Eu quis tanto uma mulher
não uma fêmea qualquer,
amiga de todos os instantes
que nos alegres me abraçasse
vibrasse, me realizasse
e me consolasse nos angustiantes
me afagando, me abraçando
e sempre me amando!
Ah! Quanto sonhei com esta mulher
não era uma fêmea qualquer
que quando comigo deitasse
me ninasse, delirasse
e estando face à face não jurasse
apenas falasse e me completasse!
A todo e qualquer tempo me apoiasse
me recebendo sorrindo e me alegrasse
que fosse livre e me respeitasse
extrovertida e não me envergonhasse.
Ah! Eu quero tanto esta mulher
por todo o meu viver
não é uma fêmea qualquer
que companheira e amiga seja
onde quer que eu vá e esteja
pra nunca me arrepender!
Eu quis, eu queria, eu quero
eu amo, busco e tenho essa mulher
(não é uma fêmea qualquer)
a todo e qualquer momento
mesmo que só em pensamento!
Belém, 14.02.98
Por Roberto Pimentel
*Autor é advogado, delegado aposentado da Polícia Civil do Pará, especializado em Meio Ambiente e criador da Sala Verde da atual DEMAPA, ex-militar da Aeronáutica, radialista, escritor e escreve toda quinta-feira neste espaço de A PROVÍNCIA DO PARÁ








