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SAÚDE

Sindicato denuncia insalubridade na cozinha do Hospital Barros Barreto

Foto: Reprodução / Fonte: Ver-o-fato

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O Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes) enviou ofício à Reitoria da Universidade Federal do Pará e à Superintendência, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) denunciando as condições inadequadas a que os trabalhadores e pacientes do Hospital Barros Barreto estão expostos, em plena pandemia do coronavírus.

De acordo com o sindicato, durante visita feita à cozinha do hospital, os diretores sindicais verificaram que as refeições servidas pelo Barros Barreto estão sendo preparadas em um ambiente extremamente insalubre, extremamente quente e abafado, sem as mínimas condições de higiene.

“Bancadas, panelas e utensílios de cozinha estão depredados e muito desgastados pelo uso. O espaço está profundamente sucateado e se chegou a flagrar no ambiente a presença de baratas, ratos e moscas e toda esta situação acarreta em riscos de contaminação dos alimentos”, aponta o sindicato no documento.

Segundo o sindicato, a situação encontrada desrespeita o regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação (RDC), aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o estabelecimento de normas para a melhoria do controle sanitário na área de alimentos, visando a proteção da saúde da população.

O Sindtifes solicitou explicações sobre a infraestrutura da cozinha; a situação da lavanderia e da rouparia; a disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI) e a liberação do trabalho de servidores que fazem parte do grupo de risco da Covid-19 ou que já foram contaminados pela doença.


“Estamos à disposição para dialogar sobre todo o exposto e no aguardo de providências o mais breve possível”, completa a coordenação geral do Sindtifes.

Por meio de nota, a direção do Barros Barreto assim se manifesta:

Sobre a cozinha, informamos que a Universidade Federal do Pará destinou o recurso de R$268 mil para ser somado ao recurso de R$ 1,8 milhão da Ebserh para a reforma do ambiente, proporcionando um melhor espaço para o preparo das refeições. O projeto arquitetônico está pronto e a obra começaria em março, no entanto todas as obras pararam por conta da pandemia.

As imagens utilizadas nas denúncias são antigas e não correspondem ao contexto atual, onde são respeitadas rigorosamente as recomendações da anvisa, apesar do espaço ainda não ter sido reformado“.

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