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Cultura

Theatro da Paz receberá investimento de R$ 1 milhão

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O Theatro da Paz, um dos locais mais representativos e importantes da cultura paraense, passará por obras de manutenção e restauro nos próximos meses. A reforma ocorre em função de problemas na cobertura estrutural do prédio, que vem causando infiltrações e fissuras no forro de estuque, além de haver a presença de vegetação aérea na fachada. A casa completou, no último dia 15 de fevereiro, 141 anos de história.

O investimento do Governo do Estado nas obras será de R$ 1 milhão de reais, divididos em duas etapas. A primeira inicia nesta quarta-feira (13) e vai até o dia 30 deste mês, quando serão beneficiadas com melhorias a entrada e a fachada do prédio, locais de circulação de pessoas. Por conta disso, o teatro fica fechado para espetáculos e visitações até a conclusão dos trabalhos.

Na segunda fase, já com o local aberto, serão realizados serviços internos para tratar principalmente as infiltrações. Serão feitos o grampeio e a reforma da cobertura; troca da manta por um revestimento de alumínio; reforma da estrutura da calha, que está com fissuras; dos camarins; das cadeiras de palha que compõem a sala de espetáculo; e a pintura total do Theatro da Paz. A estimativa é que toda a obra seja concluída no fim do mês de julho.

A Secretária de Estado de Cultura, Úrsula Vidal (foto acima), afirma que esse será um trabalho constante e realizado dentro do tempo previsto, para liberar o espaço o mais rápido possível ao povo paraense.

“O teatro precisa de uma manutenção permanente. Estamos em uma região com muita chuva e umidade, esse cuidado tem que ser constante. A última grande reforma foi em 2002. É um prédio histórico, qualquer tipo de intervenção que se faça tem que ter cuidado com as linhas originais. Mas vamos dar celeridade, para que possamos entregar dentro do prazo previsto”, enfatizou.

Para quem é responsável por administrar o Theatro da Paz, buscar melhorias para um local tão rico em história se trata de uma oportunidade única. É o caso do diretor da casa, Daniel Araújo, que teve o Da Paz como palco da sua estreia como artista, quando viveu sua primeira experiência como cantor.

“É um teatro monumento, uma coisa suntuosa. Pisar nesse palco é uma honra. Fico feliz de poder trabalhar no reparo, porque é um patrimônio nosso, do povo, e nós que estamos passando pela administração pública e gerenciamento desse espaço estamos com o bastão nas mãos para poder manter viva essa história, para que dure mais 200 anos”, disse Daniel.

Quem tem o local como um patrimônio do estado, sabe a importância de manter o espaço sempre em boas condições. “Com certeza essa reforma será muito bem vista pela população. Um monumento desses é para manter preservado por muito tempo. Beneficia todo o povo paraense e sua história”, acredita o belenense Manoel Menezes, que costuma sempre passar em frente ao TP.

A importância desse ponto turístico é reconhecida não só pelo povo paraense, como explicam os sul-mato-grossenses Henrique Barrios e Bianca Segati, que estão na capital paraense a passeio. O casal ficou triste de não conhecer o interior do prédio, mas feliz por saber que o espaço está sendo bem cuidado pela administração pública.

“Eu tenho muito interesse por lugares históricos da região Norte do país, em especial Belém, e o Theatro da Paz é muito famoso. Quem se interessa pela cultura da região sabe da importância do local. Só de ver aqui da porta os ladrilhos e o piso já fiquei encantada”, comentou a turista.

Ações Secult – O Theatro da Paz não será o único local que será reformado. Foi escolhido como primeiro por conta das demandas devido ao calendário de eventos quase sempre cheio durante todo o ano, mas ainda será contemplado o Museu do Estado do Pará (MEP), que teve danos recentes, e, posteriormente, o Museu de Arte Sacra, que apresenta infiltrações, mas por não ter risco de desabamento será beneficiado em uma segunda etapa.

Por Raphael Graim/ Agência Pará

 

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Cultura

Diretora da biblioteca pública de Breves lança livro sobre a sua cidade no Marajó

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Foi em clima de muita  alegria e confraternização que a bibliotecária Rita Sanches, lançou o seu livro, Conhecendo a Terra dos Breves na noite deste último sábado (16). O momento foi realizado no auditório do CEDEP e contou com a participação de autoridades políticas, escritores, amigos da escritora e artistas locais. O trabalho marca a culminância de uma grande pesquisa que mostra um pouco da geografia do município de Breves, a economia, a política, costumes e personagens.
Rita Sanches, em sua visão profunda oferece a todos nós, uma maneira geral de entender um pouco mais da querida e amada Terra dos Breves.

SALVATERRA DÁ EXEMPLO

No município de Salvaterra, no arquipélago do Marajó, um grupo de pessoas se reúne para promover a limpeza das praias próximas a cidade. São voluntários que tomaram a iniciativa de proteger a natureza daquilo que o próprio homem faz. Sandra Modesto, idealizadora do grupo, que se organiza pelo whatsapp, fala neste áudio, como a ação está sendo implementada e onde pretendem chegar.

Direito à educação

O que diz a Lei?

 

Tanira Paes

 

Dentro do rol dos direitos humanos fundamentais encontra-se o direito à educação, amparado por normas nacionais e internacionais (1). Trata-se de um direito fundamental, porque inclui um processo de desenvolvimento individual próprio à condição humana. Além dessa perspectiva individual, este direito deve ser visto, sobretudo, de forma coletiva, como um direito a uma política educacional, a ações afirmativas do Estado que ofereçam à sociedade instrumentos para alcançar seus fins.

Nesse sentido, iluminado pelo valor da igualdade entre as pessoas, o direito à educação foi consagrado pela primeira vez em nossa Constituição Federal de 1988 como um direito social (artigo 6º da CF/88). Com isso, o Estado passou formalmente a ter a obrigação de garantir educação de qualidade a todos os brasileiros.

É importante ressaltar, porém, que o Poder Público não é o único responsável pela garantia desse direito. Conforme previsto no artigo 205 da Constituição Federal, a educação também é dever da família e à sociedade cabe promover, incentivar e colaborar para a realização desse direito.

Especificamente em relação às crianças e aos adolescentes, tanto a Constituição Federal (artigo 227, CF/88) como o Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 4º da Lei 8.069/90) prevêem que a família, a sociedade e o Estado devem assegurar os direitos fundamentais desses sujeitos, e aí se inclui a educação, com absoluta prioridade.

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Cultura

Centro Cultural João Fona, em Santarém, apresenta a exposição “As Margens do Tapajós”

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O prédio histórico da Prefeitura de Santarém, na égide da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), o Centro Cultural João Fona (CCJF), abriu Galeria de Exposições Temporárias, na segunda-feira (21), com a Exposição “As Margens do Tapajós”. A criação é do artista paulistano, Marcelo Fernando Domingues, composta por 15 itens, seis telas de pintura a óleo sobre tela e 09 trabalhos na técnica de sublimação em azulejo. A abertura para visitação será a partir das 16h30.

A exposição tem como base imagens das paisagens de Santarém, incluindo diferentes períodos históricos e culturais do município. As fontes das imagens foram de fotografias, pinturas antigas e atuais. “Sigo uma trajetória figurativa influenciada pelo cotidiano das imagens e movimentos que ocorrem às margens do rio Tapajós. A paisagem aparece, assim, como um manifesto dos fenômenos humanos e sociais, da interação da natureza e da cultura, do econômico e do simbólico, do visível e do invisível, do corpo e do espírito, da complexidade de uma realidade, que convida a articular os aportes das diferentes manifestações dos seres humanos e seu tempo”, disse o artista paulistano.

A técnica da sublimação trata-se de um processo molecular e que pode ser definida como uma impressão digital. Através do calor e pressão a tinta passa de uma superfície (papel) para outra (fotoproduto), fixando-se de maneira permanente.

Segundo o secretário municipal de cultura Luis Alberto Figueira, nos últimos dois anos o Centro Cultural João Fona, especificamente a Galeria de Exposições Temporárias sempre tem novidades em artes de diferentes segmentos. “Este espaço é cedido aos artistas de diferentes linhas, seja locais, ou de outras cidades do Brasil e até mesmo de outros países. E dessa vez, outro paulista, estará exibindo peças nas técnicas de tinta a óleo sobre tela e sublimação em azulejo. E o interessante desse trabalho, é o destaque através das imagens, rotinas históricas do nosso município. E aguardamos novamente grande fluxo de visitações, assim como na última exposição do paulista, Augusto Cury. Esse último esteve com a Exposição Maria Mãe de Todos”, detalhou, o titular da pasta da Cultura no município.

 

 

T Pescadores. Tela: Marcelo Domingues

 Encontro das Águas – Baixo Amazonas. Tela: Marcelo DominguesA

Título: Vista da praia da Vera Paz.Tela: Marcelo Domingues

Título: Chegando em Santarém.Tela: Marcelo Domingues

A Exposição “As Margens do Tapajós” encerra no dia 22 de fevereiro. O Centro Cultural João Fona fica localizado na Avenida Adriano Pimentel, s/n, bairro Prainha. Nas proximidades da Praça Barão de Santarém, Orla da Cidade. Expediente, de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h.

*As imagens deste texto referem-se apenas a técnica de pintura a óleo”.Título: Busca dos Mastros – Festa do Çairé – Alter do Chão. Tela: Marcelo 

Mais informações:
Alciane Ayres – assessora de comunicação da Semc
Contato: (93) 99179-4634. / E-mail: alcianeayres.jornalista@gmail.com

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Cultura

Museu do Marajó ganha novo alento após visita de Helder

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Depois de passar por Salvaterra e Soure, no Marajó, o governador Helder Barbalho foi até o município de Cachoeira do Arari, onde ocorria, neste domingo (20), a festividade de São Sebastião, considerado o padroeiro dos vaqueiros marajoara. do Marajó.Ele

visitou, acompanhado pelo prefeito Jaime Barbosa, secretários de Estado e deputados estaduais e federais, o Museu do Marajó, fechado para o público desde dezembro do ano passado por conta de problemas apontados pelo Corpo de Bombeiros. Lá, o chefe do Executivo Estadual assinou um protocolo de intenções com a prefeitura municipal e a presidência do Museu do Marajó, para viabilizar a adequação e recuperação do imóvel que abriga a instituição.

“Estamos aqui hoje estabelecendo uma parceria com o Museu do Marajó e a prefeitura local, para que possamos, juntos, fazer com que esse espaço volte a ser estruturado e, assim, a história, a memória e a cultura marajoara tenham, neste ambiente, a sua preservação e valorização”, ressaltou o governador, acrescentando que já existe a ideia de fazer exposições do acervo do museu em outras regiões do Estado, de maneira itinerante, para que “os próprios paraenses possam cada vez mais conhecer e se orgulhar da cultura marajoara”.

Helder Barbalho informou que o primeiro passo depois da parceria estabelecida será a elaboração de um diagnóstico, por parte de técnicos do Governo do Estado, da real situação do prédio, para além dos problemas já apontados pelo Corpo de Bombeiro. Também será estabelecido de um plano de trabalho que possa cumprir com a recuperação e a devida conservação de tudo o que lá está catalogado. “Essas medidas visam, ainda, estimular e ampliar a visitação, mas, sobretudo, fazer com que o ambiente de conservação dessas peças esteja plenamente adequado”, detalhou.

A secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, que integrou a comitiva do governador, destacou a importância da iniciativa do Governo do Estado de buscar a reestruturação do Museu do Marajó. “Estaremos, em breve, devolvendo ao Marajó, ao Estado do Pará e, ao mundo, as ideias inovadoras do padre Giovanni Gallo, o cuidado que ele teve com esse acervo, de valor inestimável. Assinamos o protocolo de intenções para que a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e o Governo do Estado se responsabilizem também pela manutenção do espaço, que precisa de algumas obras emergenciais para ser reaberto logo à visitação pública. Depois disso, vamos apresentar um projeto não só para a recuperação e revitalização, mas talvez até para a ampliação do espaço museal”, pontuou, acrescentando que a Secult e o Governo do Estado serão parceiros da população de Cachoeira de Arari e de toda a cultura local na gestão do órgão.

Ainda no local, o governador visitou o túmulo do padre Giovanni Gallo, que fundou o Museu do Marajó em 1987, e a casa onde ele viveu por mais de 20 anos, localizada ao lado do espaço museal. “Cachoeira de Arari está em festa com essa visita e o comprometimento do Governo do Estado em nos ajudar a manter o Museu do Marajó. O sonho do padre Giovanni Gallo não pode morrer”, comemorou o presidente do espaço, Eduardo Jorge Portal.

Ele explicou que o Museu foi fechado à visitação pública em 14 de dezembro do ano passado por recomendação de laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros. O documento, assinado pelo 18° Grupamento de Bombeiros, de Salvaterra, atesta a falta, no local, de projeto de combate a incêndios e de dispositivos de controle de pânico, como sinalização e luzes de emergência, o que poderia colocar em risco a vida de funcionários e visitantes caso lá ocorresse algum sinistro.

 

Elck Oliveira/ Ag,Pará

FOTOS: MARCO SANTOS/AGÊNCIA PARÁ

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