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MUNDO

EUA e China assinam acordo comercial

Por Gustavo Ferreira, Valor Investe

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Trump diz que os dois países já trabalham numa segunda fase de acordo, cuja intenção é acabar de vez com as barreiras comerciais entre os dois países

Os governos de Estados Unidos e Chinam assinaram nesta quarta-feira (15), finalmente, um acordo parcial de paz na guerra comercial, travada desde 2018 na base da troca de tarifas. De lá para cá, com as duas maiores economias do mundo impondo mutuamente travas ao comércio, o mercado financeiro tem sofrido de forte volatilidade e a economia mundial de desaceleração.

“Este é um momento histórico”, disse o presidente americano Donald Trump, na Casa Branca, em cerimônia ao lado do vice-primeiro-ministro da China, Liu He.

Ele agradeceu também ao presidente da China, Xi Jinping, que não está presente. “Estamos muito orgulhosos dos esforços, muitos acharam que este acordo era impossível”, disse. De acordo com ele, a China entende que é preciso haver reciprocidade na relação comercial.

Em linhas gerais, o acordo consiste na redução de parte de taxas impostas há mais de um ano e meio pela Casa Branca contra a importação de produtos fabricados chineses. Em contrapartida, a China se comprometeria a retomar a compra de volumes substanciais de produtos americanos, além de rever políticas de transferência forçada de tecnologia.

Trump diz que os dois países já trabalham numa segunda fase de acordo, cuja intenção é acabar de vez com as barreiras comerciais entre os dois países. Em 31 de dezembro, quando avisou que a assinatura aconteceria nesta quarta, ele avisou que se preparava para viajar a Pequim com esse intuito.

Este começo de solução para o conflito entre Estados Unidos e China tem sido aguardada desde outubro, quando Trump e He anunciaram um consenso, diretamente da Casa Branca, como agora, e prometeram uma assinatura para novembro. Ela não veio naquele mês, e os dois países vieram a público, em dezembro, para anunciar a chegada de um novo acerto, prometendo que seria sacramentado neste 1º de janeiro.

No Brasil, o Ibovespa, principal índice de ações da B3, reage desacelerando a queda apresentada até antes do início da cerimônia de assinatura. Após cair mais de 1% até perto das 13h30, o índice recuava 0,81% às 14h18, indo aos 116.680 pontos.

Entre as ações do Ibovespa, os bancos, que respondem por 25% do índice e são normalmente usados pelos investidor estrangeiro para ajustar sua exposição ao Brasil, caem com força desde cedo. No momento, os papéis do Banco do Brasil são os mais penalizados, caindo 1,83%. Em momentos de incerteza mundial, a aversão à renda variável dos emergentes, já considerados mais arriscados em instantes de calmaria, tende a subir.

Essas ações também contam com pressão interna forte no começo deste ano, diante de mais concorrência. Nesta quarta, caem também em reação a uma série de medidas do governo para facilitar o pagamento de contas em bancos digitais.

Em Nova York, os índices de bolsa, que operavam levemente no azul desde a abertura, passaram a ganhar mais fôlego. Entre os principais índices, Dow Jones sobe 0,57%, aos 29.103 pontos; S&P 500, 0,37%, aos 3.295 pontos; e Nasdaq, 0,44%, aos 9.291 pontos.

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