Conecte-se Conosco

Medicina & Saúde

Taxa de detecção de hepatite A apresenta queda em Parauapebas

Publicado

em

Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 400 milhões de pessoas em todo o mundo estejam infectadas pelos vírus da hepatite B e C. Número dez vezes maior que o de pessoas contaminadas pelo vírus HIV. Mas, a maior parte dos portadores sequer sabe que está doente. Segundo a OMS, apenas uma em cada 20 pessoas com hepatite viral sabe que está doente e só uma em cada 100 pessoas com a doença está recebendo tratamento.

No Brasil, milhões de brasileiros são portadores do vírus B e C e não sabem (PAHO, 2016); e mais de 70% (23.070) dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%). O país registrou 40.198 casos novos de hepatites virais em 2017.

Em Parauapebas, entre os anos de 2008 e 2018, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 504 casos de hepatite virais. Destes, 45,8% (231) são de etiologia viral HAV, 44% (222) de etiologia viral HBV, 8,9% (45) de etiologia HCV e nenhum caso para hepatite D.

Após 2012, quando se atingiu o pico máximo de 39,1 casos por 100 mil habitantes, a taxa de detecção de hepatite A no município vem apresentando uma importante queda, com nenhum caso por 100 mil habitantes em 2018.

Nesse mesmo período, as taxas das hepatites B e C mostraram tendência de aumento, mas que logo foram controladas e também apresentaram queda. Em 2018, as taxas foram de 3,9 e de 1,5 casos por 100 mil habitantes para os dois agravos, respectivamente. Vale ressaltar que nenhum caso de hepatite D foi registrado em Parauapebas.

Observa-se ao longo dos anos uma queda na taxa de incidência em ambos os sexos, chegando à marca histórica de nenhum caso registrado no ano de 2018, podendo está relacionada à melhoria das condições de higiene da população e também pela incorporação da vacina contra a hepatite A no esquema vacinal do Programa Nacional de Imunização (PNI) desde o ano de 2014. No período de analisado, a proporção de casos de hepatite A no sexo masculino foi de 53,68% (124), e no sexo feminino, de 46,32% (107). Com relação aos casos notificados no ano de 2017, a proporção entre indivíduos do sexo masculino foi de 50% (1/2), e de 50% (1/2) entre indivíduos do sexo feminino.

A Hepatite A tem como transmissão a via fecal-oral, com maior incidência nos locais onde o saneamento básico é deficiente ou inexistente. Sendo que a incidência de hepatite A permaneceu mais elevada em crianças menores de 10 anos de idade em relação às outras faixas etárias até o ano de 2014.

Dos casos acumulados de hepatite A nos anos de 2008 a 2017, aqueles ocorridos nessa faixa etária correspondem a 61,04% (141). Crianças nesta fase de idade são mais suscetíveis devida à aglomeração e os hábitos característicos do período escolar e creches.

Em relação ao critério raça/cor, verificou-se uma melhoria na qualidade dos dados relativos a essa informação para a hepatite A. O percentual de notificações sem preenchimento ou com marcação do campo “ignorado” diminuiu a zero em 2017. Nesse mesmo ano 2017, aqueles autodeclarados pardos concentram 100% dos casos.

Analisando o bairro de residência dos indivíduos confirmados com hepatite A durante toda a série histórica, verifica-se que o Bairro Liberdade é o que apresenta o maior percentual de casos, com 11,25% (26/231) do total de casos acumulados.

Quando analisada a categoria de exposição dos casos de hepatite A, observa-se que a maioria desses casos tem sua categoria de exposição por via alimentar através de água ou alimentos contaminados com 126 casos do total de acumulados ao longo do período analisado. Em seguida aparece a exposição por medicamentos injetáveis com 107 casos, e por via sexual e ocupacional, ambos com 4 casos. Esses resultados confirmam que a causa da transmissão da hepatite A está relacionada, principalmente, a condições precárias de higiene e saneamento básico.

Apesar de a hepatite A não ser uma infecção sexualmente transmissível, no ato sexual o contato oral com a região perianal ou com material fecal pode transmitir o vírus de uma pessoa para a outra, o que acontece na maioria das vezes em homens que praticam sexo com homens (HSH).

Hepatites, o que são?

As hepatites virais são inflamações no fígado causadas por vírus, classificadas por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. As hepatites virais representam um grande desafio para a saúde pública no Brasil e no mundo, gerando impacto de morbidade e mortalidade.

Em muitos casos, não há nenhum sintoma e isso aumenta os riscos da infecção evoluir e se tornar crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina, que detectam as hepatites.

Este cuidado é ainda mais importante nos seguintes casos: pessoas que não se imunizaram para hepatite B; ou que têm mais de 40 anos e que podem ter se exposto ao vírus da hepatite C no passado (transfusão de sangue, cirurgias).

Continue lendo
Clique para comentar

Medicina & Saúde

Hospital do Baixo Amazonas orienta homens sobre prevenção de doenças cardiovasculares

Publicado

em

Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

Para mostrar a importância de cultivar hábitos saudáveis e prevenir doenças cardiovasculares, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (oeste do Pará), realizou uma programação especial nesta quinta-feira (18). O cardiologista João Otaviano de Matos orientou pacientes que aguardavam consultas no ambulatório da unidade, e ainda cantou músicas regionais.

“Temos que ter, sempre, duas coisas em mente: qualidade de vida e viver muitos anos. E como a gente previne as doenças cardiovasculares? Com um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, com atividade física regular e, também, a partir dos 40 anos de idade, todo homem e toda mulher deve fazer pelo menos uma consulta anual com um clínico ou cardiologista”, informou o médico.

O paciente José Jofre, 56 anos, ouviu as orientações e considerou “muito importante o que o médico falou. Inclusive, estou com a minha esposa, e falei que tudo serve para ela, também. O fato de ter uma apresentação musical, foi muito bom. A gente já chega aqui com baixa autoestima, e essas ações nos trazem mais vida, mais animação. É uma energia muito boa. Eu gostei bastante”.

Estímulo – A ação faz parte da Semana do Homem, alusiva ao Dia do Homem – 15 de Julho. “É muito importante ter esses momentos, principalmente porque estamos no mês do homem, e sabemos que os homens não se cuidam tanto quanto as mulheres. Então, é sempre muito bom ter esse tipo de evento, que estimula mais as pessoas a procurarem ajuda. O médico também é um excelente cantor”, disse a acompanhante de José Jofre, Luciele Silva, 29 anos.

Para a supervisora de Humanização do HRBA, Patrícia Nogueira, é fundamental trabalhar com a prevenção. “Nosso objetivo é sensibilizar as pessoas sobre a importância de nos cuidar sempre, não somente depois de já estar com algum problema. Hoje, nós procuramos proporcionar essa interação entre médico e paciente, em um momento descontraído, para que pudessem aproveitar bem o momento”, ressaltou.

O Hospital Regional do Baixo Amazonas, que atende casos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), integra a rede de hospitais vinculados à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Continue lendo

Medicina & Saúde

Excesso de café aumenta chance de pressão alta em pessoas predispostas

Publicado

em

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O consumo habitual de mais de três xícaras de café de 50 ml por dia aumenta em até quatro vezes a chance de pessoas geneticamente predispostas apresentarem pressão arterial alta. A descoberta faz parte de um estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Clinical Nutrition.

Estudo anterior mostra, por outro lado, que o consumo moderado de café (de uma a três xícaras por dia) tem efeito benéfico sobre alguns fatores de risco cardiovascular – particularmente a pressão arterial.

A principal autora do estudo, Andreia Machado Miranda, pós-doutoranda no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), explica que essa conclusão chama atenção para a importância da relação entre o consumo de café e a prevenção da pressão alta. “Como a maior parte da população não tem ideia se é predisposta ou não para desenvolver a pressão alta, o ideal é que se faça um consumo moderado de café. Até onde nós sabemos, pelos nossos estudos e por outros já publicados, esse consumo moderado é benéfico para a saúde do coração”, apontou.

A escolha do café para avaliar essa associação se deu por ser uma das bebidas mais consumidas entre os brasileiros. A pesquisa aponta que ele pode ser protetor para a saúde do coração se usado de forma moderada, mas também pode ser vilão para pessoas predispostas a hipertensão e em doses exageradas. Segundo Andreia, isso ocorre porque o café é uma mistura de mais de 2 mil compostos químicos.

Cafeína

“A hipótese do nosso estudo é que mais de três xícaras podem aumentar as chances [de pressão alta] pela presença da cafeína. A cafeína está associada com a resistência vascular, ou seja, a dificuldade com a passagem do fluxo nos vasos, e também provoca vasoconstrição, que é a contração a nível dos vasos sanguíneos, o que dificulta a passagem do fluxo e tudo isso faz com que haja um aumento da pressão arterial”, explicou.

Os polifenóis, por sua vez, seriam os responsáveis pelas ações benéficas. “São compostos de origem vegetal que não são sintetizados pelo organismo, então precisam ser obtidos pela dieta. Eles têm elevado poder antioxidante, tem uma ação antitrombótica, que significa que impedem a formação de trombos nos vasos, e promovem uma melhoria da vasodilatação, ao contrário do efeito da cafeína”, elencou a pesquisadora.

Dados

A pesquisa é baseada em dados de 533 pessoas entrevistadas no Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA), de 2008. O levantamento estadual obteve dados sociodemográficos e de estilo de vida, como idade, sexo, raça, renda familiar per capita, atividade física e tabagismo por meio de um questionário aplicado a mais de 3 mil participantes. Além disso, foram colhidas informações sobre consumo alimentar e feita coleta de sangue para análises bioquímicas e extração de DNA para genotipagem. Em visita domiciliar, foram medidos o peso, a altura e a pressão arterial dos voluntários. Para a pesquisa desenvolvida por Andreia, foi utilizada uma mostra representativa de adultos e idosos.

“Com todos esses dados, fizemos o estudo de associação entre pressão arterial, genética e influência do café. Foi aí que concluímos que indivíduos que tinham uma pontuação mais elevada no score, ou seja, que eram geneticamente predispostos [a pressão alta], e que consumiam mais de três xícaras de café por dia, tinham uma chance quatro vezes maior de ter pressão alta em relação a quem não tinha predisposição”, explicou a pesquisadora.

Pesquisa

A pesquisa, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vai avaliar agora o efeito do consumo de café em pacientes com doença cardiovascular – particularmente a síndrome coronariana aguda, causada por obstrução na artéria coronária, que irriga o coração. Os pesquisadores vão avaliar, durante quatro anos, os dados de acompanhamento de 1.085 pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio ou angina instável e foram atendidos pelo Hospital Universitário da USP.

Continue lendo

Medicina & Saúde

Hepatite C atinge mais homens do que mulheres em Parauapebas

Publicado

em

Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Em Parauapebas, 45 casos de hepatite C foram confirmados entre 2010 e 2018. A exemplo do que acontece em todo o País, os homens foram os que mais contraíram a doença, causada pelo vírus VHC, para a qual não existe vacina, tem cura para mais de 90% dos casos, mas que se não for devidamente tratada pode evoluir para cirrose e até mesmo câncer.

Dos casos registrados em Parauapebas, 24 (53,33%) ocorreram em indivíduos do sexo masculino e 21 (46,67%), do sexo feminino. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Apesar de o número de casos entre homens ser superior, em 2018 observa-se ligeira diminuição da hepatite C em ambos os sexos, quando foram registrados três casos em homens e um caso em mulheres.

Em relação à faixa etária, Parauapebas também se enquadra no que é observado em todo o Brasil: a hepatite C prevalece em pessoas com idade a partir de 40 anos, sendo que a faixa de 50 a 59 anos apresentou um pico significativo em 2015, com quatro casos confirmados. Depois disso, em 2018, foi registrado um caso em cada faixa etária de 30 a 39 anos de idade, de 40 a 49 e de 50 a 59 anos.

Também de forma predominante a hepatite C atinge as pessoas de cor parda: 86,67% dos casos contra 8,89% em pessoas negras. A proporção de casos que apresentaram o campo raça/cor sem preenchimento (em branco) foi de 0%, o que significa melhoria no sistema. As raças amarela e indígena não foram registradas no período.

Entre os que contraíram a doença em Parauapebas, 20 (44,44%) possuíam ensino fundamental incompleto, 14 (31,11%) tinham o ensino médio completo e quatro (4,44%) eram analfabetos.

Quanto à distribuição por bairro, durante todo o período analisado, o Rio Verde aparece com maior número de casos: 8, seguido do bairro União, com sete registros.

Quanto à provável fonte ou mecanismo de infecção, verificou-se que o maior número foi referente ao uso de medicamentos injetáveis (19), seguido de tratamento cirúrgico (17) e de uso de drogas (11). Em 2018, foram registrados 2 casos com provável fonte de infecção por meio de tratamento cirúrgico, e 2 casos por meio de uso de drogas.

Previna-se contra a doença

A hepatite C pode ser transmitida pelo contato sexual e pelo compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas, lâminas de barbear, escova de dente e até mesmo por instrumentos de manicure, pedicure, tatuagem e colocação de piercing. A transmissão pode acontecer também por via perinatal (da mãe para filho) – sobretudo durante a gravidez e o parto -, contudo é menos frequente.

São consideradas populações de risco acrescido para a infecção pelo HCV os indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993 e pessoas que usam drogas. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, em 2017 mais de um milhão de brasileiros tiveram hepatite C.

A doença é silenciosa. A maioria dos portadores de VHC só percebe que está com o vírus quando apresenta um quadro grave de hepatite crônica com risco de desenvolver complicações, como cirrosecâncer no fígado e insuficiência hepática. É quando aparecem sintomas, como mal-estar, vômitos, náuseas, pele amarelada (icterícia), dores musculares, perda de peso e muito cansaço.

Para se prevenir contra a hepatite, não utilize drogas injetáveis nem compartilhe objetos de higiene pessoal, como instrumentos que possam conter sangue, como os de manicure e para tatuagem, escova de dente e lâminas de depilar e de barbear; sempre exija agulhas descartáveis quando for fazer exames; só faça sexo com preservativo; e no caso das mulheres que planejam engravidar, precisam fazer teste para saber se é portadora do VHC.

O Ministério da Saúde também recomenda que as pessoas se vacinem contra as hepatites A e B, disponíveis nos postos de saúde.

Continue lendo

Destaque