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SAÚDE

Software identifica câncer de pele oculto

(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

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Algoritmo desenvolvido na Unicamp diagnostica a existência de melanoma até em imagens em que a parte central da lesão está coberta. No geral, a máquina tem 86% de acerto na detecção do tumor maligno, contra 67% de precisão das avaliações médicas

A inteligência artificial (AI) tem sido umas das principais apostas de cientistas para combater cânceres. Uma das áreas mais promissoras é o uso de softwares avançados para ajudar no diagnóstico precoce de tumores, condição considerada estratégica para o enfrentamento da doença. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trabalham em um projeto que segue essa lógica para detectar câncer de pele. Testes iniciais mostram que o computador consegue apontar indícios de malignidade em partes do corpo onde médicos especialistas ainda não haviam identificado.
A técnica sofisticada utiliza redes neurais artificiais e tem 86% de índice de acerto no diagnóstico do melanoma, ante 67% de precisão na avaliação feita pelos médicos. Em imagens em que a parte central da lesão é coberta e analisa-se apenas a área ao redor, o algoritmo acertou 71% dos diagnósticos. “Queremos investigar agora o que explica esse resultado, quais são os vieses desses algoritmos. Queremos entender se há algo na imagem que nós, humanos, não estamos prestando atenção e que a máquina consegue enxergar um padrão”, explica Sandra Ávila, professora do Instituto de Computação da Unicamp e uma das pesquisadoras do projeto.
Continua depois da publicidadeO melanoma é o tipo menos comum de câncer de pele — representa 3% das neoplasias malignas do órgão, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No entanto, é o mais agressivo e letal — responde por 43,5% das mortes por esse tipo de tumor. Em 2018, foram 1.775 vítimas da doença, de acordo com o Ministério da Saúde. Sandra Ávila destaca que a descoberta precoce da doença tem potencial para mudar esses números. “Se o câncer de pele é detectado precocemente, as chances de cura são de mais de 90%. Se o diagnóstico demora, cai para 14%”, explica.

Busca por padrões

As redes neurais artificiais são modelos computacionais inspirados na estrutura dos neurônios dos humanos. Por meio de treinamento, elas conseguem aprender, entre outras coisas, a identificar padrões. Os cientistas da Unicamp ensinaram o computador a detectar o câncer de pele e a criar imagens que “imitam” fotos reais do melanoma, o que poderá ajudar no melhoramento do algoritmo. Isso porque, para que a máquina aprenda a identificar padrões de malignidade, ela precisa ser treinada com um grande número de imagens de diferentes tipos de lesões.
É dessa forma que ela identifica quais características diferem o melanoma de outros tipos de tumores malignos e benignos. No entanto, não existe um grande banco de imagens de melanomas, o que limita o aprendizado da máquina. “Quando começamos a pesquisa, usávamos um banco de dados internacional com 2 mil imagens, o que é pouco. Ao treinarmos as redes neurais a produzirem imagens sintéticas, podemos gerar um número infinito de fotos”, afirma Sandra Ávila.
Elimar Gomes, coordenador do grupo de Dermatologia do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo, acredita que a AI e outras técnicas do tipo em desenvolvimento serão um recurso bem-vindo para o combate ao câncer melanoma. O especialista, porém, ressalta que elas não substituirão o trabalho de um profissional capacitado. “O computador geralmente apresenta as probabilidades em porcentagens, mas alguém terá de dar a palavra final e decidir se a lesão será removida ou não”, justifica.
O especialista ressalta ainda que, para o câncer de pele, é necessário garantir que os computadores sejam treinados com imagens precisas e de qualidade. “É preciso apresentar uma diversidade de imagens de acordo com a diversidade da população. Um diagnóstico em uma população branca pode ser diferente do de uma população negra”, explica. “A inteligência artificial veio para ficar e deve ajudar muito, como em casos nos quais o acesso ao médico é mais difícil. Mas não deve ser usada isoladamente. Deve ser complementar ao conhecimento adquirido pelo médico ao longo da carreira.”

Incentivo

A opinião é compartilhada por Berthier Ribeiro-Neto, diretor de Engenharia do Google na América Latina.  “A tomada de decisão tem de estar na mão do profissional”, defende. A empresa premia projetos acadêmicos  que propõem soluções tecnológicas para problemas do cotidiano. No fim do ano passado, escolheu 25 equipes com essa característica na 7ª edição do Latin America Research Awards (Lara). A equipe da Unicamp foi uma das que ganharam bolsa de incentivo.
Dos vencedores, 15 são brasileiros. Cientistas da  Universidade Federal do Rio (UFRJ) também foram reconhecidos por uma solução para a área da saúde. O projeto usa mecanismos de aprendizado de máquina para identificar, em imagens aéreas, terrenos abandonados que possam ser potenciais criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chicungunha. Também escolhido, um projeto peruano utiliza técnicas de AI para auxiliar no diagnóstico de autismo por meio de expressões faciais e do olhar de crianças com suspeita da síndrome.
Continua depois da publicidade“Vemos um aumento de projetos no campo da saúde ao longo dos anos. São duas as principais tendências de utilização da tecnologia nessa área: aplicação de machine learning (aprendizado de máquina) para auxiliar em diagnósticos e no desenvolvimento de soluções tecnológicas para atendimentos a distância”, conta Berthier Ribeiro-Neto. Na última edição de Lara, a empresa recebeu 679 inscrições de projetos acadêmicos. Representantes de cinco países foram premiados.

SAÚDE

Volta às aulas: check list inclui visita ao oftalmologista

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Foto: Reprodução / Fonte: Press Página

Nesta época que antecede a volta às aulas, os pais têm muito com o que se preocupar para que seus filhos tenham um ano escolar bem-sucedido. A consulta ao oftalmologista faz parte do check list. Tanto que, de acordo com o médico Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP), o volume de pacientes com menos de 17 anos aumenta entre 20% e 30% na segunda quinzena de janeiro. “A maior parte do aprendizado de uma pessoa se dá na infância. Por isso é tão importante oferecer as melhores condições possíveis e cuidar bem da visão”.

Apesar de algumas escolas públicas contarem com determinados programas de check up anual da visão, Neves explica que o exame realizado em ambiente clínico é mais meticuloso, amparado por toda tecnologia necessária para exames complementares. Isso garante não apenas a prescrição de óculos de grau para quem tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo, mas uma série de outras possibilidades terapêuticas dependendo da necessidade. “Quando um problema de visão é mal diagnosticado, ou passa despercebido, outros problemas comportamentais e de saúde podem surgir como desdobramento. Exemplo disso são crianças consideradas irrequietas, difíceis de lidar, impacientes, e que, posteriormente, foram diagnosticadas com miopia. Ou seja: a criança não enxergava nada o que estava sendo escrito na lousa – o que desencadeava a falta de interesse e indisciplina”, relatou o médico.

Estudos demonstram que 60% das crianças classificadas como estudantes portadores de alguma incapacidade ou dificuldade no aprendizado na realidade tinham problemas de visão nunca diagnosticados. “Quanto mais cedo uma dificuldade visual for diagnosticada e tratada, maiores serão as chances de um tratamento bem-sucedido. Além disso, a visão das crianças pode mudar rapidamente. Daí ser fundamental consultar um especialista tão logo pais ou responsáveis notem alguma alteração no comportamento ou ainda percebam que a criança vem se queixando mais frequentemente”.

Miopia está aumentando aceleradamente na infância

Renato Neves chama atenção para o grande aumento de casos de miopia entre crianças. Em muitos países, o problema já é considerado uma epidemia. Estudo realizado pelo National Eyes Institute (Estados Unidos) mostra que a prevalência de miopia aumentou de 25% para 42% entre os norte-americanos com idade entre 12 e 54 anos nas últimas três décadas.  “A miopia geralmente começa na infância. O míope costuma fechar um pouco os olhos para tentar enxergar melhor quando não está usando óculos ou lentes. Essa é, inclusive, uma dica para os adultos prestarem atenção. Se a criança cerra a vista para ver melhor alguma coisa que está distante, tem algo de errado que deve ser investigado. Para a maioria das pessoas, ela se estabiliza no início da vida adulta, mas há casos em que a miopia continua aumentando ao longo dos anos”.

Segundo o médico, outras queixas muito comuns entre as crianças incluem dor de cabeça, sensação de cansaço nos olhos, irritação e vermelhidão ocular. “Não são poucas que verbalizam a necessidade ‘descansar’ um pouco os olhos antes de continuar a estudar ou até mesmo brincar. Os pais devem estar muito atentos a esse tipo de queixa e buscar ajuda de um especialista”.

Quando o paciente é pequeno, Neves afirma que os óculos são a melhor solução – já que não requerem grandes cuidados e são mais fáceis de se adaptar. Já quando o paciente tem mais de 12 anos e demonstra ser capaz de tomar todos os cuidados diários que as lentes de contato exigem, essa é uma boa opção. Por fim, quando o oftalmologista percebe que houve uma acomodação no grau, a cirurgia refrativa é um ótimo recurso para o paciente se ver finalmente livre de óculos e lentes de contato. “Hoje em dia o procedimento é rápido, praticamente indolor e a recuperação se dá em curto espaço de tempo”.

Por: Heloísa Paiva

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SAÚDE

Conheça a dieta que fez Adele emagrecer 45kg em cinco meses

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A transformação da cantora Adele Fonte: UOL Foto: Reproducao

A cantora inglesa Adele chocou seus fãs recentemente quando surgiu com a aparência bem mais magra.

 Ela emagreceu 45 quilos nos últimos cinco meses após fazer uma dieta conhecida por sirtfood – baseada em alimentos que estimulam as sirtuínas, enzimas que aceleram o metabolismo -, além de praticar pilates e seguir os ensinamentos de sua ex-personal  trainer, a brasileira Camila Goodis.

A imagem circulou a internet e as especulações garantiam que cantora estaria doente. No entanto, de acordo com a revista norte-americana People, Adele mudou o estilo de vida para ser uma mãe mais saudável e conseguir acompanhar de perto o crescimento de seu filho Angelo, de sete anos.

Adele não se sentia bem com frequência e, para reduzir os sintomas de mal-estar, resolveu mudar seus hábitos. “É tudo sobre dieta. Eu acredito que ela mudou seu estilo de vida. Ela está fazendo uma alimentação limpa, sem alimentos processados, sem refrigerantes e açúcar“, comentou Goodis, que é conhecida por ser “feiticeira dos corpos”. A brasileira foi responsável por acompanhar Adele quando ela teve seu filhinho.

Além de se sentir melhor, Adele vem vestindo roupas diferentes e demonstrando bom humor. Ela está se preparando física e mentalmente para produzir um novo álbum, que provavelmente abordará a transformação dos últimos meses.

A DIETA SIRTFOOD

Criada por pesquisadores ingleses, a dieta sirtfood trabalha com restrição calórica, sendo focada em um cardápio que estimule as sirtuínas, grupo de enzimas que aceleram o metabolismo. No organismo, as enzimas, de uma maneira geral, não só as sirtuínas, são responsáveis por potencializar reações. Este tipo específico acaba otimizando também as transformações da glicose e do tecido adiposo durante o processo de emagrecimento.

Alguns alimentos que ativam a ação das sirtuínas e que passaram a compor o cardápio de Adele são o morango, o chocolate amargo (acima de 70% cacau) e a couve kale. Mas não adianta acrescentar esses itens aleatoriamente à alimentação, pois é necessário o conhecimento especializado de um profissional de nutrição para este fim.

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Cinco maneiras de prevenir as hemorroidas

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Fonte: noticiasaominuto Foto: Reproducao

A doença hemorroidária é extremamente frequente na população adulta

Estima-se que cerca de metade da população possa sofrer de hemorróidas. As hemorróidas são vasos sanguíneos dilatados, localizados no ânus ou no baixo reto e podem ser internas (dentro do ânus) ou externas (à volta do ânus).

De forma geral, manifestam-se através de perdas de sangue, desconforto, dor e/ou prurido (comichão) na região anal. Algumas situações apenas encontram solução com a intervenção médica, mas o Lifestyle ao Minuto apresenta-lhe cinco formas de prevenir o problema. 

  • Evite estar demasiado tempo em pé ou sentado: isto faz com que a pressão sobre as veias do ânus aumente.
  • Beba entre 8 a 10 copos de água por dia: hidrate o organismo. 
  • Tenha uma alimentação equilibrada e rica em fibras: as fibras são essenciais para o bom funcionamento do intestino e para prevenir a obstipação. Não retire a casca quando comer fruta. 
  • Não ‘prenda’: um dos fatores associados às hemorroidas é a pressão aumentada no abdômen. Ao banheiro sempre que tiver vontade. 
  • Pratique exercício físico: a atividade física obriga o intestino a funcionar de forma regular. 
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