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Indígenas fizeram protesto por reforma de Casa de Apoio em Parauapebas

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Indígenas da aldeia Djudjê-Kô, uma das quatro do povo Xikrin, em Parauapebas, fizeram protesto pacífico na manhã de ontem (16), durante uma hora, em frente ao Fórum da cidade. Segundo o cacique Bep Krokti, eles reivindicam da Vale reforma e recuperação da Casa de Apoio, na Serra dos Carajás, onde ficam hospedados qual saem das aldeias para tratamento de saúde. Entretanto, de acordo com o cacique, a mineradora se propõe somente pintar o prédio.  

“A Vale tem o dever de fazer, mas nem as telhas querem trocar. Nós queremos a ampliação, porque as aldeias cresceram. Mas eles só querem pintar e colocar rede elétrica”, reclama Bep Krokti.

O prefeito de Parauapebas, Darci Lermen (MDB), esteve no local do protesto com o objetivo de intermediar um diálogo entre os indígenas, a Vale, a Justiça e o ICMbio. Ele conseguiu marcar uma reunião para a próxima segunda-feira (21) com todos os envolvidos.       

Lermen disse que há um convênio com a Vale já de muitos anos, para a manutenção da Casa de Apoio e a Vale quer apenas que eles saiam de lá e fiquem em outra casa, enquanto realiza a obra, mas, segundo prefeito, eles se recusam a desocupar o imóvel temporariamente.

“É importante esse diálogo, todo mundo quer o bem dos índios, estamos felizes com isso. São pessoas que moram aqui há muitos anos, muito antes de nós, por isso nós precisamos ter esse atendimento, esse carinho por eles, fazer isso tudo com amor”, contemporizou o prefeito de Parauapebas.

Na opinião de Darci Lermen, a Vale, certamente não vai se negar a atender as reivindicações dos indígenas. “Mas, é preciso que no momento de construir lá, eles venham para outra casa. Há uma resistência deles, mas por conta da saúde [na serra os indígenas estão mais próximos do Hospital Yutaka Takeda], mas, certamente eles vão aceitar isso, tivemos uma conversa muito boa”, afirmou Lermen.  

Segundo ele há um convênio de valor significativo com a Prefeitura de Parauapebas para custear as despesas dos indígenas e hoje a administração municipal está recuperando as estradas das aldeias e construindo 14 pontes. “Além disso temos para eles todos os programas sociais de saúde, educação, assistência e a limpeza urbana”, lembrou Lermen.

(Caetano Silva)

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Infarto é a doença do coração que mais mata em Parauapebas

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

As doenças cardiovasculares são os principais agentes de mortalidade no mundo e os números assustam. A estimativa é de que, até 2020, sejam a causa da morte de aproximadamente 25 milhões de pessoas, com o maior número de registros – 19 milhões – em países de baixa e média renda.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil as doenças do coração matam cerca de 300 mil pessoas ao ano, vítimas principalmente de acidente vascular cerebral (AVC), doença vascular periférica, infarto agudo do miocárdio e morte súbita. Doenças que podem ser prevenidas a partir de hábitos simples, como evitar o álcool e o tabaco, praticar alguma atividade física e ter uma alimentação saudável.

Em Parauapebas, o coeficiente de mortalidade por doenças do aparelho circulatório em 2018 foi de 86,75 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes. De 176 óbitos, 52,84% foram no sexo masculino. O infarto agudo do miocárdio apresentou a maior incidência de mortes com um total de 56 registros e taxa de 27,68 mortes a cada grupo de 100 mil pessoas.

Em uma série de três reportagens, o Blog do Zé Dudu informará a respeito deste mal silencioso que afeta, cada vez mais, pessoas jovens. Serão abordadas as causas e as formas de prevenção para se manter longe do susto de um infarto ou até mesmo da morte súbita em um infarto fulminante.

Na primeira reportagem, a entrevista foi com o renomado cardiologista Adilson Santana, que é mestre, doutor e pós-doutor em cirurgia cardiovascular. Ele informa sobre as características, heranças e cargas genéticas que podem provocar um infarto. Quem sofre, por exemplo, com problemas de hipertensão, diabetes ou obesidade mórbida corre mais risco de ter infarto.

“A genética está lá, marcando seu DNA, dando aquela força para que o indivíduo seja acometido com mais facilidade”, alerta o médico, que considera de grande importância as pessoas serem conscientes de que apresentam tendência a doenças do coração, para se manter longe dos fatores de risco, como a obesidade, o sedentarismo, a alimentação inadequada, hidratação insuficiente, alteração na qualidade do sono, níveis anormais de colesterol, triglicerídeos, ácido úrico ou glicose.

Para quem tem maior probabilidade de sofrer doenças cardiovasculares e deseja manter-se fora da zona de perigo, Adilson Santana recomenda evitar longos períodos de jejum assim como ambientes desagradáveis e estressantes, buscando, preferencialmente, ser feliz.

Origem do infarto – No conceito científico, como explica Adilson Santana, as doenças coronarianas são tipificadas como inflamatórias. Começa quando os vasos sanguíneos passam a conviver permanentemente com um processo de inflamação, que forma uma barreira e passa a comprometer o fluxo natural do sangue. A partir daí, coágulos vão se formando e crescendo até chegar ao ponto de obstruir completamente as artérias, impedindo a passagem do sangue.

“Feito isso, a artéria que está após esse coágulo deixa de receber oxigênio e glicose. O infarto nada mais é do que a morte de uma área do músculo cardíaco. Assim, morrendo parte do músculo, a bomba perde a capacidade de contrair de forma eficaz, o que impossibilita que chegue sangue e outros nutrientes ao cérebro e demais órgãos. E a pessoa, naturalmente, vai a óbito”, explica Adilson Santana.

Salvamento de emergência – Havendo tempo de o médico socorrer a vítima de infarto, o primeiro procedimento deve ser a abertura da artéria entupida através de angioplastia (intervenção cirúrgica), cateterismo ou com uso de substâncias que dissolvam o coágulo.

Com o avanço do conhecimento médico, Adilson Santana diz que atualmente já é possível fazer uma intervenção de quatro a seis horas de duração, com bom resultado.

Deficiência de atendimento na rede pública – Apesar do grande número de pessoas atingidas por doenças cardiovasculares, as unidades básicas de saúde são despreparadas para atender esses pacientes, aponta Adilson Santana, que vê isso com preocupação. “Não existe serviço de emergência para o coronariano, que é o paciente infartado. Sendo que apenas quando ele chega é que vão chamar o cardiologista. E isso não é serviço de emergência, é simulação”, atesta o médico.

Adilson Santana ressalta que em todas as cidades “civilizadas” as emergências funcionam conjugadas com neurologista intervencionista e o cardiologista intervencionista, que tem como papel identificar o caso e atuar para recanalizar o fluxo sanguíneo. Esse é o atendimento normal. No mais, diz o médico, é tentativa de resolver o problema dependendo da gradação do problema para se obter bom ou nenhum resultado.

Prevenção e mais esporte nas escolas – Além dos bons hábitos, fazer avaliação médica no mínimo uma vez por ano pode ser uma das formas de evitar que a doença avance. É que muita gente não sabe que tem doença cardiovascular e é surpreendido ao fazer os exames. Aí é hora de redobrar os cuidados com a saúde.

Se o indivíduo tiver histórico familiar prévio, a rotina médica deve começar a partir dos 30 anos de idade para verificar alterações que, corrigidas, previnem qualquer doença. Um atenuante para os tempos atuais, de acordo com Adilson Santana, é a difusão dos benefícios de exercícios físicos, tanto que as academias invadiram as cidades.

Contudo, há um agravante apontado pelo médico: a falta de incentivo da prática de esporte nas escolas, o que tem contribuído para que as pessoas sofram, cada vez mais cedo, com doenças cardiovasculares. “Não faz muito tempo que os jovens praticavam esportes nas escolas; andavam, jogavam basquete ou outra modalidade. Hoje em dia, aluga-se um prédio, transformam-no em uma escola e fabricam pessoas para serem aprovadas em concursos e vestibulares”, contrapõe-se Adilson Santana.

Em tom de alerta, o especialista recomenda às escolas para que voltem a se preocupar com a saúde dos alunos desde a primeira infância e invistam na prática regular de esportes. Outras atividades físicas, como dança, capoeira, podem ser também um bom estímulo para crianças, jovens e adolescentes.

Mais estudos e conhecimento – O cardiologista Adilson Santana prevê que com o aumento de população inevitavelmente aumenta o número de pessoas sujeitas a adoecer. Além disso, a população brasileira vai envelhecendo, fase em que as doenças aparecem mais.

Diante desse fato, o médico sustenta que tudo precisa ser identificado, conhecido, para que o suporte de atendimento fique de acordo com a realidade da população e da possibilidade de surgimento de novas doenças.

“Não se pode sustentar um plano de 30 anos atrás em uma realidade atual. Em Parauapebas, temos uma população estimada em 300 mil habitantes, parte deles vindo de diversas partes do País, com doenças carreadas dos mais diferentes pontos”, observa Adilson Santana, que é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cardiologia, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e do Colégio do American College of Source e ainda membro da Sociedade Alemã de Cirurgia Cardíaca e Vascular. 

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Na segunda reportagem do Blog do Zé Dudu, o personal trainer Fábio José explicará a melhor forma de fazer atividades e exercícios físicos para evitar doenças vasculares. Ele vai informar qual o momento ideal para se iniciar exercícios preventivos (idade ou condições); os cuidados que devem ser tomados antes de se iniciar uma rotina de atividades físicas; como deve ser a rotina de exercícios físicos para se manter saudável; a importância de exercícios físicos para a prevenção de problemas cardíacos; como devem ser introduzidos os exercícios físicos na rotina da pessoa que já apresenta problemas cardíacos; e o que pode ser feito, fora da academia, como atividades físicas e exercícios para manter a saúde.

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Promotora de Justiça de Parauapebas propõe anulação da eleição para conselhos tutelares

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A promotora de Justiça de Parauapebas, Crystina Taketa Morikawa, deliberou na última quarta-feira (4) que o Ministério Público deverá propor ação civil pública para anular a eleição para os dois conselhos tutelares de Parauapebas e realizar um novo pleito. Isso quase dois meses depois de realização do processo eleitoral, que atraiu cerca de 20 mil eleitores do município. 

A ação somente agora está sendo proposta porque as denúncias não chegaram de imediato ao MPPA. “Somente entre os dias 10.11.2019 e 13.11.2019 o Ministério Público recebeu denúncias sobre irregularidades que ocorreram no dia das eleições, bem como a conduta de alguns candidatos que estão sendo objeto de apuração pela Comissão Eleitoral, fatos que se previamente noticiados poderiam ter sido sanados durante as eleições, principalmente no que tange a irregularidades de forma, todavia isso não aconteceu,” relata Crystina Morikawa, em seu despacho.

Para ter maior embasamento, o Ministério Público solicitou, por ofício, informações à comissão eleitoral sobre as denúncias, dentre as quais a de que houve urnas que não foram lacradas após a apuração dos votos. A resposta da comissão foi enviada na segunda-feira (2) ao MPPA.

Ao confrontar as irregularidades apontadas e a justificativa da comissão, a promotora de Justiça avaliou que “algumas irregularidades nos parecem impossíveis de sanar neste ponto do procedimento, posto que não se pode confirmar integralmente no conteúdo das urnas conferidas posto que estas não foram mantidas lacradas após a apuração até a recontagem”.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdcap) argumentou ter havido falha humana diante da falta de suporte técnico para a realização do pleito. A entidade solicitou oficialmente urnas eletrônicas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), mas teve o pedido negado. E precisou trabalhar com as antigas urnas, 50 no total.

O Comdcap e a comissão eleitoral justificaram ainda que mesários desistiram de trabalhar às vésperas e até no dia do pleito, sobrecarregando ainda mais o processo. Em seu despacho, Crystina Morikawa considera que houve a falta de apoio necessário do governo municipal para a eleição. 

“Parte do ocorrido decorre da omissão do município em dar integral suporte de recursos de pessoal e material para que as eleições ocorressem de forma correta. Assim sendo, pelos fatos supra relatados e tendo em vista a importância dos serviços prestados pelo Conselho Tutelar à comunidade, sendo os seus serviços essenciais, delibero pela propositura de ação civil pública para buscar a anulação do pleito ocorrido no dia 06 de outubro de 2019, e a realização de novas eleições,” delibera a promotora de Justiça.

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Parauapebas é 6º e Marabá é 15º do Brasil onde mais se constrói

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Impulsionado por obras de construção civil no setor público, bem como pelas contratações no comércio e no setor de serviços, o município de Parauapebas voltou a brilhar no mapa do emprego nacional. Com saldo líquido superior a 6.000 postos de trabalho com carteira assinada abertos entre janeiro e outubro deste ano, a sensação de empregos só não parece ser maior porque a população municipal cresceu demais (hoje supera 200 mil moradores) e o número de pessoas desempregadas ainda resiste (atualmente na casa de 40 mil).

Dez anos atrás, quando o município criou cerca de 5.400 mil oportunidades formais, a impressão e a sensação de empregabilidade eram maiores porque havia algo em torno de 100 mil habitantes a menos, bem como menos pessoas desempregadas. Era, portanto, mais fácil encontrar emprego e mais difícil localizar quem, em idade de trabalhar, estivesse desocupado.

Apesar de ter enfrentado uma severa desaceleração econômica no meio desta década em razão, sobretudo, da baixa no preço do minério de ferro, único ganha-pão local, Parauapebas começou a se recuperar em 2018 e este ano está matando a pau na geração de vagas. A boa notícia é que o município é o 11º que mais gera empregos com registro em carteira, de acordo com dados divulgados este mês pelo Ministério da Economia, por meio de seu Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A má é que nos próximos meses, com a conclusão de muitas obras civis e com o enxugamento do comércio após o período das festas de fim de ano, quando se massificam as contratações temporárias, o mercado de trabalho local deverá desacelerar em termos de volume, haja vista os desligamentos naturais notadamente em funções de alta rotatividade, como as da construção civil.

O Blog do Zé Dudu investigou que a construção civil, sozinha, abriu 3.195 postos de trabalho com carteira assinada em dez meses deste ano. Esse setor é importante por ser termômetro da economia. Se ele gera muito emprego, é sinal de que se está construindo muito. Hoje, Parauapebas é o 6º lugar do Brasil onde mais se constrói, superado apenas por Belo Horizonte (15.472 postos de trabalho criados), São Paulo (8.523), Salvador (5.923), Brasília (3.692) e Curitiba (3.590). O setor de construção civil é seguido por serviços, com 2.113 novas oportunidades, e comércio, com 782. As únicas áreas econômicas que insistem em mais demitir que contratar são a indústria da transformação, com 161 demissões, e os serviços de utilidade pública, com 51 desligamentos.

Marabá

Outro desempenho expressivo em nível de Brasil foi o de Marabá, que é atualmente o 15º com a construção civil mais próspera. Com quase 300 mil habitantes, a capital do cobre supera metrópoles com mais de 1 milhão de habitantes, como Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Belém e Maceió em dinamismo no mercado de trabalho. Outros setores que têm impulsionado o mercado de trabalho marabaense e com fartura de empregos são serviços (285 novas vagas criadas), extração mineral (284) e comércio (215).

Confira o ranking preparado com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu dos 20 municípios do país que mais geraram emprego com carteira assinada em cargos e funções da construção civil!

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