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ECONOMIA

Sindicato dos lojistas pede reabertura do comércio em Belém

Crédito: Reprodução/Redes sociais

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O Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindlojas), divulgou na manhã desta quarta-feira, 25, uma nota pedindo a retomada das atividades do comércio na capital, que foram suspensas como forma de conter a pandemia do novo coronavírus.

Na nota, o Sindicato diz entender a importância das medidas adotadas pelos governos municipal e estadual, mas argumenta que a restrição das atividades e serviços do comércio representa um “grave risco de colapso econômico e social, com reflexos diretos no emprego, na renda e no aumento da pobreza”.

O Sindicato defende a reabertura das lojas o mais breve possível e se compromete a adotar medidas como redução do horário de atendimento das empresas, para evitar a aglomeração no transporte coletivo; redução da jornada de trabalho; concessão de férias aos empregados que se enquadrem no chamado grupo de risco; adoção do trabalho em casa (home office); prática do e-commerce e entregas em domicílio; limitação na entrada de clientes; obrigatoriedade de controle de distanciamento social entre pessoas; obrigatoriedade de controle de higienização das mãos (lavatórios ou álcool 70); obrigação de afixar recomendação ostensiva de regras de higiene e de comportamento social; entre outras. 

Confira na íntegra o que diz a nota do Sindilojas:

“O Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém manifesta grande preocupação com os efeitos decorrentes do enfrentamento do estado de calamidade pública e da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19). 

O Governo do Estado do Pará e a Prefeitura Municipal de Belém têm se mostrado bastantes combatíveis diante do enorme desafio da situação de emergência em saúde pública. Os cidadãos belenenses têm assimilado a necessidade de isolamento em suas casas. 

Temos plena consciência de que a medida de quarentena busca diminuir a velocidade de transmissão do coronavírus e tem como objetivo principal garantir a manutenção dos serviços de saúde. 

Entretanto, a restrição de atividades e serviços privados não essenciais, a exemplo do comércio em geral, oferece grave risco de colapso econômico e social, com reflexos diretos no emprego, na renda e no aumento da pobreza. Ou seja, mesmo que no final o vírus acabe vencido, acabará deixando um lastro enorme de devastação econômica e social. 

Por isso, é necessário reagir também no campo econômico neste momento de crise na saúde pública. Não podemos deixar o coronavírus sufocar a economia, pois ela é essencial para se fazer a justiça social e garantir direitos básicos como educação, saúde, trabalho, lazer, liberdade de ir e vir, etc. 

Para tanto, acreditamos que as medidas já adotadas em atividades essenciais para conter a velocidade de transmissão do coronavírus, também podem ser adotadas nos demais setores da economia, medindo-se os seus efeitos, até que se atinja a normalidade. 

Para buscarmos a retomada das atividades no comércio varejista de produtos considerados não essenciais, elaboramos material informativo com algumas orientações para as empresas lojistas e varejistas do comércio de Belém: redução do horário de atendimento das empresas, para evitar a aglomeração no transporte coletivo, redução da jornada de trabalho, concessão de férias aos empregados elencados nos grupos de maior vulnerabilidade ao COVID-19, adoção do trabalho em casa (home office), prática do e-commerce e entregas em domicílio; limitação na entrada de clientes; obrigatoriedade de controle de distanciamento social entre pessoas; obrigatoriedade de controle de higienização das mãos (lavatórios ou álcool a 70 graus); manutenção da recomendação de não circulação de pessoas vulneráveis a COVID-19; manutenção da proibição de aglomeração; obrigação de afixar recomendação ostensiva de regras de higiene e de comportamento social. 

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