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ELEIÇÕES 2020

Com pandemia, o palanque está instalado nas redes sociais

A ideia da utilização de ações de marketing político nas mídias sociais já está nos projetos de vários candidatos este ano, mas poucos sabem e vão utiliza-las de forma correta

Foto: Reprodução / Fonte: Blog Zé Dudu

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Com o adiamento do 1º das eleições para 15 novembro, muitos candidatos ganharam tempo para planejarem melhor sua campanha. Em tempos de pandemia, vários apostarão na utilização de ações de marketing político nas mídias, mas um especialista consultado pelo Blog do Zé Dudu atestou que poucos saberão utilizar de forma correta essas plataformas.

Entre likes e haters (pessoas que postam comentários de ódio ou crítica sem muito critério), as eleições municipais deste ano tendem a ser mais virtuais que as anteriores por causa da pandemia da covid-19. A escolha dos futuros prefeitos e vereadores terá na internet um meio estratégico para partidos e políticos chegarem até aos eleitores. Em reuniões, presidentes dos principais partidos indicam que as legendas estão muito propensas a partir para o corpo a corpo virtual.

Mas, o que parece uma solução pode ser um “tiro no pé”. Será que candidatos e equipes de campanha estão preparados para enfrentar o desafio das mídias sociais?

Por enquanto, as legendas estão usando as redes sociais no intuito de orientação aos candidatos. Vários partidos estão utilizando plataformas para reuniões virtuais como a zoom para cursos e orientações, evitando assim o contágio pelo coronavírus. Há casos em que o partido cogita criar uma estrutura própria e profissional para a atuação nas redes sociais durante a campanha eleitoral, que começa efetivamente depois das escolhas dos candidatos nas convenções, mas no momento avalia que esteja sendo viável a utilização dos Institutos ligados à própria legenda, que são órgão de formação política, que ao longo do ano promovem eventos, seminários e cursos aos seus filiados, muitos agora na condição de pré-candidatos.

“Já foram realizadas palestras sobre legislação eleitoral, comunicação política, marketing político e mídias digitais”, disse um dirigente no Pará consultado pela reportagem. Ele considera a internet como uma aliada para divulgação de nomes e ideia. Enfatizando, ainda, que é importante que as regras sejam claras para evitar ataques injustos por meio de fake news.

Com a pandemia, muitos partidos não imaginam ao certo como vai ser esta eleição. “Embora tenhamos as mídias sociais, a maioria tem dificuldade

de acesso e a internet também é ruim”, destacou a fonte da reportagem. “Os partidos estão muito preocupados com a questão da legalidade para nortear suas ações”, acrescentou.

“Pretendemos nos estruturar com uma área específica para divulgação das atividades políticas nas redes sociais, rigorosamente dentro da legislação”, disse o dirigente, sem entrar em maiores detalhes para não entregar a sua estratégia aos adversários.

Pré-candiatos e correligionários estão conectados diretamente com o diretório estadual, que, em alguns casos, criaram um grupo de WhatsApp com todos os presidentes de partidos do Estado, revelou a fonte.

“Consideramos importantíssima essas informações, pois também temos o nosso grupo local de WhatsApp, onde nos relacionamos com os pré-candidatos a vereador, justamente repassando essas informações recebidas, bem como, acontecimentos políticos que consideramos importantes para o grupo e para a cidade”, destacou a fonte.

Intensificado

O uso da internet será intensificado na campanha, dentro dos limites da lei. “Hoje já utilizamos para divulgar ideias e nossos projetos”, afirmou o dirigente ouvido pela reportagem. “Nesta fase de organização das candidaturas, a internet já tem sido uma grande aliada”, garante. O dirigente ouvido projeta o uso intenso da ferramenta também durante a campanha. “Hoje já temos tido reuniões locais, estaduais e nacionais por meio de videoconferência. Conseguimos, assim, criar um sistema de formação política e de mobilização que respeitam as regras do isolamento social”, disse ele. “Também é importante que as regras de uso das redes sociais sejam claras para que a democracia seja exercida sem excessos e percalços”, concluiu.

Por: Val-André Mutran

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