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EUA: fã de Breaking Bad, professor é preso por fabricar drogas em faculdade

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Fonte/Foto: UOL

Dois professores de química foram presos em Arkansas, nos Estados Unidos, na última sexta-feira, suspeitos de vender metanfetamina a estudantes. O caso vem sendo chamado de “Breaking Bad da vida real”, em alusão à série onde o professor Walter White muda de vida vendendo drogas.

Terry David Bateman, de 45 anos, e Bradley Allen Rowland, de 40, foram acusados de usar o laboratório de química da na Henderson State University, onde eram professores associados, para fabricar a droga.

Segundo a Sky News, os dois foram descobertos após um funcionário da universidade reclamar de um forte odor que vinha do laboratório de ciências. O local foi fechado no dia 8 de outubro e uma empresa foi chamada para inspecionar, limpar e ventilar o local. O prédio foi reaberto no dia 29 do mês passado.

Testes de laboratório feitos para determinar a causa do odor encontraram traços de cloreto de benzila no local, um produto químico que pode ser usado, entre outros, para sintetizar a metanfetamina. Apurações levaram aos dois professores.

O caso ainda está sendo investigado. Se forem considerados culpados, os dois podem pegar uma pena de 20 anos de prisão.

Uma porta-voz da universidade disse que Bateman e Rowland estavam em licença-administrativa desde o dia 11 de outubro — três dias depois da polícia começar a investigar o odor no centro de ciências do campus.

Segundo o site Deadline, o professor Rowland já foi chamado de “Henderson’s Heisenberg” pelo jornal da universidade, uma referência ao apelido de White na série. Em uma entrevista à publicação, ele disse que era fã da série por ela ter feito “alunos se interessarem por química”.

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Cientista chinês que editou DNA de gêmeas pode ter causado mutações indesejadas

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Fonte/Foto: Superinteressante (Martin Steinthaler/Getty Images)

Documento inédito vazado pelo MIT revela que uso não autorizado da técnica Crispr para imunizar bebês contra HIV em novembro de 2018 pode ter gerado efeitos colaterais em outras partes do genoma das crianças.

Em novembro de 2018, o chinês He Jiankui anunciou em vídeo no YouTube o nascimento de duas gêmeas cujo DNA ele havia editado por meio da técnica Crispr. O objetivo do cientista era excluir um trechinho do gene CCR5 para transformá-lo em uma variante batizada de Delta 32. Tal variante torna as bebês imunes ao HIV. Sabe-se que o Delta 32 ocorre naturalmente em menos de 1% da população europeia, e que essas pessoas são resistentes ao vírus da aids.

Apesar das boas intenções – a ideia era evitar que o pai, que tem o vírus, o transmitisse às filhas –, essa foi uma infração ética grave, recebida com indignação pela comunidade científica internacional. O Crispr é uma tecnologia incipiente. Ainda falha em testes com cobaias animais, e não está nem próxima de ser aprovada para uso clínico em bebês humanos.PUBLICIDADE

Há o risco de que, ao mirar em um gene, Jiankui tenha modificado outros acidentalmente. Uma única alteração na sequência de DNA de um gene pode desencadear uma série de problemas, alguns indetectáveis – como síndromes congênitas que se manifestam só na adolescência ou na vida adulta.

Nesta semana, por meio de uma fonte anônima, a revista Technology Review do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) acessou o artigo científico que relata o procedimento. O documento ainda não havia sido publicado em nenhum lugar. As informações contidas ali permitem avaliar se o procedimento foi realizado corretamente e se as gêmeas estão em risco.Veja também

A resposta é sim. Quatro profissionais consultados pelo MIT – especialistas em edição de genes, embriologia, inseminação artificial e direito – concordaram que a intervenção foi realizada aos trancos e barrancos. “A afirmação de que eles reproduziram a variante no gene CCR5 é uma interpretação completamente errada dos dados e só pode ser descrita como uma mentira deliberada”, afirmou Fyodor Urnov, da Universidade da Califórnia em Berkeley. “O que o artigo mostra é que a equipe não conseguiu reproduzir a variante.”

O sistema Crispr evoluiu por seleção natural nas bactérias como um mecanismo de defesa contra parasitas. Ele é capaz de detectar um trechinho de DNA específico, pertencente a um vírus, e então usar uma proteína chamada Cas9 para cortar o tal trechinho como uma tesoura. Assim, o micróbio picota o vírus e escapa da infecção (um esclarecimento: não são só humanos que ficam doentes por causa de vírus. As próprias bactérias são vítimas deles). 

Os geneticistas aprendem a manipular esse mecanismo para usá-lo a nosso favor. No caso das gêmeas, a ideia é ensinar o Crispr a detectar o trechinho do gene CCR5 que está presente na maior parte da população e cortá-lo fora para transformá-lo na variante Delta 32, resistente ao HIV.

Na teoria, é lindo. Na prática, o potencial para erros é imenso. O problema é que o Crispr pode acabar encontrando e fatiando outros pedaços de DNA que não tem nada a ver com a história – simplesmente porque o código desses genes inocentes é parecido com o código do gene que é alvo do procedimento. Sem verificar individualmente cada célula do embrião antes de implantá-lo no útero da mãe, é impossível saber se ocorreu um acidente desse tipo.

Pessoas com aids sofrem muito preconceito na China e não tem acesso a inseminação artificial. Se um casal infértil com HIV quer ter um filho, é improvável que uma clínica aceite realizar o procedimento. Assim, é provável que o casal tenha aceitado participar do experimento antiético apenas para ter a oportunidade de ter um bebê. Os óvulos foram fertilizados in vitro e a intervenção com Crispr foi realizada antes dos embriões serem postos na barriga da mãe.

O fato de que o casal que aceitou participar do experimento provavelmente o fez por estar em uma situação desesperada piora a gravidade das acusações contra os autores do estudo. Felizmente, as bebês já fizeram um ano de idade sem nenhuma complicação aparente.

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Uber registra 235 denúncias de estupro em 2018 nos EUA

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Foto: Reprodução / Fonte: *Com informações da Agência EFE

A Uber revelou nesta quinta-feira (5) que, entre janeiro e dezembro de 2018, recebeu 235 denúncias de pessoas que afirmam ter sido estupradas enquanto realizavam uma viagem por meio do aplicativo nos Estados Unidos.

Os dados constam no Informe sobre a Segurança do Uber no país, publicado nesta sexta-feira pela empresa. O documento oferece informações, reunidas entre 2017 e 2018, sobre abusos sexuais, homicídios e acidentes de trânsito com vítimas ocorridos em veículos a serviço da plataforma.

O número de estupros cresceu ligeiramente em relação a 2017, quando a Uber registrou 229 casos. No entanto, dentro do universo de 1,3 bilhão de viagens realizadas, isso representa um incidente em cada 5 milhões de transportes feitos pela companhia.

Os usuários da Uber denunciaram no ano passado cerca de 3 mil situações de abuso sexual. O número engloba, além dos casos de estupro, situações de beijos e toques não consentidos em partes íntimas.

A empresa disse que os denunciantes podem ser usuários da plataforma que foram vítimas dos motoristas ou vice-versa. Há também nos registros casos em que passageiros foram vítimas de outras pessoas com quem compartilhavam as viagens.

Segundo a Uber, 54% dos acusados de abuso sexual são motoristas e 45% são passageiros. Apenas 1% das denúncias corresponde a casos em que o autor da violação seria uma terceira pessoa.

O relatório também informa que nove pessoas foram assassinadas a bordo de um veículo a serviço da plataforma em 2018, uma a menos do que as dez vítimas registradas em 2017.

Além disso, 58 pessoas morreram durante viagens feitas pela empresa no ano passado.

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Bolívia terá novas eleições entre março e abril de 2020

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Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress

A chanceler do governo interino da Bolívia, Karen Longaric, disse que a nova eleição presidencial deve ocorrer entre março e abril e que será “a eleição mais livre que já houve na Bolívia”. A convocação de um novo pleito está sendo prometida desde que a senadora Jeanine Añez se autoproclamou presidente interina, em 12 de novembro, ocupando o vácuo de poder deixado após a renúncia de Evo Morales, de seu vice e dos presidentes do Senado e da Câmara.

As eleições de 20 de outubro foram marcadas por idas e vindas e acusação de fraude, e um relatório divulgado na quarta-feira (4) pela OEA (Organização dos Estados Americanos) concluiu que houve “ações deliberadas para manipular os resultados”, incluindo alteração e queima de atas de votação e falsificação de assinaturas.

Segundo Longaric, os membros do MAS (Movimento para o Socialismo), partido de Evo, estão colaborando com a transição e querem participar do processo eleitoral.

– Desta vez [eles querem participar] com uma diretoria renovada, diferente daquela que causou tantos danos às nossas instituições – disse.

Quando perguntada sobre o fato de a renúncia de Evo não ter sido aprovada pela Assembleia Legislativa, ela respondeu que a renúncia do ex-presidente era irreversível.

– [Evo Morales] abandonou o país, abandonou suas funções e pediu refúgio em outro país, ou seja, deu provas suficientes de que sua renúncia era irreversível – declarou.

Longaric disse que o Brasil é um dos países que mais têm apoiado o governo interino de Jeanine Añez, e que também têm sido importante o suporte da União Europeia, dos EUA e da própria OEA.

Sobre a violência que tomou as ruas e já deixou pelo menos 33 mortos e centenas de feridos em protestos e enfrentamentos com a polícia, Longaric disse que “a tarefa inicial que este governo se impôs foi a de pacificar o país”.

– Os dias antes da mudança de governo e os seguintes foram muito difíceis, e o governo de Añez foi heroico, as dificuldades que enfrentou não tem antecedentes na história da Bolívia. Identificamos forças irregulares externas que estavam no país para desestabilizar o nosso governo – completou.

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