Conecte-se Conosco

ELEIÇÕES 2020

Eguchi promete combate à corrupção e negociata na PMB

Foto: Reprodução / Fonte: A Província do Pará

Publicado

em

O combate ferrenho à corrupção, ao “toma lá, da cá”, o enxugamento da máquina, do cabide de emprego político e a contratação de pessoas técnicas para exercerem as funções com competência em seus devidos lugares são as fórmulas e a base da candidatura do delegado da Polícia Federal Everaldo Eguchi para a Prefeitura Municipal de Belém, pelo Patriota, ao lado do sargento da Polícia Militar e pastor evangélico Edemberg Quemer da Costa Mota, como vice. Trata-se de uma candidatura sem coligação, única e que seguirá a linha do presidente Jair Bolsonaro para captar recursos sem interferência de políticos corruptos.

Everaldo Eguchi concedeu entrevista exclusiva para A Província do Pará, em que norteou como pretende fazer sua caminhada à Prefeitura de Belém. Incialmente, falou que sua candidatura parte da revolta da população de Belém com os chamados políticos profissionais, que já começam a corrupção a partir da compra de votos, “onde começa toda a desconstrução do que é prometido”. “É claro que eu não vou resolver todos os problemas da cidade em um mês de governo nem seria leviano de prometer que vou conseguir fazer coisas do outro mundo, mas acredito que se fizermos um governo da periferia, onde estão as camadas mais pobres da sociedade, para o centro, teremos pessoas mais felizes, porque estas terão sua dignidade resgatada com saneamento, saúde, educação, transportes, mobilidade urbana e infraestrutura”.

Everaldo Eguchi reforça que a corrução destrói todos os projetos e deixa a população revoltada e envergonhada, “não digo somente de Belém, mas de todo o Estado. A corrupção nos envergonha e não merecemos isso”.

Assim, o combate à corrução e à politicagem será um norte num eventual governo Everaldo Eguchi. “Eu sou policial federal e minha missão é combater a corrupção na base, porque é ela que impede o avanço das metas de desenvolvimento, das metas de tratamento que a sociedade verdadeiramente merece. Combater a corrução na base é o começo de tudo; não que isso seja apenas o que vou fazer, pois tenho um longo programa de governo abrangendo todas as áreas. Mas eu quero entrar na política para fazer as coisas certas, sem a politicagem. Esta tem de ser erradicada com suas negociatas desde os bastidores. Por isso que eu digo que os técnicos é que terão de trabalhar em suas áreas afins, enquanto eu e pessoas sérias estaremos trabalhando para evitar que a chantagem política, o toma lá dá cá continuem. O prefeito tem uma missão política e os secretários têm uma missão técnica. É isso!”

BRT

Everaldo Eguchi explica que manterá em seu governo tudo o que os governos que o antecederam fizeram e que funcionaram ou funcionam efetivamente em benefício da cidade e de sua população. A questão do BRT, por exemplo, é um caso sério. Ele entende que o sistema foi organizado em sua infraestrutura, porém, não tem como funcionar a contento por falta de seu efetivo monitoramento. “É como se a gente montasse um computador e não tivesse HD. O BRT foi criado para ser ágil, para dar mobilidade na cidade e isso não ocorre, porque não está concluído, ou seja, o sistema operacional não foi adquirido, não foi implantado. É por isso que a coisa não anda há oito anos”.

Sobre infraestrutura, Everaldo Eguchi reforça a necessidade de a capital paraense ter mais elevados para que haja fluência no trânsito; elevados nos pontos de estrangulamento. Projetos já foram apresentados, “mas não sei por que não foram executados. Eu pretendo que uma equipe técnica faça os estudos e me mostre onde há necessidade de novos elevados e estes serão construídos, vão sair do papel”.

LIXO

De acordo com o candidato do Patriota, muitos pensam que a questão do lixo é uma bomba prestes a explodir. Ele, por sua vez, não entende assim; entende que os políticos querem fazer a população acreditar que se trata de uma questão financeira, um problema grave, quando, na verdade, “trata-se de uma situação simples que precisa de gerenciamento. Nas grandes metrópoles do mundo o lixo gera riqueza e aqui em Belém, pobreza. É lógico que a gente precisa dialogar com as prefeituras da zona metropolitana, como Ananindeua, Marituba, Santa Izabel do Pará, Benevides e Santa Bárbara. Só que essas prefeituras, atualmente, tentam solucionar, sozinhas, a situação. A situação tem de ser resolvida unilateralmente a fim de que todos tenham lucros e não prejuízos. Eu reforço para a necessidade de se aproveitar esse filão de riqueza; já tem empresa querendo comprar o chorume que aqui é desperdiçado, para transformar em gás e gerar energia”. Eguchi diz que “aqui, na questão do lixo, se paga milhões, quando se deveria receber milhões pelo lixo”, porém, entende que o caos decorre dos “interesses da politicagem e dos empresários do setor. São eles que fazem todo esse terrorismo. O chorume vira gás e energia, o lixo pode ser transformado em material de construção, em adubos; tem a questão das cooperativas que podem também lucrar. Precisamos tirar lucros do lixo e não o descartar e fazer dele uma válvula de escape e de prejuízos financeiros”.

Para Everaldo Eguchi, a partir do momento em que houver a união entre a sociedade, os políticos, os empresários, os grandes projetos vão sair papel. Ele diz desconhecer que a prefeitura tenha, em alguma ocasião, conclamado a sociedade e o empresariado para sentarem e, juntos traçarem metas para resolver os problemas de Belém.

EDUCAÇÃO

Eguchi defende a criação de escolas em tempo integral e a construção de creches. Ele já começou a caminhar na periferia e diz que é unânime a opinião das pessoas em relação a falta de creches. Os pais, diz ele, até que conseguem emprego, porém esbarram na falta de onde deixarem seus filhos. “A construção de creches, a implantação de escolas em horário integral são uma meta. Será um choque de gestão no governo de Everaldo Eguchi”.

Conforme o candidato, o orçamento da Prefeitura de Belém está em torno de 3,2 bilhões de reais, mas esse dinheiro está todo engessado na estrutura administrativa com toda a situação de politicagem, do toma lá, dá cá; sobram apenas 5% para que o prefeito efetivamente possa trabalhar. É por isso que eu digo que temos de combater a corrupção. Temos que fazer com que esse dinheiro gasto com a corrupção, com negociatas envolvendo políticos e empresários volte para os cofres públicos. Por que o presidente Jair Bolsonaro pôde pagar o auxílio para a população nesses meses de pandemia? Porque ele combateu a corrupção, ele acabou com essa politicagem, com essas negociatas. Nós temos de fazer isso aqui em Belém para que possamos, realmente, partir para grandes investimentos a favor da população, não apenas na questão da educação, mas também do saneamento básico, que gera saúde, e no funcionamento com qualidade, dos postos de saúde, das unidades de pequena, média e grande complexidade 24 horas por dia com médicos nas suas mais variadas áreas”.
“Não vai ter dinheiro para resolver todos os problemas, mas vai ter recursos para resolver muitos problemas da cidade; vai ter muito mais dinheiro do que existe hoje porque não aceitaremos negociatas”.

Copyright © 2018. A Província do Pará Todos Direitos Reservados . Desenvolvido por Ideia Virtual