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Educação

Seduc entrega ao CEE circular sobre ensino infantil e fundamental no Pará

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A secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Serruya Hage, e integrantes da Comissão de Gestão e Currículos (ProBNCC/PA) entregaram aos membros do Conselho Estadual de Educação (CEE), nesta quinta-feira (8), o Documento Curricular para Educação Infantil e Ensino Fundamental do Estado do Pará, como parte da implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nesses dois ciclos escolares. O CEE analisará a proposta, já que a data-limite para homologação é 15 de dezembro.

Após a homologação do documento será iniciada uma programação de formação de professores na Região Metropolitana de Belém e em outras regiões do Estado. A intenção do Ministério da Educação é que a BNCC Educação Infantil e Ensino Fundamental passe a vigorar nas escolas em 2020, após capacitação de docentes em 2019.

A entrega do documento, elaborado após várias reuniões técnicas em Belém e no interior, e consulta pública em site específico, ocorreu na sede do CEE, em Belém. Da sessão do Conselho participaram a presidente em exercício, Beatriz Padovani, e a presidente da Comissão de Educação Básica, Márcia Argueles Pantoja, que recebeu o documento junto com outros conselheiros. José Roberto Silva, secretário adjunto de Ensino da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e a diretora de Educação Infantil e Ensino Fundamental, Marizete Martins acompanharam a secretária, que também convocou todos os técnicos da comissão estadual, que desenvolveram estudos com profissionais de órgãos municipais, para a entrega do Documento Curricular.

Ações de atendimento

 Para a Seduc, disse a secretária, “esse é um dia histórico e festivo”. Em 2012, quando estava à frente da Diretoria de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Seduc, Ana Claudia Hage e um grupo de técnicos iniciaram a discussão para elaborar o currículo da Secretaria, e torná-lo uma referência para os municípios bem antes da BNCC. Quando o trabalho estava sendo concluído, o Ministério da Educação lançou a Base Nacional Comum Curricular, e o projeto do Estado foi adequado à proposta do governo federal.

“Cada escola neste Estado, seja municipal, particular ou federal, tem um norte para as aprendizagens necessárias para esse aluno do ensino fundamental. Então, hoje é um dia festivo, um dia de agradecer a Deus, aos técnicos que se envolveram, à parceria com as prefeituras e com a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e com a Uncme (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação). A partir desse trabalho em conjunto podemos dizer que o Estado do Pará tem um currículo estadual para ser orientador em todas as redes”, frisou a titular da Seduc.

Estrutura

O Documento Curricular do Pará abrange quatro eixos estruturantes: O Espaço/tempo e suas transformações; Linguagens e suas formas comunicativas; Valores à vida social e Cultura e identidade. O processo de elaboração do documento contou com o apoio de guias de orientação, criação de website para consulta, peças em redes sociais, encontros em municípios, formação em ambiente virtual e dois meses de consulta online.  O processo teve a participação de 2.354 pessoas, em 55 municípios, e mais 57.150 contribuições.

Na sessão do CEE, a presidente da Comissão Estadual da BNCC, Fátima Cravo, e os professores Walter Júnior e Ivone Rosa, expuseram as ações de elaboração e desenvolvimento da proposta estadual curricular à consultora do MEC/ProBNCC, Márcia Carvalho, que destacou o empenho dos educadores e técnicos do Pará na formatação do documento.

Isa Arnour/Agência Pará

 

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Educação

Enem terá duas etapas a partir de 2021, anuncia MEC

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Ministro Rossieli Soares: novo Enem deve valer a partir de 2021(foto: Reprodução)
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Em ato de homologação das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, ministério da Educação afirmou que exame será realizado em duas etapas, de acordo com as novas diretrizes, a partir de 2021. Definição do conteúdo das provas depende da nova BNCC. “Sem pressão”, diz o ministro Rossieli

 

 Brasília – O Ministério da Educação promoveu, nesta terça-feira (20), uma coletiva de imprensa na qual foram homologas as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio. Entre os temas de relevância apresentados pelo ministro Rossieli Soares e representantes do Conselho Nacional de Educação (CNI), esteve o novo formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que valerá a partir de 2021.
O ministro foi breve em suas declarações a respeito do exame, mas adiantou temas relevantes. Ele anunciou que o Enem será realizado, a partir de 2020, em duas etapas. “A primeira tem relação com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de competências básicas”, disse ele. “O segundo dia será dedicado aos itinerários formativos. Para isso, nós teremos a construção de referenciais ainda em desenvolvimento”, afirmou. Esses itinerários podem variar de quantidade, mas envolvem, até o momento, linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.
 

Duas etapas

Atualmente, os milhões de inscritos fazem as mesmas provas por todo o país. “O que vai haver, de agora para frente, é o primeiro dia ainda comum a todos e, no segundo dia, será cobrada a área para a qual o aluno pretende direcionar seu futuro. Os itinerário são caminhos, percursos diferenciados”, explicou o ministro, observando que toda a matriz será, ainda, construída e depende diretamente da nova BNCC. “A estrutura do Enem observará o que o novo ensino médio está trazendo. Para fazer a mudança efetiva do exame, é preciso aprovar a base e seus referenciais para, só então, o MEC fazer a sua avaliação e construir o banco de itens.”
O ministro classificou esse processo de construção como a ser realizado “sem pressões” e foi vago quanto ao ano de implementação plena. O certo é que, em 2019, o formato segue o mesmo. “O Enem 2019 seguirá do mesmo modo, sem alterações”, disse ele, “e provavelmente 2020 teremos o mesmo formato. Deve vale a partir de 2021.”

Cecilia Motta: “Não muda o espírito do Enem”(foto: Reprodução)

Secretária de Educação Básica do MEC, a professora Kátia Smole se disse otimista quanto às diretrizes e seus reflexos no exame. “O princípio é de altas expectativas. Queremos a régua cada vez mais alta na avaliação dos alunos. Não muda o espírito do Enem, mas a prova irá se adequar”, diz. Segundo ela, não é impossível que a formação técnica e profissional, 5º itinerário anunciado, possa entrar no Enem. “É algo que ainda vamos dar sequência.”

Novo governo 

Questionado sobre o impacto do novo governo federal no exame, o ministro da Educação foi cuidadoso. “Primeiramente, cabe ao novo governo avaliar as políticas, mas aquilo que é norma deve ser cumprido. As diretrizes homologadas hoje são normas que estarão vigentes para o Brasil”, ponderou. “A construção da matriz de avaliação ficará, é claro, muito a cargo do novo governo. Não estamos encerrando nada. Estamos, ao contrário, dando um novo passo”, disse.
Nesta segunda-feira (19), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) descartou a possibilidade de Maria Inês Fini, presidente do Inep (órgão responsável pelo Enem), assumir a pasta de educação. “Pode esquecer. Essa não esteve à frente do Enem? Está fora, cartão vermelho”, disse o presidente eleito que, em entrevista coletiva, voltou a falar de “marxismo infiltrado na educação brasileira”. Quando criticou questões do primeiro dia de exame, em 4 de novembro, Bolsonaro foi rebatido por Maria Inês. “Não é o governo que manda no Enem, disse ela, na ocasião.

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O contingenciamento está na Portaria nº 9.420, da Secretaria de Orçamento Federal, publicada em setembro
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Educação

Projeto Bau de Histórias reúne educadores de Belém

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Educadores da rede municipal de ensino reuniram, nos dias 13 e 14, no Museu Paraense Emílio Goeldi, para troca de experiências do projeto Baú das Histórias, do Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube). A iniciativa é da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec) com o objetivo de relatar experiências e fomentar a iniciativa de usar o projeto em sala de aula.

Durante o encontro, cada escola apresentou seu trabalho e ajudou na experiência das outras escolas, uma vez que nem todas conseguem trabalhar com os livros do projeto. “É um momento muito enriquecedor para a Semec e também para valorizar o escritor paraense, além de ser muito importante para as crianças da educação infantil”, afirma Georgette Albuquerque, coordenadora do Sismube.

Dentro do Museu, os contadores de histórias ficaram em pontos estratégicos apresentando aos educadores as narrativas indígenas voltadas para o imaginário popular. A Trilha das Encantarias estava dividida em três estações: a ancestralidade, a liquidez, por Belém estar cercada por água, e o silêncio.

“A trilha foi uma tentativa de fazer com que os professores relembrassem narrativas que estavam adormecidas dentro do imaginário de cada um e que isso pudesse fazer com que eles tivessem a iniciativa de usar esse imaginário na sala de aula”, explicou Sônia Santos, professora da Unidade de Educação Infantil Providência, no bairro de Val-de-Cans, e componente do grupo de contadores de histórias Cirandeiros da Palavra, que fez a Trilha das Encantarias.

Um dos poetas que esteve presente no encontro é Juraci Siqueira. Para, cuja obra compõe o acervo do baú. “Qualquer ação que trabalhe a literatura e a arte, como um todo, é sempre bem-vinda. Ninguém ama o que não conhece e nem defende aquilo que não ama. Então é preciso que a criança conheça sua cultura, sua literatura, seus autores”, comentou Juraci. O poeta, que também é professor, contou que já teve contato com projetos semelhantes que ajudam a levar literatura para as crianças. “É sempre bom fazer parte dessa história. É gratificante estar aqui e escutar pessoas fazendo relatos a partir de sua obra, isso não tem nada que pague”, completa.

O projeto Baú das Histórias nasceu como uma biblioteca itinerante para suprir a necessidade de um espaço de leitura nas unidades que não têm espaço físico para a instalação de uma biblioteca. Cada baú vai para as escolas com um acervo de 300 a 350 livros e fica na unidade podendo transitar por todo o espaço para fomentar o início de uma biblioteca. “Tem lugares que conseguiram adaptar um espaço e o baú já começou a ter tantos livros que foi necessário colocar mais uma estante e aí, quando viu, já era uma biblioteca aquele espaço”, conta Andrea Cozzi, responsável pelo projeto.

“A gente investe na formação do leitor na primeira infância. Começa cedo o investimento nessa criança pequena, pelas histórias contadas ou cantadas. Esse encontro é um espaço para a gente compartilhar todas as experiências exitosas em leitura”, detalhou Andrea.

Por Vanessa Pinheiro/Comus PMB

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