 20.

De acordo com a Sesma, houve atraso na entrega de 17 nobreaks que garantem a energia ininterrupta do prédio hospitalar, de responsabilidade do Consórcio Bem Guamá, vencedor da licitação para o fornecimento dos equipamentos. O nobreak é um sistema de alimentação secundário de energia elétrica que entra em ação, alimentando os dispositivos a ele ligados, quando há interrupção no fornecimento de energia. A Sesma prevê que o atendimento no HPSM do Guamá seja iniciado até o dia 2 de março. 

Adiamento – O anúncio do adiamento do início dos serviços do HPSM do Guamá foi feito pelo secretário municipal de Saúde, Sérgio Amorim, em companhia do representante do Consórcio Bem Guamá, Fernando Teixeira; da diretora do HPSM Humberto Maradei, Maria Iracilda ; e do presidente do Conselho Municipal de Saúde, José Luiz Moraes. 

“Decidimos em adiar pela segurança dos usuários. Os equipamentos saíram na terça-feira, dia 18, do estado de Santa Catarina (SC) e devem chegar a Belém entre domingo, 23, e segunda-feira, 24. A empresa vai trabalhar no feriado, inclusive, para instalar os equipamentos. Aguardamos que até o dia 2 de março tudo esteja instalado”, explicou Sérgio Amorim.

A Sesma garantiu que o atraso e a nova data para abertura do HPSM foram informados ao Conselho Municipal de Saúde, e que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Terra Firme continuará atendendo à comunidade do bairro Guamá e adjacência, dentro da estratégia de unidade de retaguarda.

Em sua defesa, o Consórcio justificou, por sua vez, o atraso por parte da WEG Drives & Controls – Automoação Ltda., empresa fornecedora dos equipamentos, que não teria conseguido fornecer o material em tempo hábil.

Durante a coletiva, a Secretaria de Saúde distribuiu às equipes de jornalismo cópias de confirmação de atraso dos nobreaks, documento datado de 18 de fevereiro de 2020, e assinado por Matheus da Silva Medeiros, representante da área de vendas da empresa WEG.

“Foi uma situação que fugiu ao nosso controle. É um equipamento específico, não fabricado em Belém e, muitas das vezes, nem fabricado no Brasil. Compramos de uma empresa de renome, justamente, para não ter risco de atraso. Não sabemos o motivo do atraso na entrega e aí tivemos que aguardar”, justificou Fernando Teixeira, do Consórcio Bem Guamá. O executivo confirmou que os equipamentos foram despachados do estado catarinense na terça-feira, 18.

Cobrança – A Sesma já cobrava a agilidade na entrega dos nobreaks por parte do Consórcio Bem Guamá. A Prefeitura Municipal de Belém exigiu um documento oficial da contratada, pois aguardava a entrega, desde dezembro de 2019.

A Secretaria informou aos jornalistas que o Consórcio poderá sofrer sanções e penalidades contratuais, caso os equipamentos não cheguem no prazo estabelecido. 

O presidente do Conselho de Saúde se posicionou sobre a questão. “Até aceitamos que seja prorrogado para o dia 2 de março, mas que a Secretaria tome as medidas cabíveis, administrativamente, contra a empresa, porque essa entrega já vem se protelada há muito. Exigimos que a Secretaria tome, realmente, medidas contra essa empresa”, disse José Luiz Moraes, do Conselho Municipal de Saúde.

Por: Sérgio Chêne

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SAÚDE

Mais abrangente, vacina contra pneumonia desenvolvida pelo Butantan é testada em humanos

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Foto: Reprodução / Fonte: Assessoria de Imprensa - Instituto Butantan

O Instituto Butantan está desenvolvendo uma nova vacina contra a pneumonia de maior alcance e mais barata. O estudo é realizado em parceria com pesquisadores do Boston Children’s Hospital, da Universidade Harvard (Estados Unidos).

Os resultados obtidos até o momento demonstram que a nova vacina deve proteger contra todos os sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae – há mais de 90 deles pelo mundo.

Segundo Luciana Cezar de Cerqueira Leite, pesquisadora do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan, para o desenvolvimento da nova vacina foi adotada uma estratégia diferente em relação à ativação da resposta imune. “Em vez de usar como alvo os polissacarídeos presentes na cápsula bacteriana, como fazem as vacinas hoje disponíveis, optamos por proteínas comuns a todos os sorotipos do microrganismo”, diz.

Ela afirma que foram mais de 10 anos de pesquisa até chegar a essa vacina. “Inicialmente, investigamos proteínas que poderiam ser usadas como alvo. Ao longo do percurso, surgiu a proposta da vacina celular. Desenvolvemos então o processo de produção, mudamos o adjuvante [substância capaz de potencializar a resposta imune] e até a via de administração”, afirma a pesquisadora.

A etapa inicial da pesquisa, coordenada por Cerqueira Leite, foi apoiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Já os testes clínicos de fase 1 e 2 foram realizados nos Estados Unidos e na África sob a coordenação da equipe de Harvard, com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates e do PATH (Program for Appropriate Technologies in Health), organização norte-americana sem fins lucrativos dedicada a desenvolver inovações que salvam vidas e melhoram a saúde.

A pesquisadora explica que as vacinas pneumocócicas conjugadas hoje disponíveis protegem apenas contra 10 ou 13 sorotipos da bactéria. Uma versão não conjugada abrange 23 sorotipos, mas não é eficaz em crianças e, por isso, tem sido usada principalmente em adultos.

Além de mais abrangente, a vacina celular desenvolvida no Butantan não sofre o problema de substituição sorotípica. Outra vantagem, de acordo com a pesquisadora, está no preço. Estima-se algo próximo de US$ 2 por dose, quando hoje a vacina 10-valente custa cerca de US$ 60 na rede particular e US$ 15 ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Ainda conforme Cerqueira Leite, a segunda fase de testes em humanos deve ser repetida nos EUA, para fins de comparação da resposta imune em populações de diferentes países.

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SAÚDE

Não é só miojo! Lámen pode ser opção saudável; aprenda a escolher

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Fonte: UOL Foto: Reprodução

Apesar de ser um prato oriental do final do século 19, o lámen está se tornando cada vez mais popular aqui na América Latina. Tanto que foi apontado como tendência de alimentação para o ano de 2020 em uma pesquisa do Uber Eats, que levou em conta os pedidos feitos nos últimos 6 meses de 2019.

Mas você sabe o que é o lámen exatamente? É um macarrão servido com um caldo à base de carne, peixe ou vegetais e uma “cobertura” sólida, como vegetais, ovo e outras proteínas animais.

O problema é que muitos confundem esse prato com o miojo, que é um tipo sim de lámen, mas muito diferente do prato tradicional e que tem se popularizado. De fato, ambos são macarrões servidos com um caldo, por isso o nome em comum. Mas as semelhanças param por aí. Entenda melhor o prato e como fazer escolhas saudáveis na hora de fazer seu pedido no restaurante ou cozinhar em casa.

Afinal, o lámen é um prato saudável?

Muitos acham que a resposta dessa pergunta é não e essa fama normalmente é devida ao macarrão, que costuma ser confundido com a massa instantânea que vem nos miojos, e é rica em gorduras por ser pré-frita. No entanto, esse prato pode ser feito com qualquer massa, e normalmente as orientais são feitas a partir da mistura de algum tipo de farinha e água.

O problema nutricional, na verdade, está muito mais no caldo, que costuma ser extremamente gorduroso (quando feito com base em ossos de animais, como porco e frango) ou cheio de sódio (nas versões com base em peixe). As opções feitas com vegetais costumam ter uma composição melhor.

Por isso, o equilíbrio na hora de montar o prato é fundamental. Caso você opte por um lámen com caldo mais gorduroso, prefira coberturas com menos lipídios, como as verduras e legumes, que trarão mais nutrientes ao prato.

O macarrão também pede cuidado. Mesmo não usando o tipo instantâneo, as massas orientais são ricas em carboidratos, por serem feitas com a farinha e água como base —as massas ocidentais costumam levar também ovos, o que equilibra mais sua composição. No entanto, como nenhum outro elemento do prato possui esse macronutriente, não há tanto problema.

No entanto, contando com todos esses elementos que podem não ser preparador da melhor forma, consumir lámen em restaurantes deve fazer parte do dia a dia com moderação. Caso você seja muito fã do prato, mas queira consumi-lo dentro de uma alimentação saudável, o ideal é preparar sua versão em casa.

Como fazer um lámen saudável em casa

Para fazer o lámen em casa, você terá de cozinhar três itens básicos: caldo, macarrão e os ingredientes para a cobertura. “Você pode preparar um caldo caseiro com legumes, como cenoura, salsão, alho-poró, cebola e abusar dos temperos naturais”, sugere Luana Romão, nutricionista e mestre em Nutrição em Saúde Pública pela USP (Universidade de São Paulo). Ela alerta, no entanto, para usar o shoyu e o missô (que são ricos em sódio) com moderação, assim como o sal.

Em outra panela, ferva água e cozinhe o macarrão à sua escolha. Que pode ser uma massa tradicional, macarrão konjac (massa oriental feita com um tubérculo) ou bifum (massa de farinha de arroz).

Para a cobertura, você pode utilizar diversos ingredientes, mas se possível dê preferência a verduras e carnes magras, com cortes sem gordura aparente. “A primeira sugestão é utilizar como cobertura espinafre cozido, ovo, shimeji e peito de frango cozido e desfiado. Mas também dá para combinar lombo de porco, algas, brotos de feijão (moyashi) e vegetais variados. Finalize com bastante cebolinha e sirva em seguida”, indica Romão. Os ovos são também boas opções de coberturas, por serem ricos em vitaminas do complexo B.

E afinal, qual o problema com o miojo?

Um dos primeiros problemas do miojo está na massa usada para prepará-lo (aquela que cozinha em 3 minutinhos!). Enquanto o macarrão comum é feito com farinha de trigo, ovos e alguns corantes naturais, o miojo traz “uma lista extensa de componentes que incluem gordura vegetal, que é uma gordura extremamente inflamatória, diversos estabilizantes além de corantes artificiais”, como enumera a nutricionista Vivian Mansur, da Bodytech Granja Viana, especialista em Fisiologia do Esporte pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A gordura vegetal aparece na composição por que a massa é pré-frita, o que acelera seu preparo, mas adiciona uma quantidade de gordura saturada alta à preparação. Ou seja, o consumo excessivo pode levar ao aumento de peso e alterações nos níveis de triglicérides, colesterol e glicemia, como lembra a nutricionista Giovanna Oliveira, membro do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional).

Depois que o macarrão instantâneo é cozido, adicionamos ainda o tempero que é totalmente artificial, cheio de sódio, conservantes e corantes e sem nenhum nutriente importante para a saúde. .

Fontes: Catarina Stocco, nutricionista; Dafne Oliveira, nutricionista especialista em Fisiologia do Exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria (Unicsul); Giovanna Oliveira, da Clínica Dra. Maria Fernanda Barca (SP), pós-graduada em Nutrição Esportiva Funcional e membro do IBNF (Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional); Luana Romão, nutricionista formada pelo Mackenzie e mestre em Nutrição em Saúde Pública pela USP (Universidade de São Paulo); Vivian Mansur, da Bodytech Granja Viana, especialista em Fisiologia do Esporte pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

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