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PARAGOMINAS

Mais de 1,4 mil alunos participam 2ª Fase da Olimpíada de Matemática em Parauapebas

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Foto: Reprodução / Fonte: Portal Canaa

Mais de 1,4 mil alunos de 27 escolas da rede municipal de ensino de Parauapebas farão a segunda fase da 15ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), no próximo sábado, 28, às 14h30.

O município contará com cinco centros de aplicação, nas seguintes escolas: Carlos Henrique, Chico Mendes, Paulo Fonteles, Eurides Santana e Bep-Karoti Xikrin (Aldeia Kateté), sendo que, pela segunda vez, uma escola indígena será polo no certame.

A prova da segunda fase é discursiva, diferenciada por níveis e tem seis questões, valendo 20 pontos cada. Os alunos deverão comparecer aos locais de realização das provas com pelo menos 30 minutos de antecedência munidos de documento de identificação original, como a certidão de nascimento ou carteira de identidade, lápis, caneta esferográfica (azul ou preta) e borracha.

SOBRE A OBMEP 2019

A Olimpíada, que objetiva estimular o estudo da Matemática, é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), tendo como público-alvo estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Este ano, 949.226 alunos (898.263 de escolas públicas e 50.963 de escolas privadas) de 50.663 unidades de ensino foram classificados para a segunda fase em todo o país.

PREPARAÇÃO PARA A PROVA

Segundo o coordenador de matemática dos ciclos finais e também coordenador da Obmep no município, Pedro Emiliano Botelho Neto, toda a rede de ensino tem buscado estimular a participação dos alunos no certame.

“Tentamos instigar e preparar nossos alunos de várias formas: aulas extras, preparação de atividades diversificadas etc. Acredito que por causa deste trabalho o número de participação vem crescendo e, o município, se destacado”, comemora Pedro, ao afirmar que a expectativa para este ano é conquistar medalha de ouro.

O professor Reulison Walmir da Luz, da escola Dorothy Stang, tem dedicado uma parte significativa de seu tempo para a preparação dos alunos durante o contraturno. “Bem mais do que o ensino de conteúdos, a gente busca desenvolver no aluno autonomia para a resolução das questões e motivá-los para que participem cada vez mais de competições como esta”, assegura o educador.

“Estou me sentido motivada, tanto por causa da forma em que o conteúdo está sendo trabalhado quanto pela dedicação e preocupação dos educadores da escola com a nossa aprendizagem e participação”, afirma Camila Silva Fontineles, aluna do professor Reulison.

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Bandidos invadem igreja para fugir de linchamento em Paragominas

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Fonte/Foto: folhadoprogresso

Dois homens assaltaram pessoas na via pública, mas flagrados, se viram obrigados a invadir uma igreja evangélica, na cidade de Paragominas, no sudeste paraense, para escapar de um linchamento, no entanto, ainda assim eles foram agredidos por populares até que a Polícia Militar chegou e conseguiu conter a fúria dos agressores.

A confusão começou no início da tarde desta sexta-feira, (15), no bairro Laércio Cabeline e terminou no bairro Camboatã II, em Paragominas. Os dois acusados foram perseguidos por populares e alcançados em uma igreja evangélica, Assembleia de Deus, no bairro Camboatã.

A intenção dos acusados era não apanhar mas entrar no templo religioso não foi suficiente, já que eles acabaram sendo espancados mesmo assim. A Polícia Militar chegou e conseguiu evitar um linchamento, de fato, pois que a população estava furiosa.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) foi acionado e socorreu os suspeitos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima para os procedimentos médicos. Em seguida, os dois foram apresentados à Polícia Civil para as providências necessárias na unidade policial. (Com informações do site Boletim de Ocorrência de Paragominas).
Por:Redação Integrada
16.11.19 16h10

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Câmara de Paragominas realiza Sessão Especial para Comunidade Surda

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Fonte/Fotos: Jorge Quadros
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A inclusão plena na sociedade é um dilema das pessoas que têm algum tipo de deficiência. A pessoa com deficiência auditiva, por exemplo, em muitas ocasiões se sentem invisíveis pela dificuldade em ser compreendidos. O baixo alcance da língua de sinais, leva pessoas surdas ao isolamento social. Como poucos “ouvintes” usam a Libras, pessoas com deficiência auditiva passam por sérios apuros no trabalho, nas ruas e até em hospitais.

Ao recorrermos à história, o preconceito era tamanho que surdos não podiam usar as mãos para se expressarem, existia uma lei que proibia o uso de gestos na comunicação. Somente em 2015 foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), sob o Nº 13.146/2015. No entanto, a sua implementação ainda é insatisfatória.

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Tiago Costa, professor de LIBRAS do Centro de Atendimento ao Surdo – CAS Belém

Para debater esse assunto urgente e necessário, foi realizada na Câmara Municipal de Paragominas, uma Sessão Especial, na última terça, 29, voltada à Comunidade Surda de Paragominas. A proposta partiu da vereadora Tatiane Helena Soares Coelho, através do Requerimento Nº 175/2019.

Durante a sessão, que contou com a presença de diversos representantes da comunidade de surda local, compuseram a mesa, a senhora Tatiane Nascimento, representante da comunidade; Márcia Alencar, militante da comunidade ; Jaqueline Miranda, professora de LIBRAS e português para surdos em Belém; Tiago Costa, professor de LIBRAS do Centro de Atendimento ao Surdo – CAS Belém; Creuza Rabelo, coordenadora de educação especial da SEMEC Paragominas.

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Vereadora Tatiane Helena, autora do requerimento que solicita a Sessão Especial

De acordo com a vereadora Tatiane Helena, o intuito da sessão era “oferecer à comunidade surda local a oportunidade de apresentar à classe política, as dificuldades enfrentadas cotidianamente por essas pessoas em Paragominas e, a partir daí, buscar mecanismos para a resolver a problemática e promover a inclusão de fato”, esclareceu a vereadora.

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Paragominas é única cidade do Pará entre as 100 melhores para fazer negócio

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

O ano de 2019 é de Paragominas na edição atual do “Melhores Cidades para Fazer Negócio”, um estudo de prospecção de mercado produzido pela consultoria Urban Systems. No levantamento, que considera todos os municípios com mais de 100 mil habitantes e foi divulgado durante esta semana, o potencial de desenvolvimento de Paragominas nas áreas econômica, social, de infraestrutura e de capital humano a posicionou entre as 100 melhores praças de investimentos do Brasil.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que se debruçou sobre as 42 páginas do estudo para entender por que razão Paragominas virou destaque, na 99ª colocação nacional, num estudo que já teve Parauapebas em 2º lugar na edição de 2014 e Belém em 57º lugar na edição de 2017. O ranking da Urban Systems é distribuído a todos os executivos do país e tem repercussão internacional.

Com 113 mil habitantes, Paragominas é, hoje, um dos maiores celeiros agropecuários e de mineração da Região Norte. É o município que mais movimenta commodities agrícolas no sudeste do Pará, tendo faturado R$ 582,3 milhões com suas lavouras no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Seu rebanho bovino é de 276 mil cabeças e os criadouros de galinhas totalizam 206 mil animais. Paragominas é, ainda, líder da produção de soja no estado e, também, campeã da produção de minério de alumínio.

Na edição do ano passado do “Melhores Cidades para Fazer Negócio”, Paragominas havia dado as caras como lugar emergente, mas fora do circuito das 100 principais praças. A cidade não apareceu no ranking geral, mas estreou, e muito bem, no critério “desenvolvimento econômico”, como uma das 30 mais promissoras do país.

Este ano, Paragominas surge como o 8º melhor município em desenvolvimento econômico do país, movido pelos motores da indústria mineral e do agronegócio, que o colocaram na mira de grandes investidores. Orgulho do Pará lá fora, Paragominas proporcionalmente bate, segundo a Urban Systems, o desempenho de metrópoles como Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), além de cidades médias promissoras como Niterói (RJ) e Maringá (PR).

De janeiro de 2017 até agosto deste ano, Paragominas apresentou saldo líquido de 900 empregos formais com carteira assinada, de acordo com o Ministério da Economia, e sua produção total de riquezas alcançou R$ 2,66 bilhões expressos em Produto Interno Bruto (PIB).

Volatilidade econômica ‘congela’ Parauapebas

Ex-estrela de rankings da Urban Systems, e embora atualmente viva tempos gloriosos de geração de emprego formal, a situação social de Parauapebas ainda não é das melhores e impacta a percepção do mercado sobre o município. Os dois maiores fatores que prejudicam Parauapebas são a volatilidade de sua economia, altamente dependente e concentrada na indústria extrativa de ferro, que por sua vez é guiada por demanda internacional; e a superconcentração financeira nas mãos do governo local e da mineradora multinacional Vale, em torno dos quais quase tudo gravita.

Mesmo com muitos recursos financeiros, o município não alcançou maturidade e expertise suficientes para criar e adensar cadeias econômicas locais que caminhem paralelas à atividade mineradora. A insustentabilidade econômica, com uma produção de riquezas altamente cíclica, deixa muitos investidores de elite com o pé atrás.

Em seis edições já publicadas do “Melhores Cidades para Fazer Negócio”, esta é a terceira vez em que Parauapebas fica de fora. Na edição de 2014, a cidade virou capa da Revista Exame ao ser exageradamente colocada como a 2ª com maior potencial de desenvolvimento do país. No ano seguinte, na edição de 2015, Parauapebas rolou para o 20º lugar, sobremaneira motivado pela baixa na percepção de indicadores sociais, como educação e saúde, capturados em 2013. Em 2015, o PIB local foi drasticamente reduzido a R$ 11,2 bilhões, quase R$ 10 bilhões a menos que no auge, 2011, quando ultrapassou R$ 21 bilhões.

Na edição do ranking de 2016, o município tombou para a 83ª posição justamente pelos efeitos deletérios da baixa de seu PIB ocasionada pela queda no preço do minério de ferro no mercado internacional, o que impulsionou, por seu turno, milhares de demissões. Entre 2013 e 2018, período que compreende a compilação de dados dos rankings, Parauapebas eliminou 10 mil trabalhadores de seu mercado e ajuntou para si quase 44 mil desempregados. Ainda hoje, mesmo com o crescimento da oferta de empregos temporários em setores como construção civil e serviços, um de cada cinco moradores é adulto sem emprego formal. Com todo esse cenário, nas edições de 2017, 2018 e 2019 do estudo, Parauapebas simplesmente desapareceu.

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