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ECONOMIA

Comércio animado com a liberação dos saques do FGTS

foto: Gabriel Pinheiro/Esp. CB/D.A Press)/ Correio Braziliense

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Comércio animado com a liberação dos saques do FGTS

Comerciantes estão otimistas em relação ao saque adicional dos recursos do FGTS, que começará antes do Natal. A empresária Amanda de Oliveira Souza, de 28 anos, que trabalha com artigos religiosos, espera que a liberação dos recursos estimule as vendas. “O comércio está bem parado nesses últimos tempos”, lamentou. Ela afirma que, normalmente, as vendas no fim do ano são melhores do que em outras épocas, porém, mesmo estando às vésperas das festas de fim de ano, as coisas não estão indo muito bem.

“Não está sendo tão bom quanto era antigamente. A última vez que eu me lembro de que o comércio estava melhor foi há cerca de dois anos”, disse. Porém a empresária permanece confiante de que o dinheiro extra no bolso dos brasileiros faça alguma diferença nas vendas de sua loja. “Estou otimista, mesmo sabendo que, normalmente, as pessoas usam esse dinheiro para pagar contas e quitar dívidas”, conta Amanda.

Esse é o caso da auxiliar de limpeza Maria dos Santos Vaz, 45, que, em julho, já sacou R$ 500 do FGTS e agora vai usar a outra parte para pagar contas atrasadas. “Se eu não tivesse essas dívidas, não tiraria o dinheiro da minha conta. Algumas pessoas estão sacando e usando o dinheiro para fazer besteira, vou deixar o meu lá para quando eu realmente precisar“, disse.

Maria dos Santos acredita que falta informação para a população sobre de onde vem o dinheiro que está recebendo e como usá-lo da forma correta. “Acabam sempre sacando da conta e usando de qualquer jeito, sem mais nem menos, e sem saber exatamente por que a pessoa está recebendo aquilo”, queixa-se.

Valmir Pereira, 48, gerente de uma loja de churros na Rodoviária do Plano Piloto, contou que ficou sabendo recentemente sobre o novo saque do FGTS. “Geralmente, em todas as áreas do comércio, o movimento aumenta um pouco, e as vendas também. Aqui na loja aumenta entre 15% a 20%, e temos agora a perspectiva de um aumento ainda maior por causa disso”, avaliou.

raziValmir disse que, pelo fato de as pessoas circularem bastante na Rodoviária nesta época do ano à procura de presentes para os parentes, a loja em que trabalha aproveita muito o movimento. “A gente sempre tem que ser otimista, todo mundo que mexe com vendas tem essa esperança sempre, já é da natureza essa perspectiva”, considerou.

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ECONOMIA

Juro médio do rotativo do cartão sobe e fecha 2019 em 318,9% ao ano

Em comparação com os 285,4% registrados em 2018, taxa subiu 33,5 pontos porcentuais, informou nesta quarta-feira o Banco Central

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Foto: Reprodução / Fonte: Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 33,5 pontos porcentuais em 2019, informou nesta quarta-feira (29) o Banco Central. Com isso, a taxa atingiu 318,9% ao ano. No fim de 2018, ela estava em 285,4% ao ano. Apenas em dezembro, houve avanço de 0,6 pontos porcentuais ante novembro.

O juro do rotativo é uma das taxas mais elevadas entre as avaliadas pelo BC. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular atingiu 287,1% ao ano no fim de 2019. No encerramento de 2018, estava em 268,0% ao ano. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.

Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular fechou 2019 em 339,6% ao ano. Em 2018, estava em 297,7% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou para 176,0% ao ano no fim de 2019. Um ano antes, estava em 158,9% ao ano.

Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou ficou em 65,9% no fim de 2019, ante 56,9% no encerramento de 2018.

Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos.

A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

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AGRONEGÓCIO

A avicultura industrial brasileira produz proteína de alto valor biológico para consumo interno e exportação

O grande progresso técnico e do modelo integrado estão possibilitando a produção de carne de frango da melhor qualidade e a baixo preço para o consumidor.

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O consumo de carne de frango, importante base da alimentação brasileira, corresponde a 42 kg/habitante/ano, conforme dados da Embrapa Aves e Suínos, 2018, superando os 15,9 kg/habitante/ano para suínos, 9,50 kg/habitante/ano para peixes e equiparando ao da carne bovina com os mesmos valores segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne – Abiec.

Produção

De acordo ainda com a Embrapa, no ano de 2018 foram produzidas 12,9 milhões de toneladas de carne de aves, com 4,10 milhões exportadas e 8,8 milhões de consumo interno. Estes valores representam em torno de 5 bilhões de cabeças abatidas no período. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento registram que no ano de 2019 o valor bruto de produção de frango no Brasil foi de R$ 65.362.378.822,00 representando 10% da soma da produção agrícola e pecuária brasileira naquele ano.

Preço baixo com qualidade alta

Esta preferência pela carne de frango se deve inicialmente ao baixo preço complementado por alguns fatores e dentre eles está a condição de facilidade no preparo culinário, uma vez que, devido à pouca idade do animal ao abate, 42 dias, a carne apresenta-se bastante tenra e suculenta requerendo assim menor tempo para cozimento, com consequente rapidez na elaboração de uma refeição havendo inclusive, pratos já prontos ou pré-prontos a disposição do consumidor e sob as mais diversas formas de apresentações.

Outro fator a considerar é o baixo teor de gordura de alguns cortes. O tecido adiposo, gordura, do frango ao contrário de outros animais não está uniformemente distribuído em toda a sua estrutura anatômica, concentrando-se principalmente no tecido celular subcutâneo, em baixo da pele e no interior da cavidade abdominal, que são facilmente removíveis se o consumidor assim o desejar. A pele do frango chega a representar 15% da gordura corporal do animal, daí o hábito de muitas pessoas, algumas mesmo sem conhecer a razão, preferirem retirar a pele durante o preparo. Um filé de peito sem pele chega a ter menos de 1% de gordura, sendo muito apreciado em dietas com restrição a este componente.

Por outro lado, como a gordura interfere diretamente no sabor das carnes, o filé de peito sem a pele, perde muito desta propriedade sensorial, que fica restrita ao tempero culinário que lhe é adicionado durante o preparo.

Atualmente é comum a comercialização da carne de frango em cortes com ou sem osso, fator que além do aspecto comercial, por agregar valor para o estabelecimento produtor, propicia com que um maior número de consumidores tenha acesso a este alimento, quer seja por razões econômicas ao comprar porções de menor custo comercial em atendimento a sua disponibilidade financeira, quer por razões de preferência por cortes mais nobres, consequentemente de maior valor agregado.

Por outro lado, praticamente para todos os produtos derivados das carnes bovina e suína existe o similar elaborado a partir da carne de frango, quer sejam os embutidos, linguiças, salsichas e mortadelas por exemplo, os defumados, os não embutidos, hambúrguer, almondega e até presunto, este feito com carne de peru o que tradicionalmente seria uma alteração tecnológica, uma vez que por presunto entende-se aquele que tem como matéria prima a carne suína.

frango

Evolução fantástica

Esta condição de qualidade e diversidade de produtos se deve a fantástica evolução da avicultura nacional, fruto do esforço e do investimento das empresas tanto de criação das aves quanto de abate e industrialização, capitaneado pela pesquisa cientifica, trazendo o desenvolvimento genético de linhagens com aptidão especifica para corte, métodos de criação e manejo avançados copiados por vários países e desenvolvimento de rações ultra balanceadas e específicas, que fizeram com que em pouco mais de 30 anos, entre as década de 1970 e 2000, estas aves que eram abatidas aos 60 dias com peso vivo ao redor de 2,500kg, passassem para 42 dias com o mesmo peso, representando considerável diminuição nos custos de produção e em consequência no preço final do produto.

Esta evolução permitiu a obtenção de proteína animal nobre, de alto valor nutritivo e a custo baixo, a partir de uma alimentação a base de proteína vegetal, soja e carboidrato, milho.

É importante assinalar que ao contrário da crendice popular, na criação de frango ou de qualquer outra ave seja, para corte ou postura, em nenhum momento é utilizada a adição de anabolizantes (hormônios), quer através da ração quer injetado e por dois motivos facilmente explicáveis. O primeiro é porque o uso de hormônio para engorda de animais no Brasil está oficialmente proibido há muitos anos, sendo a última legislação datada de 2004 e o segundo é que a utilização de anabolizante somente acarretaria custo para o criador, uma vez que, como o animal é abatido muito jovem, em torno de 42 dias, não haveria tempo para a sua metabolização com o consequente aumento de peso para o animal, não revertendo assim em ganho financeiro para o criador.

Há de se considerar que em avicultura de corte o lucro por unidade é praticamente irrisório, tornando-se representativo em função do volume produzido que pode chegar a 12, 14 ou mesmo 18 cabeças por metro quadrado de área de galpão de criação, dependendo condições técnicas e climáticas, representando milhares de frangos por lote.

Sistema integrado

No Brasil como os frigoríficos dependem da matéria prima, frango vivo, para manterem sua produção regular destinada ao mercado interno e a exportação e para que não haja interrupção neste fluxo é adotado o chamado sistema integrado de produção no qual ao avicultor que dispõem da estrutura física dos galpões de criação e da mão de obra necessária, o frigorifico fornece toda a estrutura para a produção, pintinhos, ração, acompanhamento veterinário para os controles sanitários e orientação sobre os cuidados no manejo. Este sistema permite ao criador ter um mercado assegurado para o seu produto final, frango vivo e ao frigorifico, manter um fluxo de produção compatível com a sua capacidade, sem estar sujeito a períodos de safra e de variação de oferta de sua matéria prima.

Certificação sanitária

Como o mercado internacional é extremamente competitivo e o Brasil ocupa o primeiro lugar nas exportações, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento através da Instrução Normativa nº 21, de 21 de outubro de 2014, estabeleceu normas técnicas de Certificação Sanitária da Compartimentação da Cadeia Produtiva Avícola, de forma a oferecer garantias adicionais de biossegurança que minimizem o risco de introdução e disseminação de doenças como a influenza aviária (gripe do frango), que também acomete o homem e doença de newcastle, mesmo em momentos de emergências sanitárias.

Este conceito de Compartimentação instituído pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) é usado para certificar um plantel com status sanitário diferenciado para uma ou mais doenças específicas, baseado em procedimentos de biossegurança que favoreçam o controle de doenças e o comércio internacional, levando a um maior grau de segurança para o consumidor.

gripe aviária

É um sistema no qual toda a cadeia de produção, das matrizes aos frangos, incluindo as estruturas a ela relacionada e até ao frigorifico que os vai processar, desenvolve-se de forma fechada e integrada como garantia aos países importadores e ao mercado interno, sobre o risco insignificante para as importações de produtos avícolas brasileiros de regiões controladas.

Um primeiro frigorífico brasileiro a alcançar este status internacional, foi certificado no final do ano de 2019 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, instituição brasileira responsável por conceder esta chancela reconhecida internacionalmente.

Muito se questiona sobre se a qualidade dos produtos a serem exportados se diferenciam daqueles postos à disposição do consumidor interno. No caso dos produtos de origem animal pode-se assegurar que no geral não há esta diferenciação, pois, muitos frigoríficos que produzem para exportação o fazem também para mercado interno, podendo sim, haver algum detalhe de maior sofisticação nos aspectos tecnológicos de abate e industrialização a critério do país importador, mantendo, entretanto, os mesmos padrões sanitários para os dois tipos de mercado.

Quanto ao parque industrial de abate e produção de produtos de frango, o Brasil desponta na vanguarda da sofisticação e do desenvolvimento tecnológico, com alguns frigoríficos chegando a abater 400.000 aves por dia, em sistema com várias fases automatizadas, com acompanhamento higiênico, sanitário e tecnológico eficiente, não somente pela equipe de controle de qualidade da empresa, como também pelos órgãos oficiais de fiscalização.

Os maiores exportadores

Esta fantástica e cada vez mais tecnicamente avançada indústria de produção de carne de frango do Brasil, representando a segunda maior produtora mundial e a maior exportadora reunindo, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mais de 3,5 milhões de trabalhadores entre produtores, funcionários de empresas e profissionais vinculados direta e indiretamente ao setor com 350 mil deles trabalhando diretamente nas plantas frigoríficas, com mais de 130 mil famílias proprietárias de pequenos aviários produzindo em sistema totalmente integrado, representa a força do agronegócio brasileiro para alimentar o mundo ávido por produtos de qualidade e menor preço.

Por: Carlos Alberto Magioli – SNA

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ECONOMIA

Brasileiro paga mais de R$ 700 por ano para ter conta e cartão

Pesquisa mostra os valores gastos com serviços bancários e que muitos clientes pagam sem conhecer os pacotes e benefícios oferecidos

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Foto: Reprodução / Fonte: R7

O gasto para manter a conta corrente e o cartão de crédito pode passar de R$ 700 por ano. Um levantamento feito pelo aplicativo de gestão financeira e curadoria de produtos Guiabolso mostrou o valor médio que o brasileiro desembolsou em 2019 pelos serviços bancários.

A pesquisa analisou os ganhos e gastos de 151.942 usuários de todas as regiões do país. Só para manutenção da conta e do cartão o valor chegou a R$ 715,36.  

“O levantamento mostra que as pessoas pagam um valor alto, muitas vezes sem saber o porquê, sem ter informação ou conhecer o pacote, deixando de utilizar os benefícios”, afirma o diretor de produto e tecnologia do Guiabolso, Julio Duram

“O ideal é analisar o produto bancário, levando em conta a frequência com que se usa cada serviço e os seus benefícios. Às vezes, a pessoa paga, mas é recompensada com outras vantagens como cash back, pontos ou milhas de viagem”, diz Duram. “Em todo caso, é importante sempre avaliar as opções, inclusive as oferecidas por fintechs e bancos digitais, que costumam ser mais baratas”, recomenda.

Os gatos

Em média, as pessoas pagaram R$ 375,97 para manter a conta corrente ativa em 2019, o que dá um valor mensal de pouco mais de R$ 31. 

O estudo também constatou que no caso dos extratos bancários o valor médio anual que saiu do bolso dos pesquisados foi de pouco mais de R$ 6. Neste caso, a pessoa pode ter pagado pelo extrato bancário por ter ultrapassado o limite permitido no pacote bancário ou mesmo por usar uma conta essencial gratuita, que permite apenas dois extratos sem cobrança por mês.

Já com a anuidade do cartão de crédito, a despesa média dos usuários ficou em R$ 339,34 por ano.

A soma geral das cinco variáveis incluídas na pesquisa revela um total de R$ 34 milhões gastos em tarifas bancárias pelas mais de 150 mil pessoas pesquisas.

Arte/R7

Para economizar

O diretor do Guiabolso ainda destaca a economia que pode ser conseguida ao deixar de pagar mensalmente pela manutenção da conta e cartão de crédito. “Só nesses dois serviços, já seriam R$ 715, um valor considerável. As pessoas ficam felizes quando saem notícias do saque do FGTs, por exemplo, mas sempre vale lembrar que elas podem ‘ganhar’ dinheiro fazendo algumas trocas”, afirma.

A orientação de Duram é conhecer o que cada pacote oferece, analisar o que a pessoa precisa ou que vai usar de cada serviço, e avaliar outras opções do banco e do mercado. O mesmo vale para o cartão de crédito. “O cliente paga anuidade para ter o serviço e não utiliza. É importante analisar os benefícios oferecidos”, conclui.

Por: Ana Vinhas

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