O Estado do Pará mantém trajetória consistente de crescimento no mercado de trabalho formal e já acumula saldo positivo de 17.488 empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. Os dados são do Observatório do Trabalho, Emprego e Renda, elaborado em parceria entre o DIEESE e o Governo do Estado, com base nas informações do CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Somente no mês de junho, o Pará registrou a criação de 4.390 novos postos formais, resultado de 43.841 admissões contra 39.451 desligamentos. O desempenho supera o mês anterior e confirma o avanço gradual da economia estadual, puxado principalmente pelo setor de serviços e pela retomada de atividades urbanas.
De acordo com o supervisor técnico do DIEESE no Pará, Everson Costa, os números refletem uma tendência sólida de recuperação econômica. “O crescimento do emprego formal no Estado está diretamente ligado à expansão das atividades de serviços, à retomada de investimentos e ao fortalecimento do consumo das famílias”, destacou.
O levantamento aponta que o setor de Serviços lidera a geração de empregos no acumulado do ano, com 10.824 vagas, o equivalente a cerca de 61% de todo o saldo positivo. Na sequência aparecem a Construção Civil (2.592 empregos), Indústria (2.431) e Comércio (2.388). A Agropecuária foi o único setor com saldo negativo no período, impactado pela sazonalidade das atividades.
No cenário nacional, o Pará também se destaca. Em junho, o Estado respondeu por cerca de 3% de todos os empregos formais gerados no Brasil, mantendo liderança na Região Norte. No acumulado regional, quase 40% das vagas criadas estão concentradas no território paraense.
Para Everson Costa, o desempenho reforça o protagonismo econômico do Pará. “O Estado se consolida como a principal economia da Região Norte, com forte capacidade de geração de empregos, especialmente nos setores urbanos e de serviços”, afirmou.
O resultado posiciona o Pará na 15ª colocação no ranking nacional de geração de empregos formais em 2026, consolidando um cenário de crescimento e recuperação do mercado de trabalho.
Por ROBERTO BARBOSA, Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Agência Brasil






