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POLÍTICA

Manual de Sobrevivência: Ignore o Ministro Lewandowski

Foto: Reprodução / Fonte: Perfil Almir Pazzianotto

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Em tempos de guerra, qualquer buraco é trincheira, diz a sabedoria popular. O momento é de força maior. Estamos em guerra contra o coronavírus e contra a burocracia. Supondo que vivemos no melhor dos mundos, como dizia o filósofo Pangloss, empedernidos burocratas criam obstáculos para impedir a adoção de medidas urgentes. 

Se tiver empregados, me perguntar o que deve fazer, eu lhe digo para ignorar o Ministro Lewandowski. Não espere que o negócio pereça. Adote as medidas que o no senso e a experiência lhe recomendam.

Se tiver empregados, a primeira providência consiste em passar ao largo do despacho do Ministro do Supremo Tribunal Federal. Habituado a pensar burocraticamente e a viver sem desafios, S. Exa. ordena que acordo direto entre empregado e empregador, permitido por lei e informado pela necessidade, exige aval do sindicato de classe.

Sou defensor da vida sindical, como prova longa folha de serviço. No caso, porém, o lustre magistrado ignoraa realidade. O despacho rebaixa o trabalhador à condiçãode incapaz, tutelando pelo dirigente sindical de plantão. As entidades sindicais estãoem regime de quarentena. Não dispõem de recursos para dar conta de tantos pedidos.

Como as anteriores, a Constituição de 1988 consagra a liberdade de assocy e determina que “ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato” (artigos 5° , XVII e 8°, V). Ao optar pela não sindicalização, o empregado coloca-se fora da órbita da assistência sindical.

Superada a pandemia, milhares de horas serão consumidas em debates sobre o passado. Cabe-nos, agora, pensar no futuro. Se a preservação do emprego se condiciona ao ajuste da folha salarial às imposições da crise, não pensem duas vezes. A liminar será cassada.

Vamos pensar nas empresas, pois da sua sobrevivência dependerão milhões de empregos.

Por: Almir Pazzianotto

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