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Sistema de transporte integra a Região Metropolitana de Belém

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O Governo do Estado assinou em  24 de outubro o contrato para o início das obras do BRT (Bus Rapid Transit) Metropolitano, juntamente com as obras de reconstrução da Rodovia BR-316 e sua integração à Região Metropolitana de Belém.

“Nossos filhos e netos irão usufruir de uma obra e de serviços que darão a eles melhores e mais dignas condições de mobilidade e segurança”, disse na ocasião  o governador Simão Jatene. “As obras da saída de Belém e do BRT se unem a da ampliação da Avenida João Paulo II e das Avenidas Independência e Centenário, que já mudaram para melhor a relação entre os moradores de Belém, Ananindeua e demais municípios da região metropolitana com suas cidades e com o seu dia a dia”, completou.

A cerimônia de assinatura do documento no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia envolveu, além do Governo do Estado, representantes da empresa Odebrecht Internacional, vencedora do processo de licitação. O empreendimento foi orçado pelo governo do estado em R$ 530 milhões, com a empresa vencedora apresentando uma proposta de cerca de R$385 milhões. Os recursos para o projeto são provenientes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e de contrapartida do Tesouro do Estado.

“O edital foi inteiramente transparente, disputado por sete empresas, sendo cinco delas internacionais e a Odebrecht venceu por apresentar um valor cerca de R$145 milhões menor que o proposto”, disse Jatene. “Acho que a Odebrecht tem agora uma grande oportunidade de reconstruir sua imagem, pois na relação com este governo do Pará não houve, há e nem haverá qualquer indício de irregularidades em projetos”, concluiu o governador.

Ação Metrópole

As obras de reestruturação da BR-316 incluem duas pistas de rolamento, com quatro faixas em cada uma delas – uma exclusiva para o BRT. Está prevista ainda uma nova iluminação de LED, nova drenagem, pavimentação, calçadas arborizadas, ciclovias bidirecionais nas duas extremidades, 13 passarelas para travessia de pedestres, paisagismo, 26 estações, dois terminais de integração, sendo um em Ananindeua e outro em Marituba, e um viaduto de quatro pétalas, em Ananindeua.

O projeto faz parte do “Ação Metrópole” que altera o sistema de transporte no trecho entre o Complexo do Entroncamento e o município de Marituba, região metropolitana de Belém; e que também inclui a construção de alternativas viárias à rodovia BR-316, como o prolongamento das avenidas João Paulo II (aberto ao tráfego neste domingo, 23) e Avenida Independência, além da adequação de vias que integram a rede de transporte coletivo.

O prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, disse que o projeto “é o mais importante para Ananindeua nos últimos 50 anos”.

Mobilidade

O BRT Metropolitano faz parte do projeto de reconstrução da Rodovia BR-316 para integrar a Região Metropolitana de Belém, abrangendo primeiramente Belém, Ananindeua e Marituba e, posteriormente, o município de Benevides. O novo sistema de transporte urbano deve reduzir em cerca de 50% o tempo de viagem do destino ao centro de Belém e vice-versa.

O ponto inicial do BRT será o Terminal Marituba, localizado no km 10,7 da rodovia BR-316, próximo à Alça Viária, e permitirá a integração das linhas alimentadoras que vêm de Marituba. O terminal será composto por duas plataformas, sendo uma para as linhas troncais e outra para as linhas alimentadoras, área de expansão e de estocagem, praça e estacionamento para motos, veículos e bicicletas, possibilitando a integração desses usuários.

Já em Ananindeua, o terminal ficará no km 6,5 da Rodovia BR-316, em frente à sede Campestre da AABB. Será o principal ponto de integração das linhas alimentadoras de Ananindeua ao BRT. Esse terminal contará com acessos através de passagens subterrâneas para as linhas troncais, três plataformas para as linhas troncais e alimentadoras, área de expansão e de estocagem, estacionamento para motos, veículos e bicicletas, acesso à internet sem fio (Wi-Fi), praça e outra unidade da “Estação Cidadania”.

 

Pascoal Gemaque / Agênia Brasil

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Cristina Serra lança nesta terça-feira (11), no Pátio Belém, “Tragédia em Mariana”

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Cristyina Serra também indica outros autores ao distinto público

A história dramática vivida pelos moradores de Mariana, em Minas Gerais, e observada de perto pela jornalista Cristina Serra, ganhou as páginas do livro “Tragédia em Mariana – A história do maior desastre ambiental do Brasil” (462 páginas, R$ 59,90, Editora Record), que a jornalista lança em Belém  nesta terça-feira (11), na Livraria Leitura, no shopping Pátio Belém, na trav, Padre Eutiquio,  a partir das 19h,

As noites de autógrafo da jornalistas são sempre concorridas

 O desastre ambiental completou  três anos no dia 5 de novembro passado. Na época do rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em 2015, Cristina Serra era repórter do Fantástico, da TV Globo, e fez diversas reportagens para o programa.

O volume de informações e os recorrentes relatos de descaso impulsionaram Cristina a escrever o livro, para que as pessoas pudessem entender não apenas o episódio, mas também como funciona o licenciamento ambiental no Brasil, que a autora trata como “irresponsável”. Hoje, ela alerta para possibilidade de novas catástrofes.

“As histórias dos personagens dessa tragédia são o fio-condutor. As pessoas se interessam por histórias, é isso que o leitor quer ler. Mas o livro mistura toda essa dimensão humana impactante com a questão dos impactos ambientais, e o cenário institucional, que permitiu que a barragem fosse construída”, conta Cristina.
A imagem pode conter: Cristina Serra, sorrindo

Falta de perspectiva para desfecho da tragédia

 Para escrever o livro-reportagem, a jornalista precisou se dedicar integralmente ao projeto, durante esses três anos. “Precisava mergulhar nesse caso, estudar a deficiência no processo de licenciamento da barragem, as normas que não foram seguidas, as falhas. Também houve problemas na construção com troca de materiais, uma série de decisões graves”, acrescenta a autora.

Cristina afirma que teve a ideia do livro quando passou em natal de 2015 com vítimas da tragédia. “Estar tão próxima, vendo o drama daquelas pessoas, arrancadas de forma abrupta do seu local de nascença, e tentando, com todas as forças, superar aquela dor e aquelas perdas, aquilo me deu o estalo. Era uma história tão incrível e precisava ser contada. Ao mesmo tempo, a investigação já havia começado e os primeiros elementos mostravam que havia, no mínimo, negligência na operação da barragem. Então, eu juntei essas dus coisas e pensei: ‘Isso merece um livro”, lembra.

A imagem pode conter: Cristina Serra

Cristina Serra já lançou o seu livro em quase todo o Brasil e o sucesso foi sempre espantoso. Em Belém não será diferente

A falta de perspectiva para um desfecho da tragédia ainda intriga a jornalista. “O processo criminal se arrasta. Inicialmente, eram 22 réus, hoje são 21. São 400 testemunhas, foram 19 mortes, e ainda não existe uma expectativa para que isso seja resolvido, uma tragédia que envolve drama humano, impactos ambientais, erros dos diretores da empresa, falta de fiscalização e cenário político”, explica.

De tudo que pôde ouvir e apurar dos moradores e trabalhadores da região, Cristina destaca algumas histórias em seu livro. O drama de Romeu Arlindo é uma delas.

“Romeu era um empregado da mineradora Samarco, estava no alto da barragem quando ela se rompeu. Ele foi arrastado pela lama, até que alcançou um terreno e conseguiu se salvar. É uma história milagrosa”, destaca a jornalista.

A auxiliar de serviços gerais Paula Geralda Alves também ganha um capítulo especial. Segundo Cristina, foi ela que funcionou como “alarme”, salvando tantas vidas no povoado da região.

“Antes, não era lei essas empresas terem sirenes para uma situação de emergência. O gesto da Paula foi muito importante nessa questão. Foi ela quem viu a lama descendo e saiu correndo com sua moto para avisar as pessoas do povoado, que puderam se deslocar a tempo. Paula foi incansável, funcionou como um alarme até a gasolina de sua moto acabar”.

Fonte: G1

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Centro de Reabilitação faz mutirão para diagnóstico de problemas auditivos em Belém

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Serão oferecidas oito consultas por dia, de 10h às 13h. Ao ser atingido o número previsto de atendimentos, os demais pacientes serão agendados para os dias subsequentes.

Proporcionar um atendimento rápido pela equipe multifuncional às pessoas com deficiência auditiva. É o principal objetivo do mutirão “Saúde Auditiva”, que será realizado de hoje (10)  a até quinta-feira (14) , pelo Centro Integrado Inclusão e Reabilitação (CIIR), visando a detecção precoce de problemas relacionados, como: perda de audição, barulho no ouvido, surdez, dor, secreção no ouvido, coceira e tontura.

Serão oferecidas oito consultas por dia, de 10h às 13h. Ao ser atingido o número previsto de atendimentos, os demais pacientes serão agendados para os dias subsequentes.

De acordo com o otorrino do CIIR, Murilo Lobato, o mutirão vai alertar para a importância do diagnóstico precoce dos problemas de surdez. “O paciente que sente dificuldades de audição tem que nos procurar, mesmo quem não tenha sido anteriormente diagnosticado. Basta trazer RG, comprovante de residência e cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). O acesso comum é via posto de saúde, mas estaremos recebendo esse período aqui”, afirma o médico.

A gerente assistencial do Centro, Paola Reys, reforça a importância de as pessoas procurarem o serviço no CIIR. “É importante trabalhar a conscientização da população, para que elas cheguem até o serviço de reabilitação. As pessoas têm que saber que o serviço existe”, frisa

A gerente assistencial do Centro, Paola Reys, reforça a importância de as pessoas procurar o serviço no CIIR. “É importante trabalhar a conscientização da população, para que elas cheguem até o serviço de reabilitação. As pessoas têm que saber que o serviço existe”, frisa a gerente.

Aos pacientes com outros sintomas, será entregue uma Ficha de Referência/Contra-Referência pelo otorrino, que encaminhará para atendimento referenciado no Sistema Único de Saúde (SUS). Neste caso, o paciente é orientado a encaminhar-se à Unidade de Saúde mais próxima, onde irá marcar consulta com otorrinolaringologista.

Paola Reyes explica ainda que, aos pacientes com sintomas auditivos, serão entregues Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (Apac) para abertura de prontuário. “Após essa fase, o usuário será direcionado para otorrino e fonoaudiologista e realização dos exames”, explicou.

Murilo Lobato alerta que a principal causa da perda auditiva é a idade, normalmente ocorrendo a partir dos 40 anos, mas o número de jovens com a deficiência é cada vez maior. Os sinais podem ser diversos, mas o mais comum é perceber que não está escutando ou ouvir sons e não compreendê-los.

De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, em 2010, atualmente no Brasil, as pessoas com deficiência auditiva somam 9,8 milhões de indivíduos, o que representa 5,2% da população brasileira. Deste total, 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir.

É importante frisar que, fora do mutirão “Saúde Auditiva” , os usuários só podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhido pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação estadual, onde o pedido será analisado, conforme perfil do usuário, através do Sistema de Regulação (Sisreg). É importante ressaltar que não há atendimento espontâneo ou qualquer tipo de inscrição ou cadastramento. O CIIR funciona em um prédio na Rodovia Arthur Bernardes, 1000. Mais informações: 4042-2157/58/59.

Vera Rojas/Agência Pará

 

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Militantes do MST são mortos a tiros por encapuzados em acampamento na Paraíba

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Os dois militantes assassinados eram coordenadores do acampamento D. José Maria Pires, em Alhambra, na Paraíba. Foto: Divulgação/MST

Polícia investiga assassinatos e trata caso como execução; movimento afirma que vítimas eram coordenadores do acampamento

José Maria Tomazela/  O Estado de S.Paulo

SOROCABA – Dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram mortos a tiros, na noite deste sábado, 8, no interior de um acampamento, no município de Alhambra, a 45 km da capital da Paraíba. De acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, criminosos encapuzados invadiram o acampamento D. José Maria Pires, foram ao local e assassinaram os dois homens que estavam jantando.

A Polícia Militar informou que realizava buscas neste domingo, 9, na tentativa de prender os suspeitos. Até a tarde, ninguém tinha sido preso.

De acordo com a 1ª. Companhia da PM de Alhambra, foram recolhidas no local cápsulas de espingarda calibre 16 e de revólver calibre 38. Outros acampados estavam no local, mas os tiros foram direcionados para as duas vítimas, segundo as testemunhas. A Polícia Civil informou que trata o caso como execução, pois os homens renderam os dois líderes e mandaram os outros acampados se afastarem, antes de fazer os disparos.

O acampamento fica na Fazenda Garapu, que foi ocupada pelos sem-terra em julho de 2017.  Conforme o MST, as terras estavam abandonadas. Atualmente, no local vivem 450 famílias que fazem cultivo de subsistência.

Os corpos das vítimas passaram por necropsia no Instituto de Criminalística de João Pessoa. O corpo de Orlando será sepultado no município de Pari (PB), neste domingo. Ele era irmão de Odilon da Silva, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), também assassinado, há 9 anos, na Paraíba. O corpo de Celestino será sepultado na capital também neste domingo.

Em nota, o MST pediu a punição dos assassinos dos trabalhadores rurais. “Nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detêm o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.”

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados em abril indicam aumento da violência no campo. Em 2017, houve 70 assassinados relacionados a disputas de terra no Brasil, o maior número desde 2003, quando houve 73 mortes. Em 2016, tinham sido registradas 61 e, no ano anterior, 50 mortes.

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