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Economia

Vale, a empresa que mais faturou no Brasil em 2018, graças ao Pará

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Projeto Ferro Carajás, assinado pela multinacional Vale, desbancou operações da Petrobras, em Duque de Caxias (RJ), e da Bunge Alimentos, em Gaspar (SC); veja a lista de empresas do Pará.

A mineradora multinacional Vale foi a empresa que mais faturou no Brasil em 2018 e isso se deveu a suas operações no Pará. A informação foi levantada com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu junto ao Ministério da Economia. O Projeto Ferro Carajás, localizado na Serra Norte, dentro do município de Parauapebas, é o empreendimento que mais gera divisas na balança comercial do país e superou operações da Petrobras e de outras marcas famosas no país.

Além do projeto da Vale em Parauapebas, o nome da multinacional aparece outras três vezes entre os 25 projetos que mais faturaram com exportações, dois deles no Pará. Em Canaã dos Carajás, o projeto S11D — que, para efeito fiscal, tem CNPJ distinto do complexo minerador de Parauapebas — já é o 7º negócio mais rentável do Brasil. Se tudo caminhar bem, com a antecipação de eventuais expansões na produção do projeto da Serra Sul, a Vale deve tornar S11D o melhor negócio nacional nos próximos dez anos.

Na 19ª colocação, a Vale também marca presença com o CNPJ de sua subsidiária Salobo Metais, que extrai cobre no município de Marabá. A mina é a maior operação do metal no país e supera, por exemplo, a movimentação financeira da poderosa Scania, com sede em São Bernardo do Campo (SP), e do complexo de estaleiros em Angra dos Reis (RJ).

Veja também:  Parauapebas tem maior saldo comercial do Brasil em 2018, diz Ministério

Empresas com base no Estado

O Pará teve 357 empreendimentos exportadores (com CNPJ distintos) ao longo de 2018. O Blog fez o ranking das 25 que mais viram milhões de dólares entrarem na conta, por meio de transações comerciais, e constatou que a cadeia mineral domina com 14 lugares, 11 dos quais pertencentes a projetos da indústria extrativa.

A mineradora Vale é quem dá as cartas, dominando os três primeiros assentos do pódio (com Ferro Carajás, S11D e Salobo) e mais quatro participações (mina Sossego, em Canaã dos Carajás; mina Onça Puma, em Ourilândia do Norte; mina Serra Leste, em Curionópolis; e mina Azul, em Parauapebas). A multinacional dificilmente será desbancada no Pará e seu futuro áureo no complexo minerador de Carajás deve se sustentar pelas próximas gerações.

À exceção de Ourilândia do Norte, com um só empreendimento, os municípios de Carajás participam, cada um, com dois projetos de grande porte, todos os quais do ramo de extração mineral. Além desses, são destaques os projetos do complexo metalúrgico de Barcarena e a crescente participação de empresas dos ramos agropecuário e graneleiro. Curiosamente, nenhum dos 25 maiores exportadores tem base na capital do estado, Belém.

Vale destacar que o Ministério da Economia não divulga valores exportados pelas empresas para preservar a competitividade e o sigilo fiscal de suas operações. Confira o ranking!

fONTE:BLOG ZÉ DUDU

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Economia

BNDES apresenta nova linha de crédito para micros e pequenas empresas

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Alana Gandra /Agência Brasil  

Rio de Janeiro- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou hoje (22) nova linha de financiamento, a BNDES Crédito Pequenas Empresas, voltada para micro e pequenos empreendimentos.

Segundo o presidente da instituição, Joaquim Levy, o banco está atento aos sinais de retomada da economia e decidiu criar uma linha de crédito mais simples e mais ágil para que micro e pequenas empresas tenham condições de tocar novos empreendimentos. “Não [é] só para comprar máquinas, mas para todas as atividades necessárias para ampliar, renovar ou melhorar seus serviços”, disse Levy. “As micro e pequenas empresas são fundamentais para a economia. São o melhor sinal de saúde de uma economia”, acrescentou.O novo instrumento de financiamento tem como foco a geração de postos de trabalho e a ampliação da concessão de crédito para empresas de menor porte, responsáveis por mais de 50% dos empregos formais no Brasil. O trabalho será feito pelo BNDES em parceria com os bancos comerciais, de desenvolvimento e cooperativos, que operam na ponta da cadeia financeira, em todas as regiões brasileiras.Levy disse ainda que a nova linha de crédito“é uma contribuição do BNDES para dar mais competitividade ao segmento que mais gera emprego. “E emprego é o que o Brasil mais precisa”, afirmou. De acordo com o BNDES, as micro e pequenas empresas respondem pela criação de 18 milhões de empregos formais no Brasil, o equivalente a 55% do total de empregos formais existentes no país.

Novas perspectivas

Levy ressaltou que o crédito para esse segmento de empresas caiu 44% de dezembro de 2014 até janeiro deste ano, mas disse acreditar que, com as novas perspectivas na economia, há chance de crescimento. O saldo de crédito sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para as micro e pequenas empresas atingiu 7,3% em janeiro de 2019. “Acho que podemos aumentar isso e dar maior vitalidade para esse setor.”

Ele reforçou que o setor é importante para o BNDES que, no ano passado, repassou quase R$ 15 bilhões para micro e pequenas empresas. Foram 242 mil operações, equivalentes a 79% do total registrado pela instituição em 4.581 municípios, somando 136 mil clientes. Levy, que espera aumentar esses números, informou que o percentual de clientes com faturamento até R$ 4,8 milhões correspondeu a 90% dos clientes do banco em 2018.

O investimento pode ser financiado até 100%, limitado a R$ 500 mil por beneficiário, a cada cinco anos. O cliente contará com três opções de juros de referência: taxas de Longo Prazo (TLP), Selic (TS), ou Fixa do BNDES (TFB). A taxa vai resultar de negociação com o banco agente financeiro do BNDES.

Demanda

A esses juros serão acrescidas a remuneração do BNDES, de 1,45% ao ano, e a remuneração do agente financeiro, que é negociada diretamente com o cliente final. Segundo o BNDES, com isso, na maior parte dos casos, os juros do financiamento devem ficar em torno de 1,3% ao mês, ou cerca de 15% ao ano. A nova linha de crédito será ofertada somente na modalidade indireta, ou seja, os recursos são emprestados pela rede de bancos credenciados pelo BNDES.

Para Levy, a demanda vai chegar rapidamente a R$ 1 bilhão. Ele disse, entretanto, que se for necessário, o banco disponibilizará mais crédito para as micro e pequenas empresas. ”O BNDES tem recursos para isso. Estamos deixando de investir nas grandes [empresas] para ter mais recursos para esse tipo de atividade. Se a gente chegar a R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões, melhor ainda”, afirmou.

As empresas interessadas podem ir diretamente aos bancos credenciados ou acessar o Canal MPME do BNDES, que repassa os pedidos de financiamento e as informações à central de riscos dos bancos parceiros. O superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES, Marcelo Cordeiro, lembrou que as garantias das pequenas empresas para os empréstimos poderão ser complementadas pelo Fundo Garantidor criado pelo banco recentemente.

O BNDES anunciou também a realização de um estudo de efetividade, que será feito mais à frente, para avaliar a geração e a manutenção de empregos nas micro e pequenas empresas.

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Economia

Dólar fecha em R$ 3,90 e bolsa tem maior queda semanal desde agosto

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Moeda norte-americana teve maior alta diária desde 2017

Por Agência Brasil  

Brasília- Em um dia de fortes turbulências no mercado financeiro, o dólar teve a maior alta diária desde maio de 2017 e a bolsa de valores despencou. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (22) vendido a R$ 3,902, com alta de R$ 0,102 (2,69%). A divisa fechou no valor mais alto desde 26 de dezembro (R$ 3,922).

Desde 18 de maio de 2017, dia seguinte à divulgação de gravações do empresário Joesley Batista, a moeda norte-americana não subia tanto em um dia. Naquela sessão, o dólar comercial valorizou-se 8,15%. Nesta  semana, a divisa acumulou alta de 2,14%.

O dia também foi marcado pela tensão no mercado de ações. O Ibovespa, índice principal da B3 (antiga Bolsa de Valores de Sâo Paulo), encerrou a sexta-feira com queda de 3,1%, aos 93.735 pontos. O indicador, que bateu recorde e encostou nos 100 mil pontos na última segunda-feira (18), fechou a semana com queda de 5,45%. Esse foi o pior desempenho semanal desde agosto de 2018.

A turbulência no mercado financeiro ocorre no dia seguinte à prisão do ex-presidente Michel Temer e ao adiamento da escolha do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. No exterior, as tensões em torno do Brexit –saída do Reino Unido da União Europeia – e a divulgação de dados econômicos mais fracos que o esperado na zona do euro afetaram o mercado global.

Nos Estados Unidos, a curva de juros dos títulos do Tesouro norte-americano inverteu-se pela primeira vez desde 2007. A última vez em que isso ocorreu foi um ano antes da recessão global provocada pela crise no mercado de hipotecas imobiliárias, em 2008.

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Economia

Governo reduz previsão de crescimento da economia para 2,2% neste ano

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Kelly Oliveira /aAgência Brasil  

Brasília- O governo espera que a economia apresente crescimento de 2,2%, neste ano. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, está no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia.

Na Lei Orçamentária deste ano, a previsão de crescimento do PIB era maior: 2,5%.

Também foi alterada a projeção para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou 4,2% na Lei Orçamentária para 3,8%, no relatório.

O relatório, que orienta a execução do Orçamento, contém previsões para a economia, a receita e a despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais. Neste primeiro relatório divulgado hoje, o governo bloqueou R$ 29,792 bilhões do orçamento.

O mercado financeiro prevê que o PIB cresça 2,01%, neste ano, e a inflação fique em 3,89%.

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