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BELÉM

Thiago Araújo fala de suas ideias fechando a série de entrevistas de A Província com os 12 candidatos à PMB

A Província do Pará / Por Roberto Barbosa / Foto Reprodução

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O jornal A Província do Pará encerra, hoje, a série de entrevistas exclusivas com os candidatos ao cargo de prefeito municipal de Belém pelos mais variados partidos e coligações. Foram 12 pretendentes que, neste jornal, tiveram a oportunidade de explanar sobre seus planos de governo no caso de uma eventual eleição, tendo sido ouvidos pelo jornalista Roberto Barbosa, seguindo as orientações do presidente do grupo, o empresário e ex-governador Carlos Santos, que deseja a todos boa sorte na caminhada democrática que representa a eleição atípica deste ano de pandemia.
Para fechar a bola da série, foi feito um pingue-pongue com o deputado Thiago Araújo, do Partido Cidadania, que oficializou a candidatura em convenção realizada no dia 16 de setembro, ocasião em que recebeu o apoio do atual prefeito municipal de Belém, Zenaldo Coutinho. A entrevista segue abaixo:

Deputado, qual sua profissão e estado civil?

Sou formado em Gestão Pública e especialização em Compliance de Administração Pública, e meu estado civil é solteiro, embora eu tenha um compromisso de relacionamento sério.

Deputado, como o senhor analisa Belém na atual conjuntura e qual seu projeto caso seja eleito?

Nossa cidade tem muitos problemas antigos, e hoje uma gestão que herdou muitos problemas resultantes de gestões anteriores, mas que também teve avanços, especialmente na saúde, com quatro UPAS construídas e ainda o novo Hospital Dom Vicente Zico, além de dois prontos-socorros reconstruídos, o Mário Pinotti (14 de Março) e Humberto Maradei (Guamá). Meu projeto é buscar recursos junto ao governo federal e ainda de financiamentos internacionais para combater o déficit de saneamento, que é histórico, e fortalecer a atenção básica em saúde, a educação básica e a geração de emprego e renda.

Como o senhor encara esta eleição em tempos de pandemia?

É sem dúvida uma eleição diferente, em um ano em que o mundo inteiro foi pego de surpresa com a situação da Covid-19, e em Belém não foi diferente. Infelizmente a população sofreu muito com a pandemia, perdeu entes queridos e ainda teve e está tendo que assistir nos noticiários nacionais o que ocorreu com compras superfaturadas para montar e gerenciar leitos de alta complexidade como os de UTI, que são de responsabilidade do governo estadual. A população acompanhou o absurdo de se fazer uma compra de 400 respiradores que não serviram para uso das pessoas, enquanto milhares de vidas foram perdidas em todo o Pará. Diante de tudo isso é difícil para as pessoas nesse momento darem atenção à política e aos políticos, por isso nossa campanha tem trabalhado com a verdade todos os dias, em uma proposta de renovação da forma de fazer política em nossa capital.

Qual sua prioridade para Belém?

Penso que é prioridade reorganizar a cidade, especialmente nas questões de saneamento básico e obras de macrodrenagem das bacias que hoje maus causam transtornos em períodos chuvosos, o tratamento do lixo, que hoje é um grave problema metropolitano e exige sobretudo diálogo e união entre as prefeituras. Mas também vou trabalhar para fortalecer a educação básica, a atenção básica em saúde, que significa ampliar o trabalho preventivo das equipes de saúde da família, e trabalhar para que Belém seja uma cidade mais empreendedora, que gere mais emprego e renda para a nossa população.

O senhor sabe qual é o orçamento de Belém atualmente?

Sim, são 2 bilhões e 800 milhões de reais executáveis, que significam, na prática, que só temos 150 reais por habitante de Belém para investir em saúde, educação, saneamento e nas demais políticas públicas.

É verdade que de todos os recursos, 99%são gastos com a máquina e que pouco sobra para investimentos?

Como eu disse, do orçamento executável de Belém sobram apenas 150 Reais por habitante para investir nas políticas públicas, o que é quase nada. Precisamos inverter a lógica de funcionamento da máquina para que ela seja mais eficiente e gere economia sem causar desempregos. Vamos trabalhar para que a cidade aumente a capacidade de empregabilidade, com geração de empregos e negócios formais, o que se reflete em maior movimentação da economia e aumento da receita do município, com efetivo crescimento do orçamento.

O senhor tem o apoio do atual prefeito Zenaldo Coutinho. No entanto, uma pesquisa do Ibope mostra que o prefeito tem desaprovação de 81% da população. Isso não pode ser prejudicial na sua caminhada eleitoral?

Olha, eu não vou ser um prefeito de um partido ou um apoiador, eu vou ser o prefeito para toda a cidade e para toda a nossa população. E eu não recebi apoio apenas de um partido, mas de cinco partidos que não se renderam ao poder econômico que hoje monopoliza a política no Estado do Pará. Nossa coligação, “Renova Belém”, é formada pelo meu partido, o Cidadania, e também pelo PSDB, DEM, PV e PMN. Eu asseguro que não tenho compromisso com erros nem desta gestão e nem das anteriores, assim como não tenho nenhum problema em manter e melhorar os acertos, em trabalhar pelo bem comum das pessoas, que é meu objetivo maior e que me fez entrar muito cedo na vida pública, onde estou há dez anos.

Faça suas considerações finais

Eu entrei na política há dez anos como vereador, ouvindo os problemas de muitas comunidades. Fui eleito deputado estadual, onde já estou no segundo mandato de muito trabalho e uma ficha limpa nessa uma década, sem nenhum processo ou envolvimento em corrupção. Na condição de prefeito pretendo trabalhar cada vez mais por Belém, investir nas obras estruturantes, trazer qualidade de vida para a população e para que as pessoas, cada vez mais, gostem de amar e construir suas vidas e suas famílias nessa cidade que a gente tanto ama e tanto quer bem.

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