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SAÚDE

Socorro especializado pode ser decisivo para evitar suicídio

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r Gilberto Costa - Repórter da Agência Brasil Brasília

O atendimento de equipes especializadas e multidisciplinares pode ser determinante para evitar o suicídio. A opinião é do psiquiatra Leonardo Luz, do Conselho Federal de Medicina. “O Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – 192] deve ser acionado porque é uma emergência médica”, afirma.

Representante do Piauí, o médico reconhece, no entanto, que não há em todas as localidades do país serviço de urgência para casos de suicídio. “Há relatos Brasil afora onde o Samu não têm equipe para o atendimento, os bombeiros e a polícia é que acabam cuidando. Eles podem até ser rápidos, mas não têm recursos para fazer esse atendimento”.

No Distrito Federal, a Central de Informações Toxicológicas e Atendimento Psicossocial (Ceitap), da Secretaria de Saúde, mantém um carro do Samu disponível para equipe especializada, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e condutor socorrista.

Segundo a gerente da Ceitap, a enfermeira Carla Pelloso, a equipe “consegue intervir no momento em que a pessoa está em situação na qual perde o controle dos próprios atos e tem esses pensamentos acentuados de morte”. A iniciativa envolve conversa e acolhimento para que “a pessoa deixe de pensar no ato [de matar-se], vislumbre outro caminho e perceba que aquela não é a única saída”.

A psicóloga Janaína Milagres, especialista em psicopatologia e psicodiagnóstico infantil e psicologia hospitalar e da saúde, lembra que “o apoio psicológico no momento de crise é de grande importância para aliviar o sofrimento, diminuindo a angústia das emoções e das situações traumatizantes”.

Conforme o psiquiatra Leonardo Luz, a interlocução é uma “fala ativa para ganhar tempo” e levantar informações “para classificar risco”, conhecer histórico pessoal e identificar o perfil de quem ameaça se matar.

e acordo com o site da campanha Setembro Amarelo, de esclarecimento sobre suicídio, entre as causas em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias (como álcool e drogas). O site informa que no Brasil são registrados cerca de 12 mil suicídios por ano (mais de 1 milhão no mundo). Cerca de 96,8% dos casos estão relacionados a transtornos mentais.

Leonardo Luz diz que o suicídio é a última etapa de um processo que, em geral, segue os momentos de ideação, planejamento ou intenção e tentativa. A avaliação médica pode identificar a necessidade de psicoterapia e de prescrição de medicamentos.

Para Janaína Milagres, é necessário que familiares e amigos fiquem atentos ao comportamento. A avaliação é de que antes do ato de suicídio a pessoa exibe sinais que poderão resultar na tentativa.

“O pedido de socorro acontece de várias formas. Muitas atitudes podem ser previsões de um comportamento suicida, como alta agressividade e nível extremo de impulsividade”.

Na internet, é possível localizar em sites especializados mais informações sobre o suicídio. Além do site da campanha Setembro Amarelo, o Conselho Federal de Medicina mantém manuais, protocolos e cartilhas sobre o ato, e o Ministério da Saúde descreve em seu glossário várias informações úteis para leigos e médicos, como onde buscar ajuda e ter publicações especializadas.

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SAÚDE

Tratamento para tuberculose é recorde, mas 3 milhões não têm acesso

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Foto: Reprodução / Fonte: Por Site da Organização das Nações Unidas - ONU

Em 2018, o número de pessoas que receberam tratamento para a tuberculose bateu um recorde histórico em grande parte devido a uma melhor detecção e diagnóstico da doença. Em todo o mundo, sete milhões de pessoas foram diagnosticadas e tratadas, contra 6,4 milhões em 2017. Isso permite que o mundo cumpra com um dos marcos da declaração política das Nações Unidas sobre tuberculose.

O novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de acabar com a tuberculose até 2030.

A maior carga da doença em 2018 se concentra em oito países: Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e África do Sul. Brasil, China, Rússia e Zimbábue, todos com altos índices da doença, alcançaram níveis de cobertura de tratamento de mais de 80%.

O novo Relatório Global de Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), lançado nesta quinta-feira (17), também revela que houve uma redução no número de mortes por tuberculose: 1,5 milhão de pessoas morreram da doença em 2018, ante 1,6 milhão em 2017.

Baixa renda

Além disso, o total de novos casos vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, a carga da doença permanece alta entre populações de baixa renda e em situação de vulnerabilidade: cerca de 10 milhões de pessoas desenvolveram a tuberculose em 2018.

“Hoje marcamos a passagem do primeiro marco no esforço de alcançar pessoas que estão perdendo serviços para prevenir e tratar a tuberculose”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde – OMS.

“Isso é uma prova de que podemos alcançar metas globais se unirmos forças, como fizemos por meio da iniciativa conjunta Find.Treat.All.EndTB entre OMS, Stop TB Partnership e Fundo Global de Combate à Aids, TB e Malária”, disse Tedros.

O novo relatório global da OMS destaca que o mundo deve acelerar o progresso para alcançar a meta de desenvolvimento sustentável de acabar com a tuberculose até 2030. O documento também observa que cerca de 3 milhões de pessoas com a doença ainda não estão recebendo os cuidados dos quais precisam.

O papel da cobertura universal

Atualmente, em muitos países, a frágil infraestrutura de saúde e a escassez de força de trabalho no setor dificultam o diagnóstico oportuno e os tratamentos adequados para a tuberculose.

Sistemas de notificação frágeis são outro problema: prestadores de serviços de saúde podem tratar as pessoas, mas não relatam casos às autoridades, deixando uma imagem incompleta das epidemias e das necessidades de serviços nacionais.

Além disso, até 80% dos pacientes com tuberculose em países de alta carga gastam mais de 20% de sua renda familiar anual no tratamento da doença.

Tedros acrescentou que “o progresso sustentado da doença exigirá sistemas de saúde fortes e um melhor acesso aos serviços. Isso significa um investimento renovado na atenção primária à saúde e um compromisso com a cobertura universal”.

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SAÚDE

Dia D da campanha nacional de vacinação contra o sarampo acontece sábado

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Fonte: SaudeAbril Foto: Reprodução

No dia 19 de outubro de 2019, postos de saúde de todo o país estarão abertos para aplicar a vacina do sarampo às crianças de 6 meses a menores de 5 anos

A primeira fase da campanha nacional de vacinação contra o sarampo de 2019 terá seu Dia D neste sábado, 19 de outubro. Nessa data, os postos de saúde estarão abertos para dar a vacina contra esse vírus especificamente a crianças de 6 meses a 5 anos incompletos.

Os horários de abertura desses estabelecimentos variam de região para região. No estado de São Paulo, que concentra o maior número de casos confirmados, os pais terão das 8 às 17 horas para levar seus filhos.

O Dia D é especialmente importante porque, até o momento, a taxa de vacinação está baixíssima. Em São Paulo, ela não passou de 1% do público-alvo, de acordo com um relatório da Secretaria de Estado da Saúde. E essa fase da campanha está prevista para acabar no dia 25 de outubro, uma sexta.

Bebês menores de 1 ano que forem aos postos receber a picada continuarão precisando tomar as outras duas doses recomendadas no Calendário Nacional de Vacinação para obterem proteção prolongada contra o sarampo. Idealmente, elas devem ocorrer aos 12 e aos 15 meses de vida.

Já para menores de 6 meses, a vacina do sarampo é contraindicada. Para proteger os pequeninos, os pais devem evitar grandes aglomerações, higienizar bem os ambientes e, claro, exigir a vacinação de todo mundo que entrar em contato com eles. Ao notar sintomas suspeitos, como manchas avermelhadas, febre e coriza, vá ao médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil acumula 13 mortes em decorrência dessa enfermidade. Sete delas — mais da metade, portanto — ocorreram em menores de 5 anos. Entre os óbitos, apenas um paciente estava previamente imunizado.

A segunda fase da campanha começa no dia 18 de novembro e se concentra nos brasileiros de 20 a 29 anos. É um subgrupo da população com menores taxas de vacinação.

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SAÚDE

Aprovado projeto que obriga SUS a fazer exames de câncer em 30 dias

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Foto: Reprodução / Fonte: Notícias ao Minuto

O Senado aprovou ontem, 16, um projeto que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar exames em 30 dias para diagnóstico de câncer. O texto já havia sido aprovado na Câmara e segue agora para sanção presidencial. As novas regras, se confirmadas pelo presidente Jair Bolsonaro, passam a valer seis meses após a sanção.

A proposta acrescenta a exigência em uma lei de 2012 que já obriga o SUS a iniciar o tratamento em 60 dias a partir do diagnóstico do câncer. O projeto aprovado nesta quarta determina que, nos casos em que a principal hipótese seja a de tumor maligno, os exames necessários à confirmação da suspeita devem ser realizados em no máximo 30 dias. O prazo passa a contar a partir de solicitação de um médico responsável.

No plenário, senadores afirmaram que o projeto beneficia especialmente mulheres vítimas de câncer de mama. “Todo mundo põe o lacinho rosa (em outubro), acende os prédios públicos, e, na verdade, muito pouco se faz para combater o câncer de mama”, comentou a senadora Rose de Freitas (PODE-ES), destacando a necessidade de um diagnóstico rápido para um tratamento efetivo.

O relator do projeto, Nelsinho Trad (PSD-MS), que é médico ortopedista, chegou a propor uma emenda especificando que o prazo de 30 dias valeria apenas para exames específicos. Para ele, determinar a exigência sem especificar quais exames inviabilizaria o tratamento de pacientes. O senador, no entanto, recuou da emenda e manteve o projeto da Câmara na íntegra.

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