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Saúde, um dos maiores desafios aos candidatos ao governo do Pará

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As campanha dos dois principais candidatos ao governo do Pará, Helder Barbalho (MDB), da coligação “O Pará Daqui Pra Frente”, e o Márcio Miranda (DEM), da coligação “Em Defesa do Pará”, parecem antagônicas a distraídos observadores da cena política, mas, no fundo, como as paralelas, acabam se tocando no infinito. E o infinito, este caso, são as questões fundamentais da sociedade paraense que estão longe de ter uma solução pelo menos razoável. O principal ponto de contato das duas campanhas parece que mesmo a Saúde Pública.

Enquanto Helder Barbalho promete construir o primeiro hospital público de saúde da mulher, com ênfase em mastologia e ginecologia , Márcio Miranda promete dotar todos os municípios paraense – são 144 – com mamógrafo, aparelho de raio-X e outros equipamentos que facilitem o diagnósticos de doenças graves como o câncer de colo e de mama, que mata centenas de mulheres todos os anos, no Pará,no Brasil e no mundo.

E eles têm razão de atacar mais esse campo que outros em sua pregações eleitorais. O Pará, apesar de tudo que já foi feito na área da saúde pública, ainda é um dos estados mais mal atendidos do país. E parte por falta de planejamento, mas em parte também por conta dos benefícios fiscais concedidos aos grande grupos econômicos que aqui têm se instalado, para extrair riquezas e agravar ainda os problemas sociais.

Recentemente, tivemos o caso da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu, que atraiu  milhares de trabalhadores de outras regiões para Altamira e, depois, deixou a região mergulhada num caos social impressionante.  Mas antes houve Tucuruí, Serra dos Carajás, Mineração Rio do Norte, e todas as grande obras realizadas pelo governo federal ou grande grupos econômicos protegidos pelo governo federal. Há pouco tempo, a Hydro/Alunorte provocou, em Barcarena, um desastre ambiental que se encontra paralelo em Mariana, Minas Gerais. E nada aconteceu. A Mineração Rio do Norte assoreou o lago Batata em Oriximiná, fingiu que corrigiu o problema, e ficou por isso mesmo. Nem os royalties da mineração são revertido em favor do Pará, como compensação pela exploração de suas riquezas minerais ou da exploração do seu potencial hidrelétrico.

A desculpa  de sempre é que a Lei Kandir não deixa, mas a verdade é que os nosso políticos pouco tem feito para resolver o impasse, sem falar que muitos deles, à época da imposição da dita lei, foram inclusive defensores da espoliação, porque estavam no partido do presidente Fernando Henrique Cardoso e nada disseram cobtra, Fizeram como um conhecido ex-ministro já falecido diante da possibilidade da edição do AI-5: mandaram às favas os escrúpulos de consciência. Em consequencia, o Pará é o que é hoje. Se não, vejamos: mais da metade dos municípios paraenses está na lista dos 500 piores do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM 2018), sendo que 11 estão entre os 100 piores resultados do país. Porto de Moz, por sua vez, é a única com baixo desenvolvimento. Baião recuou nas três vertentes, sobretudo em Emprego e Renda, e como reflexo a cidade perdeu 59 posições no ranking estadual: caiu da 78ª colocação em 2015 para a 137ª posição, em 2016.

Na outra ponta, Parauapebas e Castanhal lideram o ranking dos dez municípios paraenses melhores avaliados.

Ao todo, o Pará tem 77,5% das cidades com desenvolvimento regular. O índice, divulgado pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), tem por base  dados oficiais de 2016, últimos disponíveis, monitora todas as cidades brasileiras.

QUESTÃO SAÚDE

O pior município avaliado na área de saúde é Faro, seguido por Vigia e Brejo Grande do Araguaia. Santa Maria da Barreiras, Eldorado dos Carajás, Capitão Poço, Pau D’Arco, Cumaru do Norte, Limoeiro do Ajuru e Senador José Porfírio completam a lista dos dez mais mal avaliados na área da saúde no Estado do Pará.

Por outro lado, os dez melhores avaliados são: Igarapé-Açu, São Francisco do Pará, São João da Ponta, Parauapebas, Castanhal, Terra Alta, Marituba, Uruará, Paragominas e Primavera.

Parauapebas foi a cidade melhor avaliada do Estado (0,7402) no ranking geral, seguida de Castanhal (0,7292), por terem alcançado alto desenvolvimento em Saúde. As cidades lideram o ranking estadual, assim como os municípios de Vitória do Xingu, Paragominas, Santarém, Barcarena, Belém, Canaã dos Carajás, Tucuruí e Redenção.

Na comparação com 2015, sete cidades evoluíram nas três áreas de desenvolvimento e três apresentaram queda no índice geral devido à piora no mercado de trabalho.

Das 138 cidades paraenses analisadas, 103 (77,5%), alcançaram desenvolvimento regular e, 44 (31,9%), têm baixo desenvolvimento em Emprego e Renda. Na comparação com 2015, dois em cada três municípios (66,7%) avançaram moderadamente, sustentados pelo aumento da renda. Comparado a 2015, Nova Esperança do Piriá se destacaram ao apresentar crescimento em Saúde, Educação e Emprego e Renda.

EDUCAÇÃO

Educação é o quesito em que as cidades paraenses mais se destacam: 77 municípios (53,8%) apresentaram desenvolvimento moderado, 65 (45,5%) estão em nível regular e apenas uma com baixo grau de desenvolvimento.

Vale destacar que o Pará não possui cidades com alto desenvolvimento em educação desde o início da série histórica. Na vertente Saúde, mais da metade (53,9%) dos municípios do estado ainda possuem desenvolvimento regular ou baixo.

 

 

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