Noite histórica terá Fafá de Belém, Coro Carlos Gomes e a solista Adriana Azulay no palco mais luxuoso do Pará.
O palco centenário do Theatro da Paz recebe, nesta sexta-feira (9), às 20h, o concerto comemorativo “Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz – 30 anos”. A noite de gala celebra três décadas de fundação da OSTP com a participação especial da estrela Fafá de Belém, do Coro Carlos Gomes e da solista Adriana Azulay. Parte da programação do Preamar Cabano, promovido pela Secult, o espetáculo terá uma segunda apresentação no sábado (10), no mesmo horário.
Para o maestro titular Miguel Campos Neto, o aniversário de 30 anos da OSTP é um marco que merece celebração contínua. “Manter uma instituição desta magnitude em constante desenvolvimento por três décadas é um feito extraordinário”, destacou o regente. Ele enfatiza que a trajetória da orquestra é uma vitória da cultura paraense, refletindo o amadurecimento técnico e artístico do grupo ao longo do tempo.
O maestro ressaltou que a missão da OSTP vai além do entretenimento, alcançando pilares educacionais e profissionais. Segundo ele, o trabalho da orquestra envolve desde a produção de grandes concertos para o público local até a difusão da música orquestral pelo interior do estado e a realização de concertos didáticos, fundamentais para a formação de novas plateias e músicos profissionais.
Este concerto inaugura a temporada de 2026, que promete ser marcada pela diversidade e pela celebração da pluralidade sinfônica. O programa da noite foi estruturado em três atos distintos, unindo o repertório erudito a clássicos da música paraense. O público poderá apreciar composições icônicas de nomes como Paulo André e Ruy Barata, Waldemar Henrique e Nilson Chaves.
Realizado pelo Governo do Pará via Secult, Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM), o evento conta com o patrocínio da Hydro. Com foco na democratização do acesso à cultura, os ingressos serão vendidos ao preço simbólico de R$ 2,00. As entradas podem ser adquiridas na bilheteria do teatro a partir das 18h nos dias das apresentações, com o limite de dois bilhetes por pessoa.
A trajetória da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz é um mosaico de arte e memória construído pela Secretaria de Cultura. Miguel Campos Neto, que ocupa o posto de regente titular desde 2011, relembra que momentos cruciais consolidaram o grupo, como a criação do Festival de Ópera do Theatro da Paz em 2002, que elevou o patamar técnico dos músicos e deu novo fôlego à instituição.
“Vivenciamos passagens marcantes nesses 30 anos. Eu estava lá como violonista no concerto inaugural, em 1996”, recordou o maestro. Ele explica que o início do Festival de Ópera criou um ciclo virtuoso: a orquestra validou o festival com sua qualidade, e o festival, por sua vez, exigiu e impulsionou a excelência da orquestra, consolidando uma função vital para o corpo musical.
No rastro de memórias inesquecíveis estão a montagem da ópera “Salomé” em 2012 e as premiações de 2017 e 2018, quando a OSTP foi reconhecida como a melhor orquestra de ópera nacional. Outro destaque histórico foi a execução da monumental “Segunda Sinfonia de Mahler” (Ressurreição), obra de extrema complexidade que explora temas existenciais profundos através de seus cinco movimentos.
“A interpretação de obras como a de Mahler e as celebrações de nossos aniversários a cada cinco anos são marcos de resistência e paixão. Seguimos lutando para que a orquestra continue sua jornada, brindando sempre o público paraense com a grandiosidade da música sinfônica”, finalizou Miguel Campos Neto, projetando o futuro da instituição com otimismo.








