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COISAS DA POLÍTICA

Viagem em jatinho tira pasta de Malta

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Senador saiu da lista de ministeriáveis após o presidente eleito, Jair Bolsonaro, receber informações de que ele viajou em aeronave de empresário sem informar à Justiça Eleitoral

Leonencio Nossa, O Estado de S. Paulo*

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, decidiu cortar da lista de possíveis ministros o senador e candidato derrotado à reeleição Magno Malta (PR-ES) após receber informações de que o aliado fez viagens para aproximar o empresário Eraí Maggi da campanha do PSL e, até mesmo, usar sua proximidade para defender nomes que poderiam compor um eventual governo. Pelos dados recebidos por Bolsonaro, Maggi teria colocado à disposição do senador um jatinho particular para alguns deslocamentos e ainda abriu sua fazenda para encontro com ruralistas.

Malta não registrou deslocamentos em jatinhos do empresário nas prestações de conta ao TSE. Ele disse ter gasto na campanha R$ 163 mil em veículos, R$ 50 mil em combustível e R$ 273 mil em carros de som. Ao Estado, o senador informou que não participou “da negociação, contratação e pagamento de aeronave”. Segundo a assessoria, a aeronave foi contratada pelo Podemos de Mato Grosso.

 A relação de Bolsonaro e Malta era próxima até o resultado do segundo turno das eleições. O senador chegou a receber o convite de Bolsonaro para fazer uma oração de agradecimento pela vitória nas urnas.

A família do presidente eleito, porém, reclamava que Malta não teve sensibilidade ao entrar no quarto em que Bolsonaro estava internado – após ter sido vítima do atentado a facadas – para fazer imagens. Numa das fotos, quem aparece ao lado de Bolsonaro é Maggi, levado pelo senador. Foi quando começou a circular a possibilidade de o deputado e candidato derrotado ao Senado Adilton Sachetti (PRB-MT) assumir a pasta da Agricultura num eventual governo. Próximo a Maggi, Sachetti era um nome negociado por Malta para o ministério sem aval de Bolsonaro.

 

*COLABORARAM TÂNIA MONTEIRO E BRENO PIRES

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COISAS DA POLÍTICA

Carlos mantém ataques a Mourão após pedido de Bolsonaro por armísticio

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Carlos Bolsonaro e Hamilton Mourão (Sergio Lima/AFP/Antonio Milena/VEJA)

Filho do presidente criticou fato de vice ter dito que ‘declaração judicial não se comenta’ após ser questionado sobre a redução de pena de Lula

Brasília – Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) manteve os ataques contra o vice-presidente Hamilton Mourão(PRTB) nas redes sociais mesmo depois de o general Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República, ter lido um comunicado em que o presidente pede para que se ponha um fim na discussão.

Apesar dessa manifestação do pai, Carlos Bolsonaro voltou à carga na noite desta terça-feira, 23, compartilhando duas reportagens com comentários do vice-presidente. Em uma, também de ontem, Mourão diz que “decisão do Judiciário não se comenta”, uma vez instado a se posicionar sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex, mas reduziu a pena imposta ao petista.

“Vale lembrar que o STF sentiu a pressão da internet e ruas ao analisar estranho caso de liberdade de expressão. Decisão se cumpre, mas também se comenta. Qualquer outra interpretação mais uma vez demonstra a paixão camuflada”, escreveu o vereador sobre o assunto.

Essa segunda publicação teve anexada uma reprodução da segunda matéria, de janeiro, quando Mourão criticou a chamada “despetização” promovida pelo ministro Onyx Lorenzoni na Casa Civil. Na época, o vice manifestou preocupação que a demissão em massa de funcionários da pasta sem que outros fossem contratados imediatamente poderia provocar uma paralisia parcial dos serviços da Casa Civil.

 Se por um lado Jair Bolsonaro pediu o fim da briga entre o filho vereador e Mourão, por outro é verdade que o comunicado deixou claro que ele “sempre estará ao lado” de Carlos, apesar de ter “apreço” pelo vice-presidente. Da mesma forma, Bolsonaro não utilizou as redes sociais para falar sobre o assunto, como costuma fazer em temas em que possui posição mais enfática. A mensagem através do porta-voz, assim, acaba ganhando contornos mais simbólicos e burocráticos, sem representar uma oposição concreta do presidente às opiniões manifestadas pelo filho.

Aliás, filhos. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) transferiu para Mourão a responsabilidade pela crise. “O que tem causado bastante ruído são as sucessivas declarações do vice-presidente de maneira contrária ao presidente da República”, afirmou. Eduardo também criticou o fato de o general ter curtido uma publicação da jornalista Rachel Sherezade, em tom crítico a Bolsonaro, nas redes sociais.

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COISAS DA POLÍTICA

Bolsonaro diz que metas para os 100 primeiros dias de governo foram 95% cumpridas

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Presidente afirmou que os 5% restantes estão em fase de execução e estão parcialmente executados. Balanço deve ser divulgado na próxima semana

Marcelo Ernesto/Correio Braziliense

companhado dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno, Bolsonaro disse que a viagem a Israel foi bastante proveitosa afirmou que o encontro que teve hoje com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) e outras lideranças partidárias não teve como tema cargos, mas a importância dos projetos em tramitação no Congresso.Ainda sobre a marca de 100 dias de governo, Bolsonaro disse que praticamente tudo o que foi desenhado pelas pastas foi viabilizado. Apesar disso, ele não entrou em detalhes sobre temas e quais seriam essas metas. O anúncio dever ser feito na próxima semana.

Apesar disso, Bolsonaro anunciou modificação no pagamento do benefício do Bolsa Família. De acordo com ele, a partir do final deste ano os beneficiários do programa, iniciado na gestão petista, passarão a receber o 13º salário. “Os recursos vem do combate a fraude. Porque que existe muita fraude e é um trabalho cansativo (fiscalizar), mas está dando resultado”, afirmou.

Encontro com parlamentares 

Sobre a conversa com os parlamentares, nesta quinta-feira mais cedo, Bolsonaro disse que, diferentemente, do que foi repercutido, não houve nenhuma conversa sobre troca de apoio por cargos. Segundo ele, o que foi exposto foi a necessidade de que seja construída uma base forte para conseguir aprovar os projetos que seriam de “interesse do Brasil”.

Como exemplo, ele citou a reforma da Previdência. “Em nenhum momento nós tratamos aqui de cargos. Eles têm o perfeito entendimento de que querem colaborar, não com o governo, mas com o Brasil.

Pacote anticrime

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou durante a conversa, transmitida ao vivo, que está em conversa com os parlamentares sobre o pacote anticrime encaminhado por ele à Câmara e tem notado que as propostas tem chances de tramitar com agilidade.

“Eu sinto boa receptividade, eu acredito que podemos aprová-lo em breve”, disse. Bolsonaro também se mostrou confiante e disse acreditar que a meta de endurecer as penas terá bom trânsito nas duas Casas e que deve ser aprovado sem grandes alterações.

Sobre Israel, Bolsonaro e general Heleno disseram que a viagem foi um sucesso. E que a expectativa é que da visita saiam parcerias, principalmente, na área de tecnologia e inovação.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira que na próxima, quando completa 100 dias de governo, os ministros vão apresentar um balanço das pastas e do que foi feito até então. Otimista, Bolsonaro disse que tudo que foi demandado foi cumprido. “Os ministros vão mostrar que 95% da meta vai ser atingida e os 5% restante parcialmente atingida”, afirmou. O presidente comentou o assunto em transmissão via redes sociais na noite de hoje.

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COISAS DA POLÍTICA

Ex-ministro Aldo Rebelo recebe a primeira nota 10 do Holofote

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Político alagoano mostrou precisão em entrevista ao CB.Poder, com destaque para informações da história do Brasil e da carreira militar

Da Equipe Holofote
Ex-ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, dos Esportes e das Relações Institucionais, Aldo Rebelo mostrou, no programa CB.Poder de quarta-feira (3/4), parte do conhecimento conquistado com a experiência política. Com precisão, o líder do então governo de Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara dos Deputados respondeu aos questionamentos dos jornalistas Denise Rothenburg, Leonardo Cavalcanti e Gláucia Guimarães.
Confira a checagem do Holofote:

“O general Gois Monteiro, que foi tudo, foi ministro da Guerra, comandante do Exército, líder militar da Revolução de 30, condestável do Estado Novo, ele se queixava que as Forças Armadas, muitas vezes, eram tomadas pelo espírito que ele denominou de milícia e espírito gendármico, ou seja, o espírito de participar da vida política do país tomando parte. Eu acho que esse risco é o que nós não podemos correr”

O ex-ministro Aldo Rebelo acertou em cheio na biografia do general Gois Monteiro, que, de fato, foi ministro da Guerra, comandante do destacamento do Exército de Leste, liderança da Revolução de 1930 e condestável do Estado Novo.
Além disso, o jornal A Noite, do Rio de Janeiro, publicou, em 9 de agosto de 1945, um discurso atribuído a Gois Monteiro, no qual ele fala do espírito gendármico (confira página 16). A palavra gendármico, aliás, vem de gendarme, que, segundo o dicionário Michaelis, significa “órgão, instituição, nação ou indivíduo que avocam para si o papel ou a missão de preservar a ordem ou a segurança” ou “indivíduo autoritário”.

“Nós aprovamos uma reforma da Previdência no primeiro ano do governo Lula. Eu era o líder e sei o trabalho que deu. Teve dissidência dentro da PT: a senadora Luísa Helena, o Chico Alencar, um grupo que saiu. Tive de contar com votos da oposição”

De fato, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu aprovar uma reforma da Previdência no primeiro ano de mandato, em dezembro de 2003. As mudanças na aposentadoria, focadas no setor público, foram consideradas a primeira vitória do governo Lula no Congresso Nacional.
A época, Aldo Rebelo estava no PCdoB e era presidente da Câmara dos Deputados. Diante da resistência de parlamentares da situação, como Heloísa Helena e Luciana Genro, o governo obteve votos favoráveis da oposição, como o PSDB.
Dia depois da aprovação da reforma da Previdência, o Diretório Nacional do PT expulsou quatro congressistas acusados de desobedecer as orientações da sigla no processo: Heloísa Helena, Babá, Luciana Genro e João Fontes. Chico Alencar também não apoiou o governo ao se abster na votação no Congresso Nacional. Acabou suspenso 60 dias pelo PT.

“Os militares têm um papel que não se confunde com o dos demais servidores. Todos nós sabemos que o militar é o único cidadão brasileiro que não é alcançado pelo instituto do habeas corpus. O militar não tem direito a insalubridade, mesmo que sirva na Amazônia e pegue 10 malárias no ano. Não tem salubridade. Não tem adicional noturno, mesmo que tire, a cada semana, um plantão numa guarita da fronteira para vigiar o país. Não tem adicional de risco, não pode exercer uma segunda profissão (…) Portanto, ele não pode ser tratado no mesmo rol e da mesma forma que os demais servidores”

Aldo Rebelo acertou ao comentar as características peculiares impostas pela carreira militar. O site do Exército confirma, por exemplo, que o militar não tem direitos assegurados aos outros trabalhadores, entre os quais incluem-se remuneração do trabalho noturno superior à do trabalho diurno; jornada de trabalho diário limitada a oito horas; obrigatoriedade de repouso semanal remunerado; e remuneração de serviço extraordinário devido a trabalho diário superior a oito horas diárias.

“Um militar, que tem uma instituição que foi fundada em 19 de abril de 1648 na Batalha dos Guararapes, é assim que eles consideram a fundação do Exército”

Oficialmente, a fundação do Exército brasileiro ocorreu durante a Independência do Brasil, em 1822. Mas é consenso entre historiadores e na própria instituição que a Batalha de Guararapes, a insurreição pernambucana contra os invasores holandeses, simboliza a origem do Exército do país. Além da data corretamente citada pelo ex-ministro, a disputa teve desdobramento em 19 de fevereiro de 1649.
Como curiosidade, em 19 de abril de 2016, quando exercia a função de ministro da Defesa, Rebelo publicou um artigo sobre a Batalha dos Guararapes. Um dos trechos diz que “na data de hoje, o Brasil comemora o aniversário da Primeira Batalha dos Guararapes — episódio fundador de nossa nacionalidade. A vitória no campo dos Guararapes, em Pernambuco, em 1648, definiu o triunfo sobre o invasor holandês e, acima de tudo, o destino e o futuro do Brasil”.
A íntegra pode ser conferida aqui.
“O governo Lula foi o momento de retomada dos investimentos na indústria de defesa, no equipamento das Forças Armadas e de valorização das Forças Armadas”
Mais uma vez, o ex-ministro revelou precisão, ao delimitar o governo Lula como o de retomada na indústria bélica brasileira. Reportagem do jornal O Globo, de setembro de 2012, traça a evolução no repasse de recursos para as Forças Armadas e marca 2007 como o ano dessa virada:
“A melhora no orçamento da Defesa começou a ser sentida a partir de 2007, mas aumentou nos últimos dois anos o comprometimento do governo com a liberação efetiva dos recursos. Entre 2003 e 2011, o orçamento da Defesa cresceu duas vezes e meia, passando de R$ 24,85 bilhões para R$ 61,2 bilhões.
 
Desde 2010, o volume de recursos gastos tem sido maior do que o previsto: em 2010, estavam previstos no Orçamento R$ 12,6 bilhões e foram gastos R$ 15,1 bi; em 2011, eram R$ 13,4 bilhões orçados e foram executados R$ 14,2 bi.”
Cargueiros militares KC-390, submarinos de propulsão nuclear, helicópteros EC-725, caças suecos Gripen NG e até um satélite geoestacionário aparecem na esteira do desenvolvimento de uma indústria com receita bilionária.
Checagem de Ana Carolina Fonseca, Guilherme Goulart e Igor Silveira

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