segunda-feira, janeiro 19, 2026
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Quinze dias após ser achado em Portugal, passaporte de Eliza Samudio ainda não foi entregue à mãe

Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, ainda não recebeu qualquer parecer sobre o passaporte da filha. Encontrado há 15 dias em Portugal, o documento estaria em poder do Consulado Geral do Brasil, em Lisboa.

  • A informação da existência do passaporte foi comunicada primeiramente a um portal brasileiro de notícias antes que a família fosse avisada. Até agora, segundo Sônia, ninguém a procurou para dar cum prazo de envio ou rastreio.
  • “Assim como recebi, anos depois, os pertences da minha filha e umas fotos queimadas do Bruninho ainda bebê, espero receber o documento e guardá-lo comigo”, diz.

Em um desabafo emocionado, Sônia afirmou que a filha está morta, e dói ver a imagem da modelo ser exposta de maneira irresponsável:

“Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa. Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria”.

A mãe de Eliza não confirmou a veracidade do documento e alegou que ainda há muitas lacunas em toda história sobre o documento que veio à tona no último dia 5. A princípio, a família acreditava que todos os documentos da jovem haviam sido queimados quando ela foi assassinada. O passaporte foi entregue ao consulado brasileiro em Lisboa por um inquilino do imóvel, que disse tê-lo achado em uma estante, em meio a alguns livros.

“A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes — elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento”, observa Sônia.

Eliza desapareceu em junho de 2010, e investigações da Polícia Civil do Rio revelaram que ela foi assassinada por ordem de Bruno Fernandes, então goleiro do Flamengo, de quem engravidou. Sônia prefere o silêncio neste momento e afirmou que exigirá das autoridades todas as respostas que ainda faltam sobre o passaporte.

Fonte e imagens: Portal do Jornal Extra.Globo

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