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Internacional

Troca de experiências internacionais marca Belém+30

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São 45 países representados trazendo discussões, propostas, soluções e, sobretudo, troca de experiências. Assim está sendo o Belém +30, evento sediado no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia que está ocorrendo desde o dia 7 e segue até esta sexta-feira, 10, com extensa programação.

Coordenado pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, o evento reúne o XVI Congresso Internacional de Etnobiologia, o XII Simpósio Brasileiro de Etnobiologia e Etnoecologia, a IX Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e a I Feira Mundial da Sociobiodiversidade.

Com o tema central sobre os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais e o uso sustentável da biodiversidade, o evento retorna à capítal três décadas após a Declaração de Belém e, de acordo com a organização, representa maior acesso e divulgação da produção científica sobre a Amazônia, ampliando o intercâmbio, a socialização e o diálogo sobre os conhecimentos, métodos e maneiras de desenvolver pesquisa, em parceria com povos indígenas e outras comunidades tradicionais do mundo, além de centros de pesquisa internacionais.

Para a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Noemia Kazue Ishikawa, de Manaus (Amazonas), participar do congresso é um marco na história. “É um grande momento. A gente está interagindo, estamos tendo a participação dos povos indígenas, eles estão trazendo o conhecimento deles sem ter ‘o pesquisador falando deles’. São eles mesmos mostrando seus costumes e com a propriedade intelectual deles. Com certeza isso é um grande avanço para a ciência este diálogo estar acontecendo”, afirmou Noemia, que participa do evento com a apresentação de seus estudos científicos.

Com o Belém +30, a cidade volta a se destacar. A cultura e a gastronomia local ganham mais um grande momento para serem disseminadas, assim como os produtos vendidos pela tradicional erveira Tia Coló, que trabalha no Ver-o-peso. “Quem não consegue ir lá ao nosso mercado tem a oportunidade de conhecer um pouco das nossas tradições aqui mesmo, assim como a gente também conhece a deles”, afirmou a erveira, que se disse feliz pela oportunidade de estar entre os diversos representantes dos países na Feira Mundial da Sociobiodiversidade.

O estande montado por Tia Coló recebeu muitos visitantes, que foram conhecer de perto os cheiros do Pará. A artesã Lucianete Mukdia Rikbatsua, 46 anos, da aldeia Barranco Vermelho, no Mato Grosso, estava encantada com o trabalho artesanal feito com as ervas. “Amei Belém. Achei muito interessante isso que ela (Tia Coló) vende. Tudo aqui nesse lugar está sendo muito bom, a gente es aprendendo muito com as outras culturas”, afirmou.

Feira – Dão apoio ao evento instituições da Prefeitura de Belém, como a Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur), que está fazendo o receptivo da e disponibilizando profissionais bilíngues para dar suporte aos congressistas visitantes. A Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (Fmae) e a Casa Escola da Pesca, da Fundação Escola Bosque (Funbosque), em Outeiro, estão apresentando os projetos da Prefeitura e mostrando em um estande frutas e diversos produtos. Já o Fundo Ver-O-Sol, através do Restaurante Popular, está no evento oferecendo refeições a preço popular.

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), a Guarda Municipal de Belém (GMB), a Secretaria Municipal de Economia (Secon) e a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) estão dando apoio na área externa do Hangar, com o ordenamento e limpeza da via pública.

Nos quatro dias de evento estão ocorrendo palestras, sessões acadêmicas, mesas-redondas, minicursos e uma extensa programação artístico-cultural com apresentação de grupos folclóricos. A entrada nas Feiras é gratuita. Os espaços funcionam das 8h às 22h.

 

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Internacional

Morre aos 95 anos o marinheiro da icônica foto do beijo em NY

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 Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade(foto: Reprodução)

George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton

Agência France-Presse

Washington, Estados Unidos – O marinheiro que beija uma enfermeira na Times Square enquanto as pessoas comemoravam o fim da Segunda Guerra Mundial nas ruas de Nova York, protagonista de uma foto icônica da época, morreu aos 95 anos, informou sua filha ao Providence Journal.
George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton, Rhode Island, informou sua filha Sharon Molleur.
Na famosa imagem, uma das quatro de Alfred Eisenstadt para a revista Life, Mendonsa é visto curvando-se sobre a mulher para beijá-la.
Mendonsa, que esteve mobilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, estava de férias quando a fotografia foi tirada.
Durante muito tempo, ele garantiu que era o marinheiro da foto, mas isso só foi confirmado recentemente com o uso da tecnologia de reconhecimento facial.
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Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade.
Eisenstadt não pediu os nomes dos dois estranhos que capturou com sua câmera enquanto se beijavam.
Mais tarde, descreveu que  viu como o marinheiro correu pela rua e tomou nos braços a primeira jovem com quem cruzou.
“Corri na frente dele com a minha Leica olhando por cima do meu ombro, mas nenhuma das fotos possíveis me satisfazia”, escreveu em “Eisenstadt on Eisenstadt”.
“De repente, vi alguém agarrando algo branco. Me virei e cliquei no momento em que o marinheiro beijou a enfermeira. Se ela estivesse vestida de preto, nunca teria tirado a foto.”

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Internacional

Fim do Estado Islâmico está próximo, afirma coalizão

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Os extremistas estão agora cercados em um reduto de meio quilômetro quadrado na cidade de Baghuz, no leste da Síria

 AF Agência France-Presse

A vitória sobre o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria será anunciada “em alguns dias”, afirmou neste sábado (16) um comandante da aliança curdo-árabe que luta contra os extremistas entrincheirados no último reduto de seu “califado”.

“Em um prazo muito curto, não mais do que alguns dias, anunciaremos oficialmente o fim da existência do EI”, declarou o comandante da força curdo-árabe, Yia Furat, em entrevista coletiva na base de Al-Omar.
Segundo este comandante das Forças Democráticas Sírias (FDS), os extremistas estão entrincheirados em “um bairro (cuja superfície) está estimada em 700 metros de comprimento e 700 metros de largura”, ou seja, meio quilômetro quadrado, na localidade de Baghuz, no leste do país.
O EI conquistou em 2014 amplas zonas e grandes cidades de Síria e Iraque, de uma superfície comparável a um país como o Reino Unido. Mas o seu autoproclamado “califado” ficou reduzido agora a algumas centenas de extremistas, cercados em seu último reduto da província de Deir Ezzor.
As FDS e a coalizão antiextremista liderada pelos Estados Unidos que as apoia reconheceram neste sábado que a presença de “muitos civis” freia o seu avanço.

‘Escudos humanos’

Há “muitos civis dentro” do reduto defendido pelos extremistas, havia indicado pouco antes à AFP um porta-voz das FDS, Adnan Afrin.
“Nos surpreendemos ao ver muitos civis emergindo dos túneis” cavados pelo EI, acrescentou.
“Não contávamos com tantos (…) por isso (a operação) vai mais devagar”, disse.
“Centenas de civis continuam fugindo e os que conseguiram escapar explicam que o EI os usa como escudos humanos”, explicou à AFP o coronel Sean Ryan, porta-voz da coalizão antiextremista, liderada por Washington. Os bombardeios foram “reduzidos para ajudar na proteção desses civis”, acrescentou.
Desde o lançamento, em dezembro, da ofensiva das FDS para eliminar o último reduto do “califado”, 40.000 pessoas fugiram da zona de combates.
Entre elas estão muitos membros das famílias dos extremistas, alguns deles franceses, alemães, russos, ucranianos e muitos iraquianos, constataram jornalistas da AFP.

Combatentes em túneis

“Há uma cisão entre os combatentes extremistas locais e estrangeiros no terreno. Os extremistas locais querem abandonar, enquanto os estrangeiros impedem qualquer rendição”, indicou Afrin à AFP.
“Iraquianos, turcos e europeus”, assim como egípcios e líbios, ainda estão presentes no setor, de acordo com este porta-voz das FDS.
Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), as FDS seguem rastreando os campos nos arredores de Baghuz “buscando combatentes do EI escondidos em túneis”.
As FDS têm que “desminar e se manter atentas aos combatentes do EI que poderiam se explodir ou atacar suas posições com carros ou motos cheios de explosivos”, segundo o coronel Ryan.
Cerca de 440 extremistas se renderam nestes dois últimos dias, de acordo com o OSDH, mas este número não pôde ser confirmado com as FDS.
Paralelamente a este anúncio, o vice-presidente americano, Mike Pence, prometeu que os Estados Unidos continuarão trabalhando contra “os remanescentes do EI” em longo prazo, apesar da retirada anunciada de 2.000 soldados americanos da Síria.
“Os Estados Unidos manterão uma forte presença na região” e “continuarão trabalhando com todos os seus aliados para perseguir os remanescentes do EI onde quer que estejam”, disse Pence na Conferência de Segurança de Munique.

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Airbus anuncia fim da produção do superjumbo A380

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