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Eleições 2018 Pará

Sem marqueteiro oficial e fora dos debates, PT aposta em campanha de ‘corpo ausente’

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Partido terá que lidar com a ausência de Lula nos palanques e a falta de novas imagens para os programas de TV

Gleisi diz que PT tomará medidas jurídicas para ter ex-presidente ou Haddad nos debates

GIL ALESSI/EL PAÍS

São Paulo  – O PT terá pela frente uma de suas disputas eleitorais mais difíceis desde que Lula concorreu pela primeira vez à presidência, em 1989. A campanha deste ano será feita com o ex-sindicalista e principal cabo-eleitoral da legenda de corpo ausente. Preso em Curitiba, ele não deverá ter acesso aos palanques e câmeras de TV. Neste cenário inédito, o partido terá que contornar uma série de problemas, como a exclusão dos debates na TV e a difícil tarefa de colar nos dois vices da chapa, o oficial, Fernando Haddad (PT), e a reserva, Manuela D’Ávila (PC do B), o rótulo de candidatos de Lula.

Esta será apenas uma das dificuldades que o partido terá nos próximos meses. Nem mesmo a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que começa em 31 de agosto, trará novas imagens do ex-presidente. Desde que foi preso, em abril deste ano, a Justiça negou vários pedidos do PT para que equipes do partido –e até mesmo seu fotógrafo pessoal– pudessem captar vídeos de Lula. Assim, apenas imagens e áudios de arquivo do ex-presidente poderão ser utilizados. “Tem muito material que o Lula gravou antes de ser preso, já pensando nesse cenário de golpe”, disse uma fonte da legenda ao EL PAÍS. A ideia dos programas será colocar eminências petistas para apresentar Haddad, com o reforço de vídeos antigos do ex-presidente elogiando seu pupilo, que é quem deve tomar a cabeça da chapa caso a Justiça Eleitoral declare a inelegibilidade de Lula, condenado em segunda instância e, por isso, passível de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. O material é vasto: o ex-presidente foi o principal fiador e cabo eleitoral da campanha que levou Haddad à Prefeitura de São Paulo em 2012.

A tônica dos programas, conforme confirmado por petistas próximos à campanha, também será insistir na tese do golpe político-jurídico que levou o ex-presidente à prisão e o impediu de disputar a presidência em igualdade de condições. “O horário político será um instrumento de defesa da candidatura do Lula. E caso ela seja barrada [pelo Tribunal Superior Eleitoral], será uma denúncia disso. Assim vamos transformando acontecimentos jurídicos em elementos de campanha”, afirmou uma fonte do PT.

Pela primeira vez em décadas, o partido também chega à campanha sem um marqueteiro todo-poderoso, geralmente responsável não só pelos programas de rádio e TV, mas também por algumas decisões estratégicas da campanha. O histórico dos antigos marqueteiros do partido não é dos melhores. João Santana, que trabalhou na segunda campanha de Lula e na de Dilma Rousseff, foi condenado pela Lava Jato este ano e firmou acordo de colaboração premiadaque prejudica o partido. Antes de Santana, o nome da propaganda petista era Duda Mendonça, um dos responsáveis por levar pela primeira vez na história o PT ao Planalto. Ele se viu envolvido no escândalo do Mensalão —do qual terminou absolvido em 2012—, apenas para voltar aos holofotes com a Lava Jato em 2016, o que o levou a também assinar acordo de delação premiada.

Desta vez, diz o partido, caberá a uma equipe formada principalmente por militantes e quadros internos se encarregar da propaganda da chapa de Lula. “É um trabalho coletivo mais adequado ao cenário das campanhas atuais”, explica o PT, em nota. O partido afirma ainda que a decisão de adotar este novo modelo não foi tomada “por questão de custos”, e sim para “superar o modelo antigo do marqueteiro”. Questionada, a campanha não respondeu sobre os problemas deste “modelo antigo”.

Dois ex-marqueteiros do partido se se viram envolvidos em escândalos de corrupção e se tornaram delatores

Pessoas ligadas à campanha petista afirmaram que o modelo da campanha controlada por um grande marqueteiro “estava ligado a uma grande preponderância dos programas de TV”, e que no cenário atual aposta-se em um aumento da importância relativa de outros meios de comunicação. Um exemplo disso foi o debate paralelo feito na última quinta-feira. Segundo o PT, o ao vivo realizado no Facebook teve “mais de um milhão de visualizações”. As menções ao nome de Lula, no entanto, foram inferiores às feitas aos outros candidatos que participaram do evento na Band.

Além disso, fontes petistas afirmam que “as campanhas hoje são mais baratas”, e que “praticamente não existem mais aqueles profissionais com perfil exclusivo de marketing político”. Apesar de ter trazido para dentro da estrutura do partido o papel de propaganda e marketing, petistas afirmam que o publicitário Sidônio Palmeira, responsável pelas campanhas vitoriosas dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa na Bahia em 2006, 2010 e 2014, será uma espécie de “consultor informal” do partido. Ele nega, mas confirma que foi sondado: “Eu não sou nada [na campanha] (…) me procuraram pra fazer a campanha, eu estava fazendo a do Rui Costa, e me consultaram em algumas coisas, mas não estou no dia a dia, não estou em condições de falar sobre isso”, afirmou Sidônio à reportagem. O publicitário, no entanto, frisou que será importante que o PT resgate os feitos econômicos “da época do Lula, para contrapor à situação atual”.

A campanha petista será coordenada pelo economista Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras no período de 2005 a 2012. Sua passagem pela estatal foi marcada pelo crescimento da empresa, turbinado principalmente pela descoberta das reservas do Pré-Sal e pelo alto preço do barril de petróleo no mercado internacional. Anos depois de deixar o comando da Petrobras, no entanto, ele se viu arrastado para o furacão da Operação Lava Jato que varreu as gestões petistas. Gabrielli chegou a ter seus bens congelados pela Justiça e foi condenado em 2017 pelo Tribunal de Contas da União a ressarcir a estatal em mais de 100 milhões de reais. Segundo as investigações, ele teria tido um papel ativo na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que segundo o TCU causou prejuízos de mais de 790 milhões de dólares à petroleira.

Transferência de votos pode ser trunfo petista

Em um cenário no qual existem boas chances de Lula ser barrado das urnas, o partido aposta no fenômeno conhecido como transferência de votos para fazer com que os pouco mais de 30% de eleitores que o apoiam até o momento votem em seu vice, Haddad. De acordo com as últimas pesquisas, o ex-prefeito de São Paulo tem entre 6 e 8% das intenções de voto em um cenário sem o ex-presidente. No entanto, segundo levantamento do Instituto Datafolha, 30% dos eleitores afirmaram que votariam “com certeza” em um candidato indicado por Lula, enquanto 51% “não votariam jamais” e 17% votariam “talvez”.

A capacidade de transmissão de votos em uma situação como a de Lula, preso, “é algo difícil de mensurar, e o fenômeno é pouco conhecido neste contexto”, diz o cientista político Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais. De qualquer forma, o professor ressalta que o ex-presidente “conseguiu manter intenção de votos alta durante um grande período de tempo e em uma situação muito adversa, que foi a prisão”, o que é um sinal de que ele manteve seu “capital político”. “Existem variáveis como a empatia que o eleitor terá com o nome indicado pelo ex-presidente. Isso tudo depende do trabalho feito nas propagandas do partido para colar Haddad em Lula”, conclui.

Haddad disse que será “a voz de Lula” na corrida eleitoral, mas é difícil saber o quanto suas palavras ecoarão como sendo as do ex-presidente. Enquanto Lula for mantido como cabeça de chapa, o partido navegará praticamente às cegas com relação à popularidade de seu possível substituto. Isso porque enquanto não for barrado pela Justiça o nome do ex-presidente continuará aparecendo nas pesquisas, o que obrigará o PT a fazer seus próprios levantamentos para saber o desempenho do vice.

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Eleições 2018 Pará

Bolsonaro, virtualmente eleito, declara apoia a Márcio Miranda, por combater a corrupção no Pará

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Lorenzoni afirma que "a onda verde e amarela se estende de Norte a Sul do Brasil para lutar contra a corrupção".
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Depois de o próprio Jair Bolsonaro (PSL) ter dito, em resposta a eleitor, que jamais apoiaria, no Pará, uma candidatura ligada ao senador Jader Barbalho, por não se relacionar com políticos envolvidos em corrupção, agora o  coordenador da campanha  de   Bolsonaro, o deputado federal gaúcho, Ônix Lorenzoni (DEM), gravou mensagem de apoio ao candidato  Márcio Miranda (DEM), ao governo do Pará. Ele disputa o cargo com o ex-ministro d Integração Nacional, Helder Barbalho, que está sob investigação da lava Jato, por suspeito de ter recebido propina da Odebrecht e de outras empreiteiras.

A declaração de apoio a foi postada no Facebook, onde Lorenzoni afirma que “a onda verde e amarela se estende de Norte a Sul do Brasil para lutar contra a corrupção”.

“Aí no Pará, Márcio Miranda é o homem que luta e combate para manter a lava-jato de pé, para mudar verdadeiramente o Brasil e fazer assim como Bolsonaro está fazendo em todo o Brasil…”, ressalta ao governo do Pará,

Confira no vídeo:

 Isto significa que se for eleito, Bolsonaro dispensará tratamento especial ao Pará, desde que esteja governador por um dos seus. Como Bolsonaro, Márcio Miranda também é capitão, enquanto Helder Barbalho é apenas candidato de Michel Temer, o homem que meteu o Brasil na sua mais profunda crise de desemprego, Hoje, são mais de 13 milhões de desempregados no país. Marcio Miranda tem planos para recuperação do pleno emprego em pouco tempo, graças a um fundo de R$ 100 milhões/anuais que administrará, para gerar emprego, renda e estimular o empreendedorismo individual.

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Eleições 2018 Pará

Blog aponta quatro razões para eleitor votar em Márcio Miranda para governador do Pará

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Mas nos últimos dias, o blog As Falas da Pólis, mantido pelo jornalista Diónes Brandão (http://diogenesbrandao.blogspot.com/) tem, segundo informa,  conversado com muitas lideranças e formadores de opinião da esquerda paraense e a maioria destaca que se for para escolher quem seria melhor como governador do Pará, Márcio Miranda seria a melhor opção, ao ser comparado com Helder Barbalho (MDB). “Por que? Indaguei durante todo o final de semana”, assinala Diósgenes Brandão, que prossegue:.
“Avaliando todas as consultas e conversas feitas com a militância e lideranças da esquerda paraense, os motivos para votar em Márcio Miranda ao invés de Helder Barbalho seriam quatro”.
São eles:
 
1) Márcio Miranda é um bom sujeito, sem nada que abale sua índole. Como político, Márcio Miranda sempre agiu de forma ética, democrática e sempre buscando o equilíbrio das forças políticas de dentro e fora da Alepa, coordenando reuniões e conversas entre o governo e a oposição, para chegar no bom senso e nas melhores condições, nas mesas de negociação, seja com sindicalistas, prefeitos, segmentos do setor produtivo e movimentos sociais.
 
2) Márcio Miranda sempre respeitou as minorias, acatando propostas e bons nomes nas negociações para composição de mesas diretoras e comissões estratégicas no parlamento estadual, onde foi eleito e reeleito por mais duas vezes consecutivas, todas com o voto unânime dos deputados, de todos os partidos paraenses, inclusive deputados do PT, PCdoB e do MDB, hoje seu principal rival. Algo inédito e surpreendente.
3) Na comparação entre o menos pior, entre os nomes de Márcio Miranda e Helder Barbalho, este último é uma ameaça maior à esquerda, já que sua família possui um império de comunicação, que através dos seus telejornais, programas de rádio e do jornal Diário do Pará influencia milhões de paraenses contra seus adversários.
Imaginem uma greve do SINTEPP (Sindicato dos Professores do Estado do Pará), onde por algum motivo haja o uso de força policial contra os manifestantes grevistas, como os veículos de comunicação da família do governador iriam se manifestar?
Iriam tratar os manifestantes com isenção e respeito, ou chamá-los de esquerdistas/petistas vagabundos, tal como faz todos os dias, apresentadores e funcionários das empresas da família Barbalho, como Joaquim Campos (MDB), vereador e candidato a deputado federal novamente derrotado nas urnas por sua truculência e carta branca para difundir opiniões contrárias à esquerda, semeando ódio e até ideias para acabar com ela?
4) Independente de quem seja o presidente eleito, a família Barbalho será da base aliada e continuará forte e com grande poder para indicar seus membros para ministérios e autarquias, como a SUDAM, pois quem entende minimamente de política partidária, sabe que o MDB, com seu tamanho no Congresso Nacional, sua importância para aprovação de projetos e da necessária governabilidade ao futuro presidente, continuarão a oferecer sua fatia no poder central, mantendo  ou até ampliando o poder da família mais rica da política paraense, que já possui a maioria dos prefeitos, deputados e vereadores eleitos no Pará.
Imagine com todo esse poder, nas eleições de 2020.
Imagine!

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Caso Aurá: Justiça derruba outra mentira de Helder Barbalho

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A Justiça Eleitoral do Pará, na noite deste domingo (21) deu ganho de à  coligação “Em Defesa do Pará”, que apoia a candidatura do deputado  de Marcio Miranda (DEM), ao governo do Pará. A decisão foi no sentido de que todas as as matérias sobre a suposta ligação do candidato  com o Gordo do Aura sejam retiradas da internet, por serem consideradas como “fake news”, plantados pela campanha do candidato  Helder Barbalho, e que já foram desmentidas sobejamente por Márcio Miranda.

Entretanto, até na manhã desta segunda-feira, o comitê da campanha de Helder Barbalho, não havia cumprido a determinação do TRE.

Fac Smile do documento que obriga Helder Barbalho a retirar fake news do ar

 

Quem é Gordo do Aurá

O vulgo Gordo do Aurá é  vereador de Ananindeua e seu verdadeiro nome é Deivite Galvão. Ele  foi preso no dia 4 passado, mas já foi posto de liberdade. Gordo  é investigado por ligação com o tráfico de drogas e por fazer parte de facção criminosa. A prisão dele fez parte da operação que cumpriu mais de 1.300 mandados de prisão e de busca e apreensão, em um residencial no bairro do Aurá, em Ananindeua.

A ação da Polícia ocorreu no residencial do “Programa Minha Casa, Minha Vida” foi ocupado há cerca de dois anos. De acordo com as investigações, o local servia como abrigo para foragidos e para gerenciamento do tráfico de drogas.

A Câmara Municipal de Ananindeua  acompanhou.

Conhecido como "Gordo do Aurá", o vereador Deivite Galvão foi eleito em 2012 pelo DEM. — Foto: Divulgação/CMA

Conhecido como “Gordo do Aurá”, o vereador Deivite Galvão foi eleito em 2012  — Foto: Divulgação/CMA

De acordo com a Segup, possíveis líderes da facção estão impedindo a entrada de policiais na área, com ataques às equipes da Polícia Militar. Participam da operação 1.042 agentes de segurança.

Segundo levantamento da equipe da Divisão Estadual de Narcóticos (DENARC), o condomínio residencial Pouso dos Aracangas, popularmente conhecido como Cidade de Deus, apresenta alto grau de periculosidade.

Operação de combate ao tráfico de drogas cumpre mais de 1.300 mandados em Ananindeua. — Foto: Ascom / Segup

Operação de combate ao tráfico de drogas cumpre mais de 1.300 mandados em Ananindeua. — Foto: Ascom / Segup

Investigação

A Operação Cristo Redentor é resultado de uma força tarefa realizada pela Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) com o apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) a fim de apurar a prática de tráfico de entorpecentes, roubos, extorsão na área do Aurá.

No local foi instalado um posto de comando móvel, onde três delegados, cinco papiloscopistas, cinco investigadores, uma equipe do Serviço de Polícia Interestadual, 20 agentes da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) auxiliam na operação.

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