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POLÍCIA

Seduc e PM treinam militares que atuarão na prevenção à violência nas escolas do Pará

Trabalho pedagógico começa pela Terra Firme, de forma integrada com professores e alunos e ações no contra-turno escolar, extensivas à comunidade

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Pará

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promoveu treinamento pedagógico à equipe da Polícia Militar que atuará no programa de Supervisão Militar Educacional (Sume), na Escola Estadual Brigadeiro Fontenelle, na Terra Firme.

O treinamento ocorreu entre 7 e 11 de dezembro e a escola será a primeira da Região Metropolitana de Belém a receber o programa em parceria com a Polícia Militar do Pará (PMPA).

O objetivo é inibir a violência no ambiente escolar, com ações de civismo para o cumprimento de normas escolares – disciplina do horário e padronização do uniforme -, além de assistência administrativa, técnica e cultural.

Os programas terão ações cooperadas, na escola e na comunidade, como cursos profissionalizantes, para fortalecer a ideia de “Escola aberta para Todos”, por meio da preservação do patrimônio público e de prevenção à violência.

“A formação é importante não só para os policiais militares, mas também para a equipe pedagógica e os seus professores, para que todos os envolvidos comecem a conhecer como será desenvolvido. Em especial para os militares, é fundamental essa dinâmica para que possam conhecer o chão da escola e sua rotina, e o seu papel dentro do programa. Nesses quatro dias de curso, eles puderam ter acesso a todas essas informações de como vai ser construída essa relação entre alunos, militares, professores e todos os profissionais. Esse foi um momento de seleção para identificar o perfil do militar que irá atuar dentro da escola, mas, graças a Deus, tivemos um ganho porque a maioria tem formação em pedagogia, letras, história… então isso vai favorecer muito no desenvolvimento desse projeto”, ressaltou a coordenadora pedagógica do Sume, Hellen Nyde, do Sume. 

INTEGRAÇÃO

O treinamento foi desenvolvido por meio de atividades, como o controle de acesso dos alunos, parceria em ações no desenvolvimento do clube de atividades, esportes, resolução de conflitos de forma pacífica, até o controle fora da ala que envolve o cotidiano dos alunos, para que todos os envolvidos compreendam o caráter integrado desta supervisão. Além de prevenir conflitos e a violência, o Sume também contribuirá com os índices educacionais.

“Nós trabalhamos de forma lúdica para que os militares pudessem demonstrar como vão se integrar com a comunidade escolar. Por isso, essa formação é muito importante. Nós vamos ter outros momentos de formação até chegar ao estágio, onde terão contato com os alunos. São eles que vão receber nossos alunos. Nós estamos fazendo todo esse trabalho para que a comunidade se torne uma unidade e esse projeto possa ser desenvolvido de forma harmônica e o nosso objetivo alcançado, que é o resultado do aluno, resultado dos índices educacionais, para que tenham aproveitamento e a comunidade esteja satisfeita, e o nosso professor trabalhe de forma mais segura e seja um projeto social, de resgate de valores”, explicou Hellen Nyde.

O coronel Leno Carmo, da PM, destaca que o Sume é uma grande parceria entre a Segurança Pública e a Secretaria de Educação.

“O projeto é importante para afastar a violência e a criminalidade de dentro do espaço escolar, bem como distanciar a imagem repressiva da polícia, contribuindo para a capacitação dos policiais que atuarão na escola. Durante esses dias, nós trabalhamos a apresentação do projeto, resolução de conflitos e alguns aspectos ligados ao policiamento escolar”, frisou o militar. 

SEGURANÇA

Diretor da Escola Brigadeiro Fontenelle, o professor Luiz Paulo diz que a iniciativa é fundamental para dar  segurança a muitos pais, de que os filhos estarão bem assistidos dentro e fora da escola.

“A minha perspectiva é a melhor possível, tendo em vista o índice de violência no bairro. A presença da Polícia Militar irá não só prevenir, mas também educar os nossos alunos. 

Dentre as propostas do programa está o contra-turno escolar com aulas de reforço, clubes de matemática e práticas desportivas para auxiliar os estudantes a elevar os índices educacionais

“Essa escola vai ser referência de segurança, pondo os alunos para virem no contra-turno reforçar seus conhecimentos em outras atividades. A escola vai disciplinar com segurança e respeito. Minha visão, enquanto diretor, é que vou ter um parceiro para ajudar na condução desses jovens dentro da escola, reforçando a equipe, ajudando a abraçar o maior número possível de jovens, a partir do exemplo que eles vão dar aqui, de ordem e segurança. A Polícia vai ser uma parceira e somar”, ressaltou o diretor. 

A professora Débora Nascimento, da Escola Brigadeiro Fontenelle, diz que está esperançosa com o projeto. 

“A presença dos agentes de segurança vai nos ajudar a monitorar o fluxo dos alunos, o comportamento e vai contribuir para melhorar nosso trabalho pedagógico e, consequentemente, trará benefícios para a escola e a toda a comunidade”, avvalia a professora.

As atividades serão divididas em dez partes e foram iniciadas esta semana. A continuidade da formação se dará com o retorno das aulas presenciais na rede pública estadual. 

A Supervisão Militar Educacional é uma iniciativa do Governo do Pará para promover a melhoria da educação básica na rede estadual e a prevenção da violência e da criminalidade no âmbito das escolas. A Ação de Cooperação Militar Educacional será, inicialmente, em bairros da região metropolitana já integrados ao Programa Territórios Pela Paz (TerPaz), e em 13 municípios que sediam Comandos de Policiamento Regional da PM (CPRs).

Por Lilian Guedes (SEDUC)

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