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Óleo atinge a Praia dos Carneiros, e MPF aciona a União por omissão

Fonte: Globo Foto: Reprodução

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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro detalharam, nesta sexta (18), o estudo que identificou a área mais provável de origem das manchas de óleo que poluem as praias do Nordeste. 

Os cientistas afirmam que, com mais investigação, é possível chegar a um raio ainda menor da região onde pode ter ocorrido o vazamento. 

Foi uma viagem de volta no tempo com o auxílio da realidade virtual. Pesquisadores da UFRJ usaram as informações que já estavam disponíveis, os pontos da costa do Nordeste atingidos pelas manchas de óleo. 

A partir daí, fizeram o que eles chamam de registro reverso. Voltaram 80 dias, a partir de 2 de setembro, quando começaram a surgir as primeiras manchas. Compararam com outro mapa, de probabilidades, também feito com base num modelo matemático. E chegaram a uma conclusão: a área provável do derramamento de petróleo ocorreu a pelo menos 700 ou 800 km de distância da costa brasileira na direção dos estados de Alagoas e Pernambuco, em águas internacionais. 

Nesta sexta (18), os pesquisadores da Coppe detalharam os resultados para um representante do Centro de Hidrografia da Marinha, responsável pelas investigações. “É um evento de grau de complexidade bastante elevado, em função disso, essas informações estão sendo juntadas a outras da investigação, na intenção de descobrir essa posição”, comenta Diogo Silva, capitão de Fragata da Marinha. 

Aproveitando o modelo que levou até a provável origem do derramamento do óleo, o próximo passo dos pesquisadores, agora, será tentar estabelecer o caminho do óleo debaixo d’água, até 10 metros de profundidade. 

Cruzando estes dados com os da superfície, eles esperam determinar, com razoável precisão, a área onde houve o vazamento. 

“A gente não vai chegar nunca a um ponto, a gente vai chegar numa área, e essa área tão menor possível em função de todas essas simulações”, afirma Luiz Landau, professor da Coppe/UFRJ

Pesquisadores da UFRJ detalharam estudo que identificou área mais provável da origem do óleo.

Os pesquisadores também pretendem estimar quanto tempo durou a liberação do óleo, se foi de uma só vez ou de forma gradual. Mas para eles, o estrago está feito. “Se o óleo chegou na praia, fatalmente já encostou em recifes”, diz Luiz Landau. 

As manchas de óleo chegaram, nesta sexta (18), a Tamandaré, em Pernambuco, e atingiram areia e a barreira de corais da Praia dos Carneiros. Ambientalistas consideram a limpeza dos corais praticamente impossível. 

O Ministério Público Federal entrou com uma ação contra a União por omissão – e quer um plano nacional de contingência em 24 horas para impedir o avanço do óleo. Em Sergipe, a Justiça Federal determinou que a União e o Ibama ponham mais equipes pra limpar as praias. 

O Ministério do Meio Ambiente declarou que o plano nacional de contingência está em funcionamento desde o começo de setembro, com mais de mil homens, helicópteros, aviões e barcos para retirar das praias o óleo – que afirma ser venezuelano

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