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Vandick nega convite para cargo no Paysandu, mas não descarta retorno e avalia atual crise bicolor

Vandick não descarta voltar à Curuzu — Foto: Akira Onuma/O Liberal

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Ídolo e ex-presidente do Papão realiza curso de gestão da CBF e afirma não ter sido procurado pelo atual mandatário, Maurício Ettinger, para assumir cargo de executivo de futebol

Especulado como um dos nomes cotados para assumir o cargo de executivo de futebol do Paysandu em 2021, Vandick Lima está na Bahia e nega que tenha sido procurado até o momento pelo atual presidente, Maurício Ettinger. Entretanto, o ídolo alviceleste não descarta uma possível volta ao clube.

– Trabalhar no Paysandu será sempre uma honra para qualquer profissional pela grandeza e história do clube – resumiu, em contato por telefone com o ge.

Apesar de garantir que não foi procurado para assumir o cargo deixado por Felipe Albuquerque, Vandick revelou que teve breve contato recente com Ettinger.

– Mandei mensagem para o presidente desejando boa sorte. Será um ano de muitos desafios, mas o Paysandu é grande e vai superar – contou.

Mesmo sem fazer parte das últimas gestões, Vandick Lima seguiu acompanhando de perto o clube. Em 2020 chegou a ser “garoto propaganda” da construção do CT e auxiliou nas conversas para a contratação de Brigatti, em outubro. O ídolo alviceleste disse como encarou o não acesso à Série B no último final de semana.

– Sentimento de tristeza por não ter conseguido o acesso, mas de esperança que esse ano seja diferente – resumiu.

Crises e pacificação na gestão Lima

Vandick Lima presidiu o Paysandu no biênio 2013/2014 — Foto: GloboEsporte.com

Vandick Lima presidiu o Paysandu no biênio 2013/2014 — Foto: GloboEsporte.com

Atacante bicolor durante o período mais vitorioso da história do Paysandu, entre 2001 a 2003, Vandick depois exerceu várias funções na Curuzu. Chegou à presidência em 2013, quando viu o rebaixamento à Série C, mas no ano seguinte reacendeu à Série B. Viveu, dentro do Papão, problemas financeiros e técnicos, situação que comparou à atual.

– Em 2013 vivemos crise técnica com o rebaixamento. Em 2013 e 2014 tivemos jogos com portões fechados, paralisação para a Copa do Mundo e isso nos trouxe problemas financeiros. Não tivemos problemas nos bastidores pois estávamos todos unidos, inclusive pessoas que não votaram em mim para presidente se uniram à nossa diretoria e juntos conseguimos retornar a Série B, além das melhorias na estrutura do clube – avaliou.

Graças a Deus tenho bom relacionamento em vários clubes e isso é importante. Credibilidade também é essencial nesse meio. Fui jogador, coordenador, presidente e superintendente e agora estou concluindo meu curso de gestão da CBF. Tudo isso vai me ajudar quando eu assumir um clube como executivo e consequentemente será importante também para o clube que eu for trabalhar”

Após temporada conturbada ao Paysandu em praticamente todos os sentidos, Vandick Lima acredita que é necessária grande mudança interna, de pacificação de bastidores e grupos dissidentes. Algo que sua eleição, em 2013, representou na época.

– Acho que só a união poderá levar o clube a ter conquistas significativas que a torcida deseja e merece. Em minha gestão as portas do clube sempre estiveram abertas para todos que queriam ajudar. Todos foram importantes, sem vaidade, sempre colocando o clube acima de tudo – ponderou.

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