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Sete dias!… Cada instante
Foi mais longo que um viver;
Ai! sem ti, gentil amante,
Já não sei por que viver.
Médicos em vão chegaram,
Com promessas de curar;
Mas meus males só brotaram
Do teu doce e meigo olhar.
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Disseram: “Há bálsamo e vida!”
Eu sorri sem lhes crer;
Minha dor desconhecida
Só por ti pode morrer.
Nem as flores da campina,
Nem o canto do luar,
Valem tua voz divina,
Quando escuto o teu falar.
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Vem! Se tardares, querida,
Tudo em mim se acabará;
Minha estrela consumida
Sem teu brilho morrerá.
Mas se um dia, de improviso,
Teu semblante eu divisar,
Bastará teu só sorriso…
E o universo há de cantar.
Por Arnaldo Silva da Rosa
*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.






