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AMAZÔNIA

MPT em Marabá reverte recursos para aquisição de cestas básicas a 473 famílias indígenas

Terra Indígena Sororó, do povo Suruí Aikewara, foi a primeira a receber as doações de alimentos e kits de higiene que devem atender 1843 pessoas, em 18 aldeias de 6 etnias mais vulneráveis do sudeste paraense.

Foto: Reprodução / Fonte: Correio De Carajás

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Começou nesta terça-feira (25), a distribuição das mais de 470 cestas básicas do Projeto de apoio emergencial na aquisição de produtos alimentícios para as comunidades indígenas do sudeste paraense frente à pandemia da covid-19, custeadas com recursos revertidos pelo Ministério Público do Trabalho em Marabá (MPT).

A primeira a receber as doações foi a Terra Indígena Sororó, localizada nos municípios de São Geraldo do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia e São Domingos do Araguaia, onde 156 famílias, residentes em sete aldeias, receberam alimentos e material de limpeza entregues pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Ao todo, 1.843 pessoas das etnias Atikum, Guajajara, Guarani, Surui Aikewara, Amanayé e Anambé e Asurini do Trokara, em 18 aldeias indígenas, serão beneficiadas. As cestas foram adquiridas com recursos provenientes de acordo judicial firmado pela Transportadora Kalunga Ltda. com o MPT, em ação civil pública, no valor de R$ 74.737,37. O dinheiro foi revertido ao projeto de apoio emergencial executado pelo Conselho Indigenista Missionário – Regional Norte II, que tem como objetivo geral apoiar os povos indígenas do sudeste paraense e suas comunidades no enfrentamento da pandemia do coronavírus, garantindo-lhes condições mínimas de segurança alimentar e higiene.

Vulnerabilidade indígena

A covid-19 representa um grande risco à saúde global e, em específico, aos povos originários pode ter consequências muito graves. A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) reconhece que esses povos são mais vulneráveis a viroses, especialmente às infecções respiratórias como a causada pelo novo coronavírus. Além da vulnerabilidade imunológica, as comunidades existentes na região sul e sudeste do Pará têm enfrentado, deste o início da pandemia, transtornos em decorrência da necessidade de distanciamento social para redução do crescimento da curva de contaminação.

A alteração da rotina nas aldeias refletiu diretamente na redução da disponibilidade de alimentos e, em consequência, contribuiu para a fragilização dos sistemas de saúde nesses locais. Apesar das medidas de prevenção, no primeiro semestre deste ano, houve registros de casos confirmados e de óbitos de indígenas por convid-19 em pelo menos duas das 6 etnias beneficiadas pelo projeto.

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