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ECONOMIA

Vale abre programa de trainee com 40 vagas

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São 23 vagas no Brasil, 12 no Canadá e cinco em Moçambique; inscrições vão até 5 de novembro.

A Vale abriu na quinta-feira (6) as inscrições para o seu programa de trainee. São 40 vagas disponíveis, sendo 23 para o Brasil, 12 para o Canadá e cinco para Moçambique.

 As inscrições devem ser feitas pelo site www.vale.com/trainee até 5 de novembro.

Podem se inscrever profissionais formados em qualquer curso de graduação entre julho de 2015 e dezembro de 2018. É preciso ter inglês avançado e disponibilidade para viagens.

O processo de seleção é composto por três etapas: desafio online, dinâmica de grupo virtual e, por fim, avaliação presencial com a participação dos executivos.

O caminho das pedras

Felipe Ghiotto, de 37 anos, e Roberta Silva, de 41, já sabiam, ainda universitários, que queriam ser trainees. Já durante a graduação começaram a pavimentar o caminho para alcançar o objetivo. E, recém-formados, foram em busca de aprimoramento fora do país. A estratégia deu certo.

Hoje eles ocupam cargos de chefia nas empresas onde começaram suas carreiras. Ghiotto é diretor de marketing da Cervejaria Ambev. Roberta é superintendente de administração fiduciária do Itaú Unibanco. Veja abaixo a trajetória de cada um deles.

Roberta Silva, superintendente da área de gestão de produtos e serviços ao cliente do Itaú Unibanco. (Foto: Marcelo Brandt/G1)Roberta Silva, superintendente da área de gestão de produtos e serviços ao cliente do Itaú Unibanco. (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Roberta Silva, superintendente da área de gestão de produtos e serviços ao cliente do Itaú Unibanco. (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Intercâmbio no exterior

Logo após se formar no curso de administração em 2004, Ghiotto foi estudar marketing na Califórnia, nos EUA, por 4 meses, para complementar sua formação. “Sabia que queria trabalhar na área comercial, tinha certeza já na faculdade”, conta.

Roberta fez a mesma coisa. Após terminar a faculdade de matemática em 1998, foi para os EUA aprimorar o inglês, onde ficou por 6 meses.

Ambos voltaram do exterior já com planos de disputar programas de trainee.

Escolha de empresas e aprovação

“Sabia que o programa de trainee era uma excelente porta para o mundo empresarial. Meu pai queria que eu fosse médico, mas quando desmaiei aos 15 anos assistindo a uma cirurgia, tive a certeza de que médico nasce médico”, comenta Ghiotto.

O diretor de marketing conta que o desejo de ser trainee trazia o desafio de escolher a empresa e a área. Foi atrás de informações sobre as empresas.

Ele passou em quatro programas de trainee ao mesmo tempo. Além da Ambev, em dois bancos e em uma editora.

Ghiotto conta que a Ambev estava se consolidando globalmente, tinha acabado de fazer a parceria com a belga Interbrew, que criou a maior cervejaria do mundo em 2004. “Sabia um pouco do estilo e os valores que a companhia pregava. E vi que casava com o que eu pensava”, diz.

O hoje executivo tinha 23 anos quando entrou na companhia, em 2005. “Me lembro até hoje quando eu fui chamado, fiquei esperando no dia em que ia receber a resposta. Sabia que ali ia começar a minha vida profissional”, recorda.

Roberta voltou do exterior durante a temporada de programas abertos. “Tinha certeza que queria ser trainee, e no mercado financeiro”, conta.

A superintendente afirma que não queria ser professora. E seu plano era trabalhar no banco desde o começo da faculdade. O pai trabalhava no mercado de ações e a ajudou a direcionar a carreira. E, coincidentemente, havia trabalhado no Unibanco, que acabou se fundindo com o Itaú em 2008.

Ela concorreu ao mesmo tempo no programa de uma consultoria, mas não terminou todas as fases do processo seletivo porque passou no trainee do Itaú antes.

“Queria ser trainee porque tinha certeza de que seria a melhor porta de entrada no mercado de trabalho, era a oportunidade de passar por várias áreas, trazendo conhecimentos diferentes do negócio”.

Trajetória na empresa

Ghiotto conta que foi fácil chegar ao final do primeiro ano do programa de trainee com a escolha da área em que queria atuar, e a partir dali começou a carreira na área de vendas da companhia.

 Ele viajou pelo Brasil visitando fábricas, centros de distribuição e de referência de produtos, aprendeu sobre os setores de finanças e logística. “Tinha a visão do todo, completou muito a minha faculdade”, diz.

“Sabia que a área comercial era a que eu gostava, visitava clientes, desenvolvia os produtos da empresa, trabalhava com marcas. Eu era consumidor dos produtos que queria vender. Tinha o lado da mesa como consumidor, e ao me tornar trainee consegui ficar do outro lado da mesa“.

O programa durou um ano, e logo depois foi morar em Bauru (SP), para trabalhar na cidade vizinha de Agudos, onde atuou por 1 ano e meio. Depois foi para Ribeirão Preto, Araraquara e Curitiba. Ficou 5 anos longe. Em 2010, voltou para São Paulo. A namorada, que hoje é sua esposa e mãe de seus dois filhos, foi sua colega de faculdade e aguentou firme a distância. Ela também se tornou gestora da empresa em que entrou como trainee.

Felipe Ghiotto é diretor de marketing da Cervejaria Ambev (Foto: Fabio Tito/G1)

Felipe Ghiotto é diretor de marketing da Cervejaria Ambev (Foto: Fabio Tito/G1)

Ghiotto conta que ficou na área comercial até se tornar gerente de vendas e trade marketing. Em 2011, virou gerente de marketing da marca Skol e, em 2016, foi promovido a diretor de marketing de não alcoólicos. “Construí uma carreira bem horizontal passando por áreas distintas. Hoje em dia não dá para ser especialista para ser um grande líder. Tem que ter perfil generalista, que é isso que o mercado quer”, comenta.

 Em janeiro de 2019, ele faz 14 anos de empresa.

Roberta conta que, durante os dois anos em que permaneceu no programa de trainee, só reforçou a certeza de que queria atuar no mercado financeiro.

Ela entrou em 2000. Na primeira semana, ficou numa sala com os outros seis trainees, recebendo informações e conhecendo os executivos que explicavam o que cada diretoria fazia e traziam os projetos prioritários.

“Ali eu vi o quanto tinha coisa legal para fazer, vi o espaço que o trainee tinha para ser provocativo, criativo, para repensar o modelo, mudar, focar em fazer coisas diferentes”, diz.

Segundo ela, naquele momento enxergou um mundo de oportunidades que se abriu para ela. “Eles esperavam minha contribuição. Era tudo o que eu queria. E me deram abertura para dar minha opinião do que poderia ser melhorado”.

Roberta fez um rodízio por várias áreas e pôde conhecer o negócio como um todo. Depois dos dois anos como trainee, tornou-se especialista, ocupando um cargo sênior por três anos, até se tornar gerente. E pôde realizar o sonho de trabalhar com gestão de pessoas.

“Gosto de participar do desenvolvimento das pessoas, é gratificante ajudá-las a crescer. Busquei essa transição e me tornei gestora de pessoas depois de 5 anos que eu tinha entrado no banco”, diz.

E ela continuou em seu caminho, até entrar na área de gestão de ativos, passando por produtos e fundos de investimento. E decidiu se especializar – fez MBA e mestrado. Com 10 anos de empresa, tornou-se superintendente. “Foi um caminho longo, mas natural e buscado. Temos que ser protagonistas da nossa carreira. Ninguém vai buscar por nós. Isso envolve enfrentar desafios e aproveitar as oportunidades”.

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