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Não ao indulto’, diz Fernando Haddad sobre benefício a Lula

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Em entrevista a rádio, candidato do PT à Presidência disse que ex-presidente petista não quer favor e sim reconhecimento do que qualifica como erro da Justiça

São Paulo – O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad(PT), afirmou nesta terça-feira, 18, que não vai dar indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato. “Lula é o primeiro a dizer que não quer favor, quer reconhecimento do erro do Judiciário”. Pressionado, Haddad, pela primeira vez, negou: “Não. Não ao indulto”, disse, em entrevista à Rádio CBN e ao portal G1.

Mesmo que fosse o desejo de um novo presidente da República, Lula tem o caminho para receber um indulto atualmente impedido por quatro pontos de uma decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em março, Barroso tornou sem efeito quatro pontos do decreto de indulto de Natal assinado pelo presidente Michel Temer, em 2017. A decisão de Barroso é liminar e ainda precisa ser referendada pelo plenário do Supremo. Neste caso o colegiado da Corte decidirá sobre o mérito do caso, confirmando ou não o entendimento do ministro. Para tanto, a questão deve ser pautada pelo presidente do STF, Dias Toffoli.

Questionado se colocaria Lula em um ministério, Haddad desconversou. “Acho essa pergunta muito pequena para um cara da estatura do Lula. Ele só aceitou ser ministro da Casa Civil (em 2016) porque estávamos prevendo que um golpe de Estado aconteceria como aconteceu”, disse, em relação ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O candidato disse ainda que apoiaria Ciro Gomes (PDT) em um segundo turno, assim como receberia apoio do adversário. “O Brasil está correndo risco de entrar numa nova aventura. Eu gosto do Ciro, sou amigo dele, pretendo estar junto com ele nessa caminhada. Não deu no primeiro turno. Nós pertencemos ao mesmo campo político contra esse obscurantismo que hoje está vigente no País”, afirmou.

Petrobrás

Ao falar da política de preços da Petrobrás e das consequentes altas nos combustíveis – o querosene de aviação, por exemplo, superou os R$ 3,30 e já está cotado no maior valor desde 2002 -, Haddad citou o governo de seu padrinho político, dizendo que na sua gestão o País teve uma política de preços que levava em conta a rentabilidade da Petrobras e também os seus custos.

Fernando HaddadFernando Haddad (PT), candidato à Presidência Foto: Daniel Ramalho/AFP

Apesar da crítica à gestão Dilma, o candidato do PT disse que o pior dos erros nesse setor foi cometido por Temer. “Ele trouxe enorme prejuízo ao País, ao atrelar o preço doméstico à cotação especulativa dos preços internacionais. Essa política foi implantada em julho de 2017 por Pedro Parente, determinando que os preços de derivados de petróleo comercializados pela empresa poderiam acompanhar diariamente as oscilações internacionais da cotação do óleo cru”.

Já na gestão Dilma, houve uma política de represamento e um controle de preços para subsidiar os combustíveis e ajudar a conter os índices inflacionários. A política do governo Dilma conseguiu segurar os preços dos combustíveis, mas também resultou em contas bilionárias para a Petrobras, que obrigou a estatal a arcar com a falta de paridade internacional. “Se tem repique inflacionário, tem outra forma de corrigir do que por administração de preço público”, reiterou Haddad.

Bancos

O ex-prefeito de São Paulo reiterou que, se eleito, pretende taxar as instituições financeiras. “Quanto mais juros os bancos cobrarem, mais impostos pagarão. Quanto menos juros cobrarem, menos impostos irão pagar. O banqueiro terá de pagar do bolso dele quando aumentar os juros e não tirar do bolso do trabalhador”.

Segundo Haddad, ele não pretende aumentar a carga média tributária, mas sim taxar bancos e quem ganha mais. “Vamos isentar do Imposto de Renda de quem ganha até cinco salários mínimos”, emendou. Ao falar em taxar os bancos, Haddad disse que isso não foi feito nas gestões do PT porque “é muito difícil mexer em vespeiro”. “E por falar nisso, quero mexer também no vespeiro da concentração dos meios de comunicação”, destacou.

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13 dos 20 maiores vilões da Amazônia são do Pará

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

No olho do furacão dos noticiários (ruins) ultimamente, a Amazônia tem no Pará os maiores redutos acumulados de desmatamento em nível municipal. Quem diz é o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que acaba de soltar números consolidados de desmatamento acumulado em 2018, por meio do monitoramento do Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes).

Nesta segunda-feira (9), o Blog do Zé Dudu acessou os números finais do Prodes e constatou que, entre os 20 municípios que historicamente mais desmataram na Amazônia Legal em números absolutos, 13 são paraenses. O campeão, inclusive, fica aqui no estado: São Félix no Xingu, que também é campeão nacional em rebanho bovino. São Félix já colocou no chão 18,7 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa, o equivalente a derrubar 12 cidades e meia do tamanho de São Paulo — a maior das Américas — só de floresta.

Ainda restam 58,9 mil quilômetros quadrados de mata no município sul-paraense, área do tamanho do estado da Paraíba, mas que somem a uma velocidade média de 294 quilômetros por ano — é como se seis cidades e meia do tamanho de Parauapebas, só de mata nativa onde o homem não pisou, sumissem dentro do mapa de São Félix do Xingu todo ano.

Outros lamentavelmente líderes em desmatamento no Pará são Altamira (9,2 mil quilômetros quadrados de floresta derrubados, 3º lugar), Paragominas (8,8 mil, 4º), Marabá (8,7 mil, 5º) e Novo Repartimento (8 mil, 6º lugar). Em termos proporcionais, contudo, os municípios que mais ficaram “pelados” foram os maranhenses Santa Luzia e Açailândia, onde respectivamente 92% e 91,4% da cobertura original de vegetação foram parar no chão.

Entre os paraenses líderes em desmatamento, Rondon do Pará (67,6%) e Itupiranga (62,2%) possuem as maiores taxas de perda de vegetação. Veja o ranking elaborado pelo Blog do Zé Dudu com base em números municipais liberados pelo Inpe. Vale observar que a soma dos percentuais não totaliza 100% porque há áreas de rios, de espaços não florestais e de nuvens captadas pelos satélites do Prodes que interferem nos resultados.

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POLÍTICA

Bolsonaro passa por nova cirurgia para correção de hérnia

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Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil São Paulo/Edição: Aécio Amado

A cirurgia para retirada de uma hérnia incisional do presidente Jair Bolsonaro teve início por volta das 7h de hoje (8). O procedimento ocorre no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista.

De acordo com o médico André Luiz de Vasconcellos Macedo, mesmo cirurgião que comandou as duas operações anteriores, realizadas no Hospital Albert Einstein em São Paulo. A intervenção deste domingo é mais simples e deve durar cerca de três horas.

O procedimento de hoje é o quarto. Anteriormente, o presidente passou por três cirurgias, uma delas na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, no dia 6 de setembro do ano passado, logo após sofrer uma facada durante um ato de campanha eleitoral na cidade mineira.

Bolsonaro deve se licenciar do cargo por cinco dias, segundo informou o Palácio do Planalto. Ele deu entrada no hospital na noite de ontem (8). A previsão é que o presidente retome o cargo ainda no hospital, mas somente após um período inicial de recuperação. Ao todo, ele deve permanecer internado por até dez dias.

O filho Carlos Bolsonaro, vereador carioca, passou a noite com o pai. Pouco antes das 7h, horário previsto para início da cirurgia, o outro filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), chegou ao hospital. O presidente também é acompanhado pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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DIREITO & JUSTIÇA

Justiça Justiça concede liminar que impede apreensão de livro na Bienal do Rio

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Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

O desembargador da 5a. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, Heleno Pereira Nunes, concedeu liminar agora à noite à Bienal do Livro, impedindo que a prefeitura do Rio realize o recolhimento de livros de qualquer conteúdo em exposição e venda na feira literária. Na decisão, o magistrado escreveu: “Desta forma, concede-se a medida liminar para compelir as autoridades impetradas [prefeitura do Rio] a se absterem de buscar e apreender obras em função do seu conteúdo, notadamente aquelas que tratam do homotransexualismo”.

O desembargador escreveu  na decisão que a medida se estende também ao funcionamento pleno da Bienal do Livro. “Concede-se a liminar, igualmente, para compelir as autoridades impetradas a se absterem de cassar a licença para a Bienal, em decorrência dos fatos veiculados nesta decisão”.

Entenda o caso

mandado de segurança impetrado pela Bienal na Justiça é contra decisão anunciada ontem (5) pelo prefeito Marcelo Crivella, que determinou que os organizadores do evento recolhessem o livro Os Vingadores, a Cruzada das Crianças. Segundo Crivella, a publicação traz conteúdo imprório para menores. “Livros assim precisam estar embalados em plástico preto e lacrado, informando o conteúdo. Desta forma, a prefeitura do Rio está protegendo os menores de nossa cidade”, diz a nota do prefeito.

Escrito há dois anos por Allan Heinberg e Jim Chang, o livro traz uma ilustração de dois homens se beijando.

Hoje, a prefeitura do Rio distribuiu nota para informar que a notificação visa a adequar obras expostas na feira aos artigos 74 a 80 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Artigo 78 do ECA diz que “as revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes deverão ser comercializadas em embalagem lacrada, com a advertência de seu conteúdo”.

“No caso em questão, a prefeitura entendeu inadequado, de acordo com o ECA, que uma obra de super-heróis apresente e ilustre o tema do homossexualismo [homossexualidade] a adolescentes e crianças, inclusive menores de dez anos, sem que se avise antes qual seja o seu conteúdo”, diz a nota.

A prefeitura alega também que houve reclamação de frequentadores da feira: “A obra estava lacrada. Não havia, porém, uma advertência neste sentido, para que as pessoas fizessem sua livre opção de consumir obra artística de super-heróis retratados de forma diversa da esperada. Houve reclamação de frequentadores da feira, que têm direito à livre opinião e opção quanto ao conteúdo de leitura de filhos e adolescentes, pessoas em formação”.

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