domingo, novembro 30, 2025
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Brasileira disputa “Oscar da ciência” nos EUA com vídeo sobre proteínas

A estudante Isabella Lelles, 17, está entre 30 finalistas do Breakthrough Junior Challenge e precisa de curtidas para avançar na competição

Tatiana Cavalcanti, colaboração para a CNN Brasil

Uma estudante brasileira de 17 anos está entre os 30 semifinalistas do Breakthrough Junior Challenge, competição internacional que acontece nos Estados Unidos e é conhecida como “Oscar da ciência”.

Nascida em São Paulo, Isabella Lelles mora nos EUA com o pai e concorre ao prêmio com um vídeo de dois minutos sobre o “paradoxo de Leventhal”, conceito que explica como proteínas se dobram corretamente no corpo humano.

O paradoxo que a paulista explica no vídeo questiona como essas moléculas conseguem assumir a forma certa entre trilhões de possibilidades em poucos segundos, quando teoricamente levaria bilhões de anos para testar todas as combinações.

A competição internacional costuma premiar estudantes de 13 a 18 anos que explicam conceitos científicos complexos em vídeos curtos e didáticos.

Ela reúne de 2 a 3 mil candidatos do mundo todo e é organizada por um comitê de cientistas ligados a instituições como Google DeepMind e Khan Academy, de acordo com o site Itatiaia Brasil.

O prêmio final é de US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão) em bolsa de estudos, além de US$ 100 mil (cerca de R$ 530 mil) para a escola do vencedor e US$ 50 mil (R$ 265 mil) para o professor que mais o inspirou.

Para avançar à fase final, o vídeo de Isabella precisa estar entre os mais curtidos nas plataformas YouTube e Facebook do Breakthrough. Os 15 finalistas serão revelados em 10 de dezembro. O vencedor será escolhido por um comitê de seleção em data ainda não definida.

“Eu estou pedindo muita ajuda porque nunca teve um ganhador brasileiro nos 10 anos dessa competição. A gente pode levar o Brasil para esse lugar”, afirmou Isabella ao site Itatiaia.

Ciência na cozinha

No vídeo, Isabella compara as proteínas a bolos que precisam ser montados corretamente e apresenta as “chaperone proteins” (proteínas supervisoras) como responsáveis por garantir que esse processo ocorra sem erros.

A estudante também menciona a inteligência artificial AlphaFold, que consegue prever como as proteínas se dobram e rendeu o Prêmio Nobel de Química de 2024 a três cientistas: David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper.

“Como eu não sou muito boa cozinheira, eu fui para o lado da confeitaria, e fiz bolos para auxiliar a explicação do meu vídeo”, afirmou Isabella em suas redes sociais.
Isabella mora nos EUA há dois anos e se forma em 2027.

O site da Itatiaia publicou o vídeo de Isabella com legendas. 

Atualmente, Isabella se dedica a disciplinas de matemática, microeconomia, macroeconomia, estatística e física. Caso vença, pretende usar a bolsa de estudos para cursar Harvard, seu sonho desde os 7 anos.

Foto reprodução

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