Conecte-se Conosco

Medicina & Saúde

Vacinação: 85% das crianças foram atendidas

Publicado

em

Paula Laboissière/ Agência Brasil 

 Brasília – De mãos dadas com a mãe, Maria Fernanda, de 3 anos, chegou apreensiva ao posto de saúde da Asa Norte, região central de Brasília. Os pais tentaram tranquilizar a menina, mas não teve jeito. Maria Fernanda tomou a gotinha contra a poliomielite sem problema, mas chorou na hora da injeção contra o sarampo. O irmão Miguel, de 1 ano e 3 meses, entrou na sala de vacinação logo depois e também tomou as duas doses.

A bancária Manuelle Pereira fala sobre a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite.
Manuelle levou o filho Miguel, de 1 ano e 3 meses, a um posto na Asa Norte – Valter Campanato/Agência Brasil

“Durante a semana, a gente trabalha. É mais prático no sábado. Vi que, agora, estava vazio e aproveitei logo. Ouvi falar sobre os surtos de sarampo no país. Fico com muito medo. Dou vacina nos meus meninos sempre. Mas o Miguel, como não tinha idade ainda, corria risco por causa dos outros, de outras crianças que não haviam tomado”, disse a mãe dos meninos, a bancária Manuelle Pereira, de 38 anos.

Maria Fernanda e Miguel fazem parte dos mais de 9,5 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menos de 5 anos em todo o país que já receberam as doses contra o sarampo e a poliomielite. De acordo com o Ministério da Saúde, o número representa 85% do público-alvo. A meta do governo federal é vacinar 95% das crianças, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pasta informou que, até o momento, seis estados atingiram cobertura vacinal de pelo menos 95%: Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Amapá e Sergipe. Cerca de 1,6 milhões de crianças com idade entre 1 e menos de 5 anos em todo o país, entretanto, ainda não foram imunizadas contra ambas as doenças.

Apesar da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo ter sido encerrada ontem (31), a orientação do ministério era que estados e municípios que ainda não atingiram a meta abrissem os postos de saúde hoje (1º). A pasta alertou que a organização da mobilização no fim de semana é de responsabilidade de cada município e que, portanto, é necessário verificar com as secretarias municipais quais postos estarão abertos.

Acompanhado da mãe, Ian, de 4 anos, chegou com pinta de valente ao posto de saúde da Asa Sul, também na região central de Brasília. O menino comparecia pela segunda vez à unidade de saúde, já que, ontem (31), por conta da grande procura e do espaço apertado para vacinação, não conseguiu ser imunizado. Depois de um rápido cadastro, tomou a gotinha contra a pólio e a injeção contra o sarampo.

“Viemos ontem, mas estava muito cheio. Chegamos aqui e já não tinha mais senha. Por isso, voltamos hoje. Essa última oportunidade foi boa para a gente. Eu sempre vacino o Ian. Cumpro tudo que está previsto. Esses surtos de sarampo assustam demais a gente. Principalmente quando se tem criança em escola onde alguns pais acreditam em fake news [notícias falsas] sobre vacina”, destacou a mãe do menino, a estudante Anniara Costa, de 30 anos.

A bancária Rossana Costa fala sobre a campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite.
A bancária Rossana Costa diz que segue a moda antiga e defende a vacinação –

As vacinas são muito importantes, previnem o sarampo e pólio e evitam que as doenças se espallhem, disse a bancária Rossana Machado, de 36 anos, que levou a filha Maria Carolina, de 3 anos, a um posto na Asa norte, . As pessoas estão deixando de tomar vacina. No grupo de mães da escola do meu filho, muitas mães defendem a não vacinação. Eu sou da moda antiga.”

Casos de sarampo

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos de sarampo no Brasil, enquanto 6.975 permanecem em investigação. O país enfrenta dois surtos da doença: no Amazonas, que já computa 1.211 casos confirmados e 6.905 em investigação, e em Roraima, onde há 300 casos confirmados e 70 em investigação.

Casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos seguintes estados: São Paulo (2); Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2); Pernambuco (2); e Pará (2).

Foram confirmadas ainda sete mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e uma em brasileiro) e três no Amazonas (todos brasileiros, sendo dois óbitos em Manaus e um no município de Autazes).

Continue lendo
Clique para comentar

Medicina & Saúde

Regional de Marabá realiza campanha de captação de sangue 

Publicado

em

Nesta semana, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, realizará a sua 34ª Campanha de Doação de Sangue. A ação será realizada até sexta-feira (14), no Hemopa Marabá, das 7h às 12h30. Na terça-feira (11), as coletas também acontecerem em um posto volante montado no HRSP, das 8h às 16h30. Nesta edição, a meta é coletar ao menos 120 bolsas de sangue.

Para ser um doador é preciso ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação ocorra, no máximo, até os 60 anos e que os menores de idade tenham autorização dos pais ou responsáveis; estar em boas condições de saúde, bem alimentado e não ter ingerido comida gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação; pesar, pelo menos, 50 kg; ter dormido, no mínimo, seis horas nas últimas 24 horas;  e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira de habilitação.

Anualmente, o Hospital Regional de Marabá realiza três campanhas de doação de sangue, a fim de contribuir para repor o estoque de sangue do hemocentro local. A Unidade é uma das que mais demandam o Hemopa Marabá, devido ao atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, ao volume de cirurgias de média e alta complexidades realizadas e ao atendimento prestado a recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Nesta edição, o Hospital conta com a parceria da Planet Comunicação, Shopping Pátio Marabá, Clínica de Visão e Cirurgia de Olhos (CVCO) e Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará – Hemopa Marabá.

Continue lendo

Medicina & Saúde

Pescado é apreendido em condições precárias no Lago de Tucuruí

Publicado

em

Uma tonelada e meia de pescados foi apreendida neste sábado (8) em mais uma mega operação de fiscalização no município de Tucuruí, sudeste paraense. O pescado era mantido em condições insalubres no porto do km 11 e em estabelecimentos residenciais e comerciais em Tucuruí. Além do pescado, foram apreendidos também cinco pássaros, balanças, basquetas e um freezer. Os peixes apreendidos que estavam em boas condições foram doados a comunidades carentes de Goianésia do Pará, Jacundá e Tucuruí.

A operação foi realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), em parceira com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Polícia Militar, Eletronorte, Justiça Federal e as secretarias municipais de meio ambiente de Tucuruí, Goianésia do Pará e Jacundá.

Um diferencial desta operação foi a autorização judicial de busca e apreensão conseguida junto à Justiça Federal pelo procurador autárquico do Ideflor-bio, Benilson Costa. “A Procuradoria Autárquica e Fundacional do Estado teve que ajuizar uma medida na Justiça Federal, pois essa era a única forma legal de garantir que as equipes de fiscalização pudessem entrar nos estabelecimentos, onde os pescados eram escondidos e ficavam fora das vistas das frequentes operações na região do Lago de Tucuruí”, conta o procurador.

O que mais chamou a atenção da equipe durante a fiscalização foram as precárias condições de armazenamento dos pescados. Os locais não possuíam estrutura adequada para acondicionar e conservar os peixes de forma higiênica. “Esse é um problema de saúde pública, inclusive, pois a carne dos peixes é altamente perecível e, nesse caso, elas eram destinadas ao consumo”, conta Jossandra Pinheiro, engenheira de pesca do Ideflor-bio.

Além das precárias condições de armazenamento do pescado, a região do Lago de Tucuruí encontra-se no período do Defeso, em que a pesca comercial é proibida por lei durante os meses de novembro e fevereiro. O Defeso visa preservar os peixes durante o seu período de reprodução, a fim de garantir a manutenção do estoque pesqueiro do lago.

Durante o Defeso, as operações de fiscalização no Lago de Tucuruí são realizadas com mais frequência, para coibir a pesca e a comercialização ilegal desses pescados. Entretanto, as últimas fiscalizações haviam sido realizadas principalmente no próprio lago e em feiras públicas. A mega operação deste sábado foi a primeira em que uma Unidade de Conservação estadual do Pará utilizou um mandado de busca e apreensão para garantir o desenvolvimento da fiscalização.

“Esse tipo de ação, com mandado judicial, assim como a presença dos oficiais da Justiça Federal, é muito importante, uma vez que a localidade é alvo constante de fiscalização ambiental, mas muitas vezes sem êxito, porque o pescado está em locais inacessíveis e em que não temos autorização para entrar. Com essa operação, quebramos essa barreira”, destaca Mariana Bogéa, gerente do Mosaico de Unidades de Conservação Lago de Tucuruí.

O Mosaico Lago de Tucuruí é um conjunto de Unidades de Conservação estaduais formado pela Área de Proteção Ambiental Lago de Tucuruí e pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Pucuruí-Ararão. As três UCs compreendem, juntas, cerca de 570 mil hectares, os quais abrangem os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna e Itupiranga. A pesca no lago de Tucuruí é uma das principais atividades econômicas da região.

 

 

Continue lendo

Medicina & Saúde

“Revolução sexual” contra impotência faz 20 anos em 2018

Publicado

em

Médicos celebram disponibilidade de remédios para tratar disfunção

 

Por Gilberto Costa /Agência Brasil  

Brasília – O ano que se encerra neste mês guarda uma marca histórica, especialmente, para os homens. Em 2018, os comprimidos contra a disfunção erétil completaram 20 anos de venda em farmácias do Brasil e de outros países.

A descoberta, feita ao acaso pela ciência que investigava medicação para pressão alta, permitiu a milhões de homens reativar sua vida sexual. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil consideram que a oferta desses gêneros de medicamentos impactou a sociedade. “Foi uma revolução sexual como a pílula [disponível a partir da década de 1960] causou na mulher”, avalia Carlos da Ros, chefe do Departamento de Sexualidade e Reprodução da Sociedade Brasileira de Urologia.

“Foi uma revolução sim”, concorda o também urologista Osei Akoamo Jr. “Trouxe de volta uma população que podia ter uma atividade sexual rotineira de qualidade”. Em sua opinião, a medicação permitiu a casais que sofriam com o problema a “felicidade do ponto de vista sexual”.

Além de mudar o comportamento, o advento da medicação contra a disfunção erétil estabeleceu para a ciência novos paradigmas, assinala Lucio Flavio Gonzaga Silva, cirurgião-urologista e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará. Segundo ele, décadas antes da venda de medicamentos “a disfunção erétil era tratada como problema de fundo psicológico. A ciência não sabia como se processa a via metabólica da ereção”.

Princípio ativo

O urologista Carlos da Ros acompanhou de perto a evolução da pesquisa científica na área e participou de estudos de eficácia e tolerabilidade do fármaco citrato de sildenafila feitos no país e outras partes do mundo ainda em 1996.

O princípio ativo testado resultou dois anos depois no pioneiro Viagra (da empresa norte-americana Pfizer) e hoje, após a quebra de patente em meados dessa década, está disponível em medicamentos fabricados por mais de 20 laboratórios instalados no Brasil, conforme consulta à página de produtos regularizados no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Além do citrato de sildenafila, há no mercado outros medicamentos registrados pela Anvisa com princípios ativos diferentes e a mesma finalidade como os fármacos de tadalafila, vardenafila, e carbonato de lodenafila.

Segundo Carlos da Ros, os homens mudaram de atitude após a venda desses medicamentos. “O tabu era muito forte, uma coisa cultural. Era muito difícil os pacientes chegarem no consultório e dizer ‘estou impotente’. Esse tabu caiu por água baixo. Isso fez com que os homens ficassem mais tranquilos e logo depois do aperto de mão na consulta dissessem: ‘olha meu problema é sexual’”.

“Não tem que ter vergonha em absoluto”, testemunha o funcionário público aposentado Cruz de Almeida, 68 anos, que prefere ser identificado sem o prenome. “A tendência é conversar melhor cada dia. Até recentemente as pessoas costumavam esconder. Escondendo as coisas você não vai ter um tratamento adequado”, opina Almeida que toma 10 miligramas diárias de tadalafil.

O médico Lucio Flavio Gonzaga Silva calcula que por ano um milhão de homens passem a ter que consumir medicamentos contra a disfunção erétil. De acordo com nota do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, o Sindusfarma, entre novembro de 2017 e outubro de 2018, foram vendidos 68,32 milhões de comprimidos contra impotência sexual.

Conforme dados auditados pela consultoria IVQVIA, nesse período as vendas desses medicamentos somaram R$ 560 milhões. O valor equivale a uma participação de 0,91% no mercado total de remédios no país.

Continue lendo

Destaques