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UE acorda nova missão para controlar embargo de armas na Líbia

foto: Kenzo TRIBOUILLARD / AFP)

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Chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, havia descartado um eventual acordo em sua chegada à reunião de chancelers em Bruxelas

Os países da União Europeia (UE) chegaram a um acordo nesta segunda-feira (17/2)sobre uma nova missão para controlar o embargo de armas à Líbia, para substituir a operação Sophia ativada em 2015 pela crise migratória, afirmaram vários ministros.
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, havia descartado um eventual acordo em sua chegada à reunião de chancelers em Bruxelas, dada a posição de alguns países para dar novo impulso à operação naval Sophia.
“Acordamos (…) criar uma missão que bloqueie a entrada de armas na Líbia”, disse o chanceler italiano Luigi di Mario após a reunião. Seu colega alemão, Heiko Mass, afirmou que esta “nova missão terá um componente naval”.
Continua depois da publicidadeA missão Sophia, que nasceu em 2015 para combater os traficantes de migrantes, opera desde 2019 sem barcos e com um reforço de meios aéreos em razão da oposição do governo italiano anterior em receber migrantes resgatados no mar.
Ao longo dos anos, os europeus acrescentaram novas funções à operação, que passou a treinar a Guarda Costeira da Líbia e controlar a aplicação do embargo de armas imposto pela ONU à Líbia e o tráfico ilegal de petróleo.
Viena e Budapeste temem que o retorno da mobilização de embarcações faça com que os migrantes voltem a tentar a perigosa travessia do Mar Mediterrâneo, mesmo que as áreas de operações para controlar o embargo não sejam necessariamente as mesmas que as das rotas migratórias.
Di Mario explicou que “a UE enviará barcos para a zona leste da Líbia para impedir o tráfico de armas”. “Mas se essa missão causar um afluxo de embarcações de migrantes, iremos parar”, destacou.
“Estou muito feliz. Sophia está encerrada”, declarou o ministro austríaco, Alexander Schallengerg.
Líbia está mergulhada no caos desde que uma revolta apoiada pela Otan conduziu em 2011 à derrubada e ao assassinato do ditador Muammar Khadafi. Atualmente, duas autoridades rivais e grupos armados disputam o controle do país.
Desde abril de 2019, o Governo de União Nacional (GNA), reconhecido pela ONU, enfrenta a ofensiva do marechal Khalifa Haftar, que tem o apoio da Rússia, Egito e Emirados Árabes Unidos, para assumir a capital do país, Trípoli.
Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, pela primeira vez desde abril, quando começou a ofensiva de Haftar contra Trípoli, uma resolução pedindo um “cessar-fogo duradouro”, após a trégua declarada em janeiro.
A resolução pede para que continuem as negociações da comissão militar conjunta criada em janeiro. Este painel reúne os dois lados, com o objetivo de chegar a um “cessar-fogo permanente” que inclua um mecanismo de controle, uma separação de forças e medidas de confiança.
A situação na Líbia pode levar mais residentes e deixar o país em caso de deterioração, alertou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na quinta-feira. Em 2019, a violência levou 177.000 pessoas a deixar suas casas.

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