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SANTARÉM: Arco, Saraipora e Moças das Fitas são os destaques do Çairé

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Um dos princípios norteadores para o desenvolvimento da atividade turística no município de Santarém, apontados em estudo do Plano Encontro, é a valorização e a conservação do patrimônio natural e cultural do Pará. Um dos maiores patrimônios da cultura da Pérola do Tapajós é o Çairé – tradição do povo Borari, da Vila Balneária de Alter do Chão, conhecida como o Caribe Brasileiro, localizada na região do Tapajós, no coração da Amazônia. Este ano, a Festa está programada para o período de 20 a 24 de setembro. O evento está intimamente ligado, não só com a religiosidade do local, mas com um exuberante cenário natural que atrai turistas do mundo inteiro, durante o ano todo.

Na Série “Çairé” que destaca os aspectos culturais, naturais, a Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura de Santarém dará enfoque aos elementos religiosos da Festa, personagens, ritos, simbologias e tradições, como forma de envolver o público leitor e os turistas que se preparam para visitar Alter do Chão, durante o evento, em uma imersão no Çairé. Nesta série serão apresentados também os personagens do Rito Religioso e retratado quem são esses personagens no cotidiano. Nesta reportagem, daremos destaque a “Saraipora” e as “Moças das Fitas”.

De acordo com o relato dos personagens do Çairé, a Festa ao longo dos anos vem se reinventado, mas a coordenação do Rito Religioso sempre busca manter a essência. A Festa foi introduzida na Amazônia no século XVII, era realizada em várias comunidades indígenas da região, quando os Padres Jesuítas utilizavam de vários elementos para a catequese dos índios, dentre esses elementos está o “Arco do Çairé”, que era, e ainda é, uma simbologia do mistério da Santíssima Trindade, que é a motivação para a realização do evento.

O “Arco do Çairé” é composto de um grande semicírculo, que representa “Deus Uno”, com outros três semicírculos internos que representam a Santíssima Trindade, “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo”, o Deus Trino. O símbolo representa ainda a Arca de Noé, que ao ser colocada de “cabeça para baixo”, dá formato a uma barca, outra evidência da catequese indígena. O Arco é feito com madeira e cipó, ornado com fitas coloridas, simbolizando o arco-íris que representa a aliança que Deus fez com a humanidade.

No Rito Religioso, uma mulher conduz o Arco em todos os momentos da Festa do Çairé, seja na busca dos mastros, na sua levantação, nas procissões, celebrações no barracão ou nos momentos de canto e dança. Essa mulher de 56 anos é dona Dalva de Jesus Vieira, agricultora, casada, com uma família de 8 filhos, é “Saraipora” há três anos. “Fui escolhida quando a dona Maria Justa (In memoriam) ficou muito doente, impossibilitada em participar da Festa, me convidaram para assumir a função. Para isso a “Procuradeira” conversou com o Cleuton Von, coordenador do Çairé, e me indicou para o cargo”, explicou.Saraipora: Dalva de Jesus Vieira

De acordo com a Saraipora, mesmo a Festa sendo uma tradição de família, que vem desde os tempos de seu bisavô, é a “Procuradeira” que tem autoridade para escolher os substitutos de algum personagem que esteja impossibilitado de exercer a função. No passado, a função de Saraipora não era fixa, o coordenador de cada ano escolhia a pessoa para fazer a representação da personagem. A indumentária da Sairapora é composta de uma saia e blusa branca, com fitas coloridas e tiara com fitas e flores. A Saraipora destacou que nunca teve pretensão em exercer o cargo, mas que está muito alegre e satisfeita em vivenciar a personagem.

Moças das fitas durante procissão do Çairé 2017

Outra personagem que compõe a Festa do Çairé são as “Moças da Fita”, representadas por duas adolescentes: Flávia Manuela Ferreira Rode e Ana Caroline de Jesus Corrêa. Elas acompanham a Saraipora, uma de cada lado, segurando as fitas coloridas que saem do alto do Arco. As fitas simbolizam a ligação de Deus com a terra. Segundo a tradição, a Moça da Fita tem que ser uma menina, virgem, pois no Rito, ela simboliza a pureza.

Moça das Fitas: Flávia RodeFlávia Manuela Ferreira Rode que é estudante e Coroinha na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Saúde, têm três anos como uma das Moça da Fita falou de sua satisfação em desempenhar essa função. “Foi uma coisa inesperada. Eu acompanhava a minha avó que é uma das “rezadeiras” nos ensaios, e nesse processo fui acompanhando o Rito e até que chegou um momento que eles me convidaram e Eu aceitei, e é uma grande alegria assumir essa função”, destacou.

Moça das Fitas: Ana Caroline CorrêaAna Carolina de Jesus Corrêa, estudante, se considera uma menina simples e também se sente agradecida por representar essa personagem tão importante da Festa. “Já sou uma das “Moças da Fita há três anos, e é uma satisfação muito grande. Fiquei muito feliz, quando meus avós, que também participam do Rito, chegaram em casa e perguntaram se eu queria assumir a função, disse logo que sim”, relatou.

A indumentária é composta de vestidos brancos e longos, bordados em fitas coloridas, que demonstram a alegria, a pureza e a santidade. Outros personagens assumem funções específicas na Festa do Çairé: Capitão, Juiz e Juíza, Procurador e “Procuradeira”, Alferes, Troneira, Rufadores, Mordomos e Mordomas, dentre outros, que serão temas das próximas edições.

Tadeu PinhoAgência Santarém

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Festa da Chiquita chega hoje à 40ª edição no Bar do Parque

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Eloi Iglesias hoje comanda a Festa das Filhas da Chiquita que chega ao 40ª ano Foto: Oswaldo Braga
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A Festa das Filhas  Chiquita inicia após a passagem da berlinda, que leva a imagem de Nossa Senhora de Nazaré na Avenida Presidente Vargas. Centenas de pessoas se aglomeram na Praça da República à espera da festa.

A Chiquita

A Festa das Filhas da Chiquita foi idealizada e criada pelo sociólogo carioca, Luís Bandeira, na década de 70. A partir de 1990,  passou a ser coordenada Elói Iglesias, que propôs uma mudança na dinâmica do movimento, tornando-o uma festividade voltada para o público LGBT e simpatizante.

Inicialmente, a festa era chamada de Filhas da Chiquita ou Festa da Maria Chiquita. O nome veio da famosa personagem das marchinhas de carnaval, Chiquita Bacana, “mulher existencialista que só faz o que manda o coração”.

A “Chiquita” não é reconhecida pela igreja católica como parte integrante da festividade do Círio de Nazaré, porém o IPHAN, tombou a festa como patrimônio imaterial da humanidade.

Fonte: Espaço de Comunicação e Resistência”

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“Belém Cidade Luz” leva música à praça Batista Campos

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A programação cultural do projeto “Belém Cidade Luz da Amazônia”, se inicia nesta terça-feira (9),  e se estenderá até o dia 28, sempre a partir das 19h,  na Praça Batista Campos, no centro de Belém, A primeira noite  terá  as atrações o Coral Combel, Grupo Folclórico Frutos do Pará e Dhiana Lima e Banda.

A praça Batista Campos é o palco do evento que virou tradição na capital paraense. A programação é mais uma opção de lazer e cultura para a cidade, justamente quando Belém recebe centenas de turistas para o Círio de Nazaré.

Somente neste ano serão recebidos de forma voluntária 60 grupos, totalizando 2.350 artistas. Na organização do evento são envolvidas 75 pessoas.

Entre os parceiros de 2018 estão a Prefeitura de Belém, Cruz Vermelha, Corpo de Bombeiros, Policia Militar, Guarda Municipal, Associação dos Amigos da Praça Batista Campos,  Comando do Policiamento da Capital e DPA.

“Belém Cidade Luz da Amazônia”, de 9 a 28 de outubro, sempre a partir das 19h, e a primeira noite de espetáculos terá como  atrações o Coral Combel, Grupo Folclórico Frutos do Pará e Dhiana Lima e Banda.

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Com reservas, Brasil vira para cima da Bélgica no Mundial de vôlei

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Após sair perdendo por 2 a 0, Brasil conseguiu a virada diante dos belgas (Foto: Divulgação/FIVB)

No último sábado, a Seleção já havia carimbado sua vaga na terceira etapa da disputa ao vencer a Eslovênia. Com o triunfo, a equipe verde e amarela já não poderia ser alcançada por nenhum rival, assegurando também a primeira colocação no grupo, que tinha Austrália, Bélgica e Eslovênia.

Nesta segunda-feira, o sorteio para a próxima fase do Mundial será realizado na Itália, às 06h00 (horário de Brasília). Com isso, os comandados de Renan Dal Zotto conhecerão seus rivais na etapa de grupos seguinte.

O jogo – O primeiro set teve o bloqueio belga como protagonista. Os europeus, superando o equilíbrio, também predominante no embate, conseguiram por meio do fundamento a vantagem inicial no embate: 25 a 22. A rodada seguinte contou com novo triunfo da Bélgica.

Com 2 a 0 adverso no marcador, o Brasil iniciou sua reação. A entrada de Douglas Souza na equipe mudou o panorama do jogo e, com nova postura, a Seleção venceu as duas parciais seguintes, pelo placar de 25 a 19 e 25 a 15, sem grandes dificuldades.

No tie-break, set de desempate, a vantagem inicial construída pela Seleção foi crucial para o restante da partida. Com o bloqueio presente e Evandro ligado, os comandados de Renan Dal Zotto não deram chance ao belgas e garantiram o triunfo de virada.

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