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Serasa lança serviço que monitora e alerta se dados de usuários foram para Dark Web

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Foto: Reprodução /Fonte: Olhar Digital

A Serasa anunciou nesta quinta-feira (04/4), um serviço que vai monitorar e alertar os usuários caso seus dados sejam vazados na chamada Dark Web, onde as informações podem ser vendidas para usos ilegais por criminosos virtuais.

O serviço está disponível no site do Serasa Antifraude de forma gratuita e aponta se seu e-mail foi vazado na Dark Web. Ele faz esse monitoramento e alerta, avisando o consumidor sobre qualquer exposição e dando orientações de procedimentos de segurança.  Já a versão paga do produto, indica em qual site seu e-mail foi vazado e/ou comercializado. A página mostra ainda em tempo real o número aproximado de dados vazados desde que o usuário acessou o Serasa Antifraude.

Para William Oliveira, gerente do Serasa Antifraude, a missão do produto é ajudar o consumidor brasileiro a se proteger de todo tipo de fraude, garantindo conhecimento e controle sobre dados pessoais: “Ao estudar a evolução dos golpes, identificamos o risco crescente representado pela Dark Web para a proteção dos brasileiros. É crescente o número de vazamentos de dados e com frequência, os mesmos vão parar em fóruns sendo comercializados ilegalmente”, afirma. “A partir deste conhecimento, passamos a trabalhar para criar soluções que permitam a visibilidade e, principalmente, ação protetiva, na mãos dos brasileiros. O email é apenas o primeiro passo e nos próximos meses teremos mais dados adicionados a este serviço”.

Segundo o Serasa Consumidor, o Brasil tem mais de 25 milhões de dados violados, sendo o 5º país com mais vazamentos de informações. Ladrões de identidade podem utilizar dados pessoais para abrir novas contas e realizar compras, apresentar declarações falsas de impostos, alugar ou comprar propriedades, roubar patrimônios e ainda fazer muitas outras ações criminosas.

A Serasa recomenda ainda que no momento em que o vazamento é descoberto, o usuário deve reagir rapidamente, tomando algumas medidas de segurança para se proteger. Entre elas:

  • Acompanhar seu extrato bancário, ficando atento a transações desconhecidas;
  • Evitar compartilhar dados pessoais por e-mail: nome, CPF e conta bancária;
  • Substituir as senhas atuais por outras mais eficientes, exclusivas e seguras;
  • Cancelar rapidamente cartões bancários, fazer um boletim de ocorrencia e ativar o alerta de documentos no Serasa;
  • Atenção à e-mails de origem desconhecida;
  • Evitar compartilhamento de dados pessoais por e-mail e/ou rede sociais;
  • Desconfiar de ligações que solicitem a confirmação de dados pessoais.

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Tecnologia

Bolsonaro decide, finalmente, usar celulares criptografados da Abin

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Foto: Reprodução / Via: O Globo

No início do ano, foi amplamente divulgado que o presidente da República, Jair Bolsonaro, usava seu celular privado para trocar mensagens com os membros do governo via WhatsApp. Falou-se muito sobre a polêmica, mas pouco se fez. Agora, depois dos supostos vazamentos dos diálogos do então Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do possível hacking de outros membros do Legislativo brasileiro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e seus celulares criptografados entrarão em ação… finalmente.

Uma das funções da equipe da Abin é desenvolver mecanismos de proteção e criptografia com o objetivo de proteger as comunicações do presidente e de ministros de Estado. Logo, se o ministro Moro estivesse usando um dos aparelhos da Abin desde o início do seu mandato, talvez, este suposto vazamento não teria acontecido. Digo suposto, pois, em nenhum momento o canal que vazou os diálogos, o The Intercept Brasil, afirmou que as informações tenham sido fruto de um hackeamento, isso nas palavras do editor-chefe, Glenn Greenwald.

Com a adesão dos celulares da Abin, tanto o presidente da república quanto integrantes do Executivo passarão a tratar assuntos sigilosos apenas através de aparelhos criptografados, ou seja com uma tecnologia que protege os dados destes dispositivos.

Contudo, como informado ao jornal O Globo, os telefones desenvolvidos pela Abin não permitem a instalação de WhatsApp, Telegram e redes sociais. Logo, quem não vai ficar muito contente com isso é o presidente Bolsonaro, que utiliza este tipo de aplicativo para se comunicar com a população.

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Telegram tem fama de seguro, mas é o mais vulnerável

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Foto: Reprodução / Fonte: Portal Terra

Usado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, e os procuradores do Ministério Público Federal da Operação Lava Jato, segundo o site The Intercept Brasil, o aplicativo de mensagens Telegram tem fama de ser mais seguro que rivais como o WhatsApp, mas é mais vulnerável que eles.

Ao contrário do concorrente, o Telegram não utiliza criptografia de ponta a ponta por padrão. Isso permite que mensagens enviadas pelo app possam ser interpretadas corretamente ao serem interceptadas quando circulam pela infraestrutura da internet. O aplicativo russo até tem uma função que aplica o uso de criptografia, o Chat Secreto, mas esta deve ser ativada pelos participantes da conversa para ser utilizada.

Quando a criptografia de ponta a ponta está ativada, como acontece no WhatsApp, apenas o emissor e o receptor da mensagem têm acesso ao seu conteúdo. Isso porque só as duas pontas da comunicação (daí o nome da tecnologia) têm acesso a uma chave que decifra as informações, que trafegam “embaralhadas” pela internet. Assim, mesmo se forem interceptadas, as mensagens não podem ser decodificadas por hackers.

É um recurso que nem sempre esteve disponível no WhatsApp – o app só implementou essa função em 2016, bem na época em que sofreu diversos bloqueios judiciais aqui no Brasil. A tecnologia é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que resguarda o sigilo das conversas dos usuários, também explica por que é difícil identificar quem espalha notícias falsas pelo aplicativo.

Foi também nessa época que o Telegram se tornou conhecido no Brasil – em dias de bloqueios ao WhatsApp, chegou a ganhar milhões de usuários no País. Hoje, o serviço russo tem 200 milhões de usuários no mundo – muitos deles, seduzidos pela imagem de um serviço mais seguro que o rival. Isso fazia sentido lá atrás, mas não hoje.

O Telegram tem ainda diversas funções que sacrificam a segurança do usuário em troca de conveniência – como a que permite que seus usuários façam proveito do app em qualquer plataforma, sem depender de ter seu telefone celular por perto. Para isso, o Telegram armazena um histórico de mensagens na internet – e não no aparelho do usuário. Uma hipótese provável, considerando isso, é a de que o hacker teve acesso a uma das contas envolvidas na conversa e baixou o histórico de mensagens.

Além disso, o Telegram só apaga mensagens se a conta não for acessada pelo usuário por pelo menos seis meses.

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WhatsApp vai levar à Justiça casos de mensagens em massa

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Foto: Reprodução / *Folhapress

O WhatsApp informou que vai levar à Justiça casos de violação dos termos de serviços da plataforma com práticas abusivas, como envio de mensagens em massa ou automatizadas. A informação foi publicada em um comunicado na página da empresa.

Segundo a nota, o texto serve como aviso de que a empresa passará a tomar as medidas legais a partir do dia 7 de dezembro de 2019 contra as ocorrências, mesmo que as informações obtidas sobra as violações vierem de fora da plataforma, como anúncios de empresa que dizem ter a habilidade de fazer os disparos.

Se as atividades forem detectadas pela tecnologia da plataforma, a empresa diz que as medidas podem ser tomadas antes dessa data.

– Este é um desafio que requer uma abordagem holística. O WhatsApp está comprometido a utilizar todos os recursos à disposição dele, incluindo processar, se necessário for, para evitar abusos contra nossos termos de serviço, como o envio de mensagens em massa ou utilização comercial – diz um trecho do comunicado.

 

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