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BRASIL GERAL

Tropical Hotel de Manaus vai a leilão no Rio de Janeiro por R$ 182 milhões

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Foto: Reprodução / Fonte: A Crítica

O complexo hoteleiro do Tropical Manaus, localizado na praia da Ponta Negra, será leiloado no dia 16 de dezembro pela Justiça do Rio de Janeiro. De acordo com o edital do leilão, o imóvel, com área de 235,2 mil metros quadrados, está avaliado em R$ 182,1 milhões. O despacho foi assinado pelo juiz da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Paulo Assed Estefan.

O hotel de luxo que já recebeu reis, príncipes, celebridades internacionais, presidentes e comitivas de Estado parou de receber hóspedes em maio deste ano depois da interrupção no fornecimento de energia elétrica devido a dívidas de mais de R$ 8 milhões com a Amazonas Energia.

Localizado às margens do Rio Negro, o hotel foi inaugurado em 1976 pelo antigo Grupo Varig. Com a falência da companhia aérea, o hotel de selva foi afetado e passou a ter gestão própria, sendo o único do grupo a manter a marca Tropical.

O edital do leilão foi extraído dos autos da falência da FRB PAR Investimentos S.A., Varig Participações em Serviços Complementares S.A. VPSC, Companhia Tropical de Hoteis, Companhia Tropical de Hoteis da Amazônia, Tropical Hotelaria LTDA e Oceano Praia Hotel LTDA. O advogado e administrador da massa falida, Pedro Cardoso, explicou que o leilão acontecerá no Rio de Janeiro promovido  pela 4ª Vara Empresarial do TJ-RJ, pois é onde foi decretada a falência do empreendimento pertencente a um grupo empresarial também proprietário de outros imóveis.

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O leilão será realizado no auditório do Sindicato dos Leiloeiros do Rio, sob o comando do leiloeiro público Jonas Rymer, por lance oral. A arrematação acontecerá, em primeira sessão, mediante lance igual ao da avaliação, de R$ 182,1 milhões, e na ausência de interessados será oferecido, em segunda sessão, o imóvel pela quantia de R$ 120 milhões para pagamento à vista.

Conforme o edital, interessados em participar do leilão deverão oferecer caução (garantia legal) no valor de 5% do lance mínimo, o equivalente a R$ 6 milhões, por meio de depósito judicial até o dia 12 de dezembro, garantida a devolução imediata àqueles que não se consagrarem vencedores.

Em julho, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) anunciou o leilão do hotel, avaliado em R$ 60 milhões. Com a venda, o TRT11 buscava ressarcir direitos trabalhistas, além de pagar outras dívidas. Todavia, por divergências no valor da avaliação, o desembargador David de Mello Júnior suspendeu o procedimento.

“Pela lei falimentar todos os credores devem receber em igualdade de condições. Conseguimos suspender o leilão e a avaliação estava muito abaixo do valor. A proposta que consta nos autos é, aproximadamente, 60 ou 65% do valor de avaliação e, provavelmente, se não tiver outra oferta acima desse valor, o juiz deve homologar o leilão aceitando a proposta de R$ 120 milhões”, afirmou o advogado.

Hotel encerrou atividades em maio

O Tropical Hotel suspendeu as atividades comerciais por tempo indeterminado após a Amazonas Energia cortar o fornecimento do local devido a uma dívida estimada em R$ 8 milhões. A concessionária informou que há mais de 20 anos ocorrem diversas tentativas de negociações com o hotel. O empreendimento até tentou funcionar com gerador, mas o sistema sobrecarregava diariamente.

Os débitos trabalhistas da Companhia Tropical de Hoteis da Amazônia, responsável pela gestão do hotel, com funcionários e fornecedores, são superiores a R$ 2,6 milhões, e só de IPTU são quase 12 milhões de saldo negativo, de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região.

A dívida trabalhista que o estabelecimento acumula pode chegar a R$ 20 milhões, segundo o Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro do Estado do Amazonas (SindHotel-AM). Desde 2011, a administração do hotel não depositava o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários.

“Com a venda, o primeiro compromisso acordado, da massa falida com o sindicato, é pagar as verbas trabalhistas indenizatórias. Estamos torcendo que o hotel volte a funcionar e a empregar um terço da mão de obra da hotelaria no município. Apesar de ser privado, o hotel faz parte da história do Amazonas e do Município de Manaus, é um patrimônio e cartão postal”, avalia o presidente do SindHotel-AM, Gerson Almeida.

No auge, o hotel empregou 1,2 mil profissionais e muitos residiam no complexo. Uma vila de casas foi criada para abrigar funcionários, inclusive, que vinham de outros estados e países para trabalhar no local. Nos últimos anos, hotel operou em média com 230 funcionários e fechou às portas com o quadro de apenas 100 profissionais, demitidos em maio.

Zoológico continua em funcionamento

O zoológico do Tropical Hotel Manaus continua em operação, mas não está aberto para visitações. A informação é do responsável técnico e biólogo do zoológico, Nonato Amaral. Ele afirmou que a maioria dos mais de 200 animais que viviam no local já foram transferidos para outros zoológicos ou espaços mantenedores de fauna.

“Todas as aves já foram transferidas assim como mamíferos. A onça, os porcos e a família de macaco-aranha continuam no zoológico. Os animais que ainda se encontram no local estão aguardando destinação. As tratativas estão em andamento com o Ibama,

Ipaam e órgãos competentes do estado o qual existe a proposta de levar os animais, por exemplo, Mato Grosso, Goiás e Santa Catarina”, disse.

De acordo com Amaral, a alimentação dos animais é provida, integralmente, pela equipe interventora do hotel. Atuam nas instalações do imóvel oito funcionários sendo três no zoológico (biólogo, veterinário e o tratador) e cinco seguranças que se revezam em rondas diárias a fim de evitar furtos e depredações no local.

A produção de conhecimento científico, realizada por estudantes universitários dos cursos de biologia e veterinária que analisavam o comportamento dos animais do zoológico, foi interrompida após a suspensão do fornecimento de energia elétrica e água.

“Hoje, a água do zoológico é carregada do Rio Negro. Às segundas e quartas-feiras, abastecemos com 120 litros de água”, contou.

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Mercosul: Líderes do bloco se reúnem no Rio Grande do Sul

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Fonte/Foto: G1

Bolsonaro recebe presidentes de Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Equador, Peru e Suriname.

Cerimônia foi finalizada.

Países assinam acordos, entre eles o de cooperação policial aplicável aos espaços fronteiriços e às chamadas cidades gêmeas.

Após discursos, Bolsonaro passa o comando rotativo do bloco, que estava com o Brasil, para o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez.

Mercosul

Mercosul (Foto: Reprodução)

O Ministro das Relações Exteriores do Chile, Teodoro Ribeira discursou.

Chile
Chile (Foto: Reprodução)

Nova chanceler da Bolívia, Karen Longaric, tambem se pronunciou

Bolivia
Bolivia (Foto: Reprodução)

Vice-presidente do Uruguai Lucía Topolansky

Vice-presidente do Uruguai Lucía Topolansky discursa

Vice-presidente do Uruguai Lucía Topolansky discursando (Foto: Reprodução/NBR)

O Presidente argentino Mauricio Macri

Mauricio Macri, presidente da Argentina, discursa

Mauricio Macri, presidente da Argentina (Foto: Reprodução/NBR)

Presidente paraguaio Mario Abdo Benítez fala agora. Abdo assume o comando rotativo do bloco, que está com o Brasil.

Mario Abdo Benítez discursa na cúpula do Mercosul
Mario Abdo Benítez discursa na cúpula do Mercosul (Foto: Reprodução/NBR)
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Brasileiro recebe média de 45 ligações indesejadas por mês

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Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress

O Brasil é o país mais afetado por ligações indesejadas, o spam telefônico, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (4) pela Truecaller, empresa sueca que oferece serviço de bloqueio para chamadas não identificadas.

O levantamento verificou que cada cidadão recebe uma média de 45,6 ligações por mês. No ano passado, o registro era de 37,5. O resultado considerou a análise de 116 bilhões de chamadas não identificadas pelo aplicativo.

O país ficou em quarto lugar no spam por SMS, com média de 87 mensagens por pessoa por mês.

– Em nossa terceira edição, vemos uma mudança significativa nos países mais afetados, e fica claro que o problema não está diminuindo – diz a empresa.

As ligações de operadoras de telecomunicações e de provedores de internet subiram de 32% para 48% em 12 meses, representando a maior parte do problema no país. A comunicação é feita para vender planos com descontos especiais e outros serviços.

Serviços financeiros, scam (fraude) e telemarketing respondem por 13%, 26% e 13% dos registros, respectivamente. As fraudes subiram de 1% em 2017 para 26% neste ano.

Peru, Indonésia, México e Índia vêm depois do Brasil na lista, com médias de 30 a 25 ligações por mês. Em oitavo lugar, os Estados Unidos têm média de 18 registros de spam por pessoa.

Os dados da Truecaller são agregados, anonimizados e identificados a partir de chamadas marcadas como spam pelos usuários do aplicativo, que tem cerca de 150 milhões de usuários ativos ao dia e foi baixado em 500 milhões de celulares.

Em julho, a Anatel colocou no ar um serviço não perturbe a consumidores que não queiram ser importunados por operadoras. O site foi criado pelas empresas atendendo a uma determinação da agência.

É possível solicitar o bloqueio de chamadas na página nãomeperturbe.com.br. A empresa que desrespeitar a lista pode ser multada em até R$ 50 milhões.

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Uber entra no mercado de patinete elétrica no Brasil

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Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress

A Uber anunciou nesta terça-feira (3) que entra no mercado de patinetes elétricas no Brasil, movimentado desde 2018 com marcas como Grow, Lime e Scoo. A empresa americana inicia a operação em Santos.

O lançamento integra a estratégia de expansão da Uber, que há duas semanas lançou integração com o transporte público na região metropolitana de São Paulo, com a exibição de informações sobre linhas de ônibus, metrô e trens direto no seu aplicativo.

O serviço de patinete será integrado ao aplicativo de carros, não sendo necessário fazer novo download. Ao anunciar que começa em Santos, a empresa ressalta a boa infraestrutura cicloviária da cidade.

O desbloqueio do veículo custará R$ 1,50, mais R$ 0,75 por minuto de uso.

No dia 1º de novembro, a Prefeitura de São Paulo determinou novas regras para as empresas atuantes. Somente maiores de 18 anos poderão conduzir as patinetes, em ciclovias e ciclofaixas.

É vedada a circulação em calçadas, pistas, acostamentos, vias com velocidade máxima superior a 40 km/h e demais partes das vias destinadas a pedestres e veículos.

Nas dez primeiras viagens, o usuário poderá trafegar com velocidade máxima de 15 km/h. Após isso, o limite sobe a 20 km/h, mas a prefeitura não explica como será o controle.

Além disso, veículos devem ser devolvidos em estações ou pontos de estacionamento. O governo municipal também afirma que irá cobrar R$ 0,20 de taxa das empresas por viagem realizada.

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