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Ver-o-Peso completa 392 e Secult leva a peça “Verde Ver-o-Peso” ao mercado

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

Nesta quarta-feira (27), dia em que a maior feira livre da América Latina, que também é ponto turístico e cultural da cidade de Belém do Pará, o Ver-o-Peso, completa 392 anos. Para celebrar a data, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI), leva para o mercado um dos mais consagrados espetáculos paraenses já encenados no Brasil, o “Ver de Ver-o-Peso”.

Um marco na arte paraense, a montagem do Grupo Experiência e direção de Geraldo Sales, destaca a movimentação e o cotidiano dos feirantes e ambulantes do mercado com muito humor e crítica social, misturando comédia, teatro de revista e sátira acerca dos costumes populares do Pará.

“Pensamos com muito carinho em oportunizar aos trabalhadores do nosso Ver-o-Peso e do centro comercial a experiência de se verem representados como fonte de inspiração para esses artistas maravilhosos do Grupo Experiência. É um sonho realizado e esperamos que muitos sorrisos se espalhem nesse final de tarde, contagiando a todos”, comentou Ursula Vidal, secretária de cultura do Estado.

Desde que o espetáculo estreou pela primeira vez há 38 anos, em 1982, Geraldo Sales está sempre adaptando o roteiro à realidade. “Quando idealizamos esse projeto, os atores passaram por uma imersão na feira para a construção dos personagens, dando maior veracidade ao que a gente mostra em cena. Hoje, temos a chance de retornar e apresentar pela primeira vez o espetáculo aos que nos inspiraram: os trabalhadores do Ver-o Peso”, afirmou.

Grupo Experiência

Fundado em 1969, por Geraldo Sales, que é até hoje o seu diretor, o Grupo Experiência comemora, em 2019, cinquenta anos de existência. Nos anos 80 teve um grande destaque no projeto de incentivo ao teatro amador nacional, chamado Mambembão, e ganhou diversos prêmios, se tornando muito respeitado, pois seu trabalho marcou uma época no cenário paraense.

O Experiência é um dos mais antigos grupos do norte, é tradicional na cidade e coleciona muita história para contar. Para aprofundar a pesquisa cênica e criar a cena amazônica, o grupo utiliza temas regionais, que chamam de expressão amazônica e a partir daí, desenvolvem um drama com características específicas da região, que podem ser baseado nas lendas, costumese mitos da Amazônia.

O espetáculo Ver de Ver-o-Peso já atingiu milhares de espectadores – fato raro no teatro brasileiro – e conta a história do dia-a-dia da feira do Ver-o-Peso, valendo-se da expressão popular, da ironia, da sátira e da comédia, trazendo à tona o conhecimento e a característica cultural do paraense, além de enfatizar os costumes, mitos, crenças e as tradições culturais da região.

Mercado do Ver-o-Peso

O mercado do Ver-o-Peso, desde sua origem e construção, impacta a vida do paraense, e é um dos nossos cartões postais. Ali é difundido costumes, crendices e fé.

Quando Belém foi fundada, em 1616, e o Forte do Presépio construído, no local havia uma aldeia dos índios Tupinambás, próximo ao Igarapé do Piri, que desaguava na Baía do Guajará. Com o desenvolvimento da cidade, a antiga aldeia cresceu em volta do Forte do Castelo, e estabeleceu-se no lugar, o ponto de chegada e saída dos barcos e navios que penetravam o delta amazônico.

O Ver-o-Peso foi criado no dia 21 de março de 1688, para que não saíssem mercadorias sem despachos. Para isso, foi colocada no local uma grande balança, onde tudo era pesado e taxado com impostos conforme o peso, o tipo e mercadoria. Os tributos serviriam para aplicação nos serviços públicos e demais despesas da Colônia – sendo chamado, “Tributo de Haver-o-Peso”, instituído pelo Rei de Portugal.

Assim, a população passou a ter o hábito de fazer suas compras na feira, ir até a balança para pesar suas compras e assim constatarem se não haviam sido lesados. Quando perguntavam: “Você vai para onde?”, sempre respondiam: “Vou ver o peso”. O porto do Piri passou a chamar-se “Lugar de Ver-o-Peso” ou “Casa de Haver-o-Peso” e, mais tarde, apenas “Ver-o-Peso”, nome preservado pela tradição oral há mais de 300 anos.

Este mercado acompanha as mudanças da cidade, desde o século XVIII e sempre foi o porto de saída e entrada de produtos importantes para a economia do país. Este mercado foi palco de muitos fatos da história política, econômica e social de Belém, como a revolução da Cabanagem e o Círio de Nazaré.

O mercado do Ver-o-Peso é o lugar onde a cidade acorda, com a chegada de centenas de barcos que aportam no cais. Frutas, peixes, plantas aromáticas, ervas, artesanatos, cerâmicas marajoaras e tapajônicas, o colorido da arte indígena, colares de plumas e outros produtos vindos do rio ou da floresta são oferecido ali. Os trabalhadores não vendem seus produtos por 24 horas, mas nem por isso a feira para, ela apenas se transforma. O movimento na feira começa frenético e atinge seu ápice pela manhã. Na “hora da viração”, por volta do meio-dia, o movimento diminui, e os produtos baixam de preço. À tarde, a feira é uma calmaria e, ao cair da noite, ela ganha ares de boemia. A feira quase não dorme, só muda sua atividade.

Serviço: Verde Ver-o-Peso será encenada nesta quarta-feira (27), às 18h, em um palco montado na escadinha do Cais do Porto (ao lado da Estação das Docas).

Por Úrsula Pereira

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“Foi o Governo do Estado que propôs” afirma Zenaldo sobre decreto de emergência sanitária e ambiental

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Foto: Reprodução / Fonte: Pará Web News

“Sem dar conta do lixo em Belém, Zenaldo decreta emergência sanitária”. Essa foi a manchete da matéria que o Dol ( Diário On Line), portal de notícias do Grupo RBA, de propriedade do Governador Helder Barbalho, publicou, ontem, dia 23.

As críticas tinham como alvo especificamente a PMB e o seu gestor, Zenaldo Coutinho. Tanto é assim, que os Municípios de Ananindeua e Marituba, que hoje se encontram na mesma situação, e que também decretaram emergência sanitária, sequer foram citados na matéria. Lembremos que o aterro sanitário de Marituba servia aos 3 Municípios e não apenas à Belém.

Em coletiva de imprensa que ocorreu hoje, 24, o Prefeito Zenaldo Coutinho, trouxe a público um fato bastante relevante. Segundo Zenaldo, a proposta inicial de decretação de situação de emergência partira do Governo do Estado em reunião em que estiveram presentes, além do Próprio Governador, a Procuradoria e Auditoria Geral, a Secretária de Meio Ambiente, o Presidente do TJ e o MPE.

A decretação de emergência seria uma alternativa aos Municípios e teria como finalidade dar maior celeridade na liberação de novas etapas e ampliar o prazo para a solução do problema do lixo.

Fica então a pergunta, qual Helder está falando a verdade? O Helder Governador, que deve buscar como fim último o interesse público ou o Helder Empresário, proprietário do Jornal, que certamente busca seu interesse particular?

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Sistema BRT opera em novo horário a partir de hoje

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Foto: Reprodução / Com informações Agência Belém

A Prefeitura de Belém informa que o horário de funcionamento do Sistema BRT será ampliado, a partir desta segunda-feira (24). Até a semana passada o funcionamento era das 6h às 20h e agora passará a ser de 6h às 23h, de segunda-feira a sábado.

Ainda no início da operação do BRT, durante a fase experimental, o serviço era ofertado em um horário reduzido e foi se adequando de acordo com a necessidade da população.

Para a adoção do novo horário, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB) estudou medidas administrativas necessárias para a ampliação do horário. Qualquer mudança de funcionamento demanda reorganização de escala dos terminais e estações e a readequação das ordens de serviço das empresas que operam os ônibus do BRT.

As viagens se iniciam no terminal de integração do Tapanã e seguem até o terminal São Brás. Ao longo da avenida Augusto Montenegro, estão em funcionamento as estações Sideral, Morada do Sol, Parque Shopping, Templo Centenário, Marinha, Marambaia, além dos terminais de integração do Mangueirão e Tapanã.

Na Avenida Almirante Barroso, além do terminal de São Brás, funcionam as estações Antônio Baena/ Curuzu e Júlio César. Todas as demais estações do Sistema BRT passarão a operar quando a última etapa de obra do BRT, atualmente concentrada no trecho compreendido entre o terminal Tapanã e terminal Maracacuera, for entregue.

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Prefeitura de Belém decreta situação de emergência sanitária e ambiental

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Belém

A Prefeitura de Belém decretou situação de emergência sanitária e ambiental na capital paraense em razão do problema da destinação do lixo na Região Metropolitana. O decreto emergencial foi motivado pelo curto prazo de menos de quatro meses que restam para que os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba encontrem uma solução definitiva para a situação dos resíduos e pela ausência de outro local licenciado que possa receber o lixo. A publicação deve ser divulgada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira, 24.

Com a situação de emergência, o município de Belém espera ganhar mais tempo para encontrar alternativas para o problema que aflige toda a população do município. Entre os itens considerados do decreto, consta a possibilidade de graves e irreversíveis riscos à saúde pública em decorrência de possível paralisação do serviço de destinação final após o prazo estabelecido pela Justiça, bem como a essencialidade do serviço que recomenda sua continuidade.

O decreto de emergência enfatiza os transtornos que podem ser causados com o encerramento das atividades do único aterro sanitário licenciado, em razão da ausência de licenças ambientais e falta de tempo hábil para o licenciamento de outra área.

A medida terá vigência por 180 dias. Em seus argumentos, a Prefeitura ressalta a necessidade de manutenção dos serviços essenciais em função do interesse público nos casos de situação de emergência, além da inexistência de outro local ambientalmente adequado e licenciado para tratamento e deposição final de resíduos sólidos no âmbito da Região Metropolitana de Belém.

A Prefeitura ressaltou também que o prazo de quatro meses estabelecido pela justiça para o funcionamento do aterro é um período curto para que os municípios encontrem soluções imediatas para o problema. “Diante do prazo de menos de quatro meses que temos, estamos decretando emergência para encontrar uma solução de forma mais rápida dentro desse período curto que temos”, declarou o procurador do município de Belém, Bruno Freitas.

Procedimentos – Além da ampliação de áreas dentro do aterro sanitário, que poderiam ser licenciadas sem seguir os procedimentos burocráticos padrões, a decretação permitirá também a execução de ações emergenciais, como a contratação de serviços e empresas. “Geralmente, o decreto de emergência é utilizado para dizer que existe uma situação de calamidade ou desastre e que necessite de contratação para resolver o problema ou pra diminuir impactos. Neste caso da situação do lixo, o Governo do Estado o solicitou para facilitar o licenciamento, mas em tese, vamos poder usar o decreto para fazer contratações emergenciais ou outras ações que possam solucionar o problema do lixo ou diminuir os impactos em nossa cidade”, detalhou Freitas.

Ainda de acordo com o procurador, a situação de emergência permite o licenciamento de forma imediata sem a necessidade dos trâmites burocráticos. “Caso seja necessário autorizar a ampliação de mais áreas para garantir o funcionamento do aterro por mais tempo, será preciso um processo de licenciamento, que demora certo tempo para ser concluído. O decreto vai servir para agilizar o licenciamento de outras áreas no aterro com menor burocracia”, completou.

No final do mês passado, a justiça determinou o funcionamento do aterro sanitário por mais quatro meses. Desde a decisão, a capital paraense e os municípios de Ananindeua e Marituba buscam alternativas para a situação dos resíduos. Um grupo de trabalho, formado por órgãos e instituições de ensino e pesquisa, foi criado pela Prefeitura de Belém com o objetivo de somar forças na busca por alternativas para a situação. O grupo vem reunindo e debatendo semanalmente estratégias que contribuam com soluções para o destino final do lixo.

Descumprimento – A Prefeitura de Belém informou ao desembargador Luiz Neto, que concedeu liminar determinando o funcionamento do aterro de Marituba por mais quatro meses, sobre as tentativas da empresa Guamá Tratamento de obstruir o cumprimento da ordem judicial. O documento tem o objetivo de solicitar ao Tribunal de Justiça do Estado que obrigue a empresa a realizar o tratamento adequado e não comprometa a coleta do lixo domiciliar na capital e Região Metropolitana de Belém (RMB).

A Prefeitura de Belém entende que os relatórios que tem recebido das empresas coletoras, bem como áudios e vídeos que mostram a morosidade na operação de descarga no aterro, deixam claro o descumprimento da liminar. A empresa tem, inclusive, suspendido o trabalho durante a madrugada.

O documento também será remetido ao Ministério Público do Estado do Pará (MPE-PA) para que o órgão tenha conhecimento das dificuldades criadas para a operação no aterro.

Texto: Noely Lima

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