Terceira fase da “Operação Barco de Papel” investiga rombo de R$ 970 milhões; agentes apreenderam carros de luxo e celulares em Balneário Camboriú.
A terceira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (11), contou com uma cena típica de filmes policiais. Em Balneário Camboriú (SC), ao perceberem a chegada dos agentes, ocupantes de um apartamento de luxo arremessaram uma mala recheada de dinheiro em espécie pela janela. O montante foi recuperado imediatamente pela PF, que também apreendeu veículos de alto padrão e celulares.
A ofensiva, autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, cumpriu mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema. De acordo com a PF, a tentativa de se desfazer do dinheiro configura um claro indício de obstrução de justiça e ocultação de provas.
O Foco da Investigação: R$ 970 Milhões em Risco O centro do inquérito é a gestão do RioPrevidência, fundo que administra a aposentadoria dos servidores estaduais do Rio. A Polícia Federal investiga possíveis crimes contra o sistema financeiro relacionados ao investimento de aproximadamente R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. A instituição financeira acabou sofrendo intervenção e liquidação extrajudicial pelo Banco Central, colocando o aporte bilionário em xeque.
Os investimentos suspeitos ocorreram entre novembro de 2023 e julho de 2024. A PF busca agora confirmar se houve irregularidades nas decisões dos gestores e se terceiros foram beneficiados indevidamente com essas operações.
Desdobramentos e Prisões
Esta nova etapa é um desdobramento de fases anteriores que já levaram à prisão do ex-presidente do fundo previdenciário. O objetivo atual é aprofundar a coleta de provas e recuperar bens que estariam sendo retirados de imóveis monitorados.
Os smartphones e veículos apreendidos passarão por perícia técnica. O caso amplia o debate nacional sobre a governança e transparência na gestão de bilhões de reais destinados ao pagamento de aposentadorias, servindo como um alerta para o rigor na fiscalização de fundos públicos.







