COM 780 JOGOS DISPUTADOS, RIVALIDADE ENTRE REMO E PAYSANDU SOMA QUASE DOIS MIL GOLS E MANTÉM EQUILÍBRIO HISTÓRICO DENTRO E FORA DE CAMPO
O clássico mais emblemático do futebol paraense e um dos mais tradicionais do Brasil completou 112 anos de história em 2026 reafirmando sua força, rivalidade e relevância nacional. O RE-PA — confronto entre Clube do Remo e Paysandu Sport Club — chegou à marca de 780 partidas disputadas, com números que evidenciam o equilíbrio e a grandiosidade do duelo.
A edição mais recente do clássico foi realizada no último domingo, 8 de fevereiro de 2026, às 17 horas, no Estádio Olímpico do Pará Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, válida pelo Campeonato Paraense. O confronto de número 781 reforçou, mais uma vez, que o RE-PA ultrapassa gerações e segue mobilizando multidões. Esse jogo terminou empatado em 1 a 1 com gol contra do Paysandu.
EQUILÍBRIO HISTÓRICO
Ao longo de mais de um século, os números demonstram uma disputa intensa:
- Jogos disputados: 780
- Vitórias do Remo: 270
- Vitórias do Paysandu: 247
- Empates: 263
O Clube do Remo mantém vantagem de 23 vitórias no histórico geral. No entanto, quando o assunto é bola na rede, o equilíbrio é quase absoluto: são 1.973 gols marcados no clássico, com o Paysandu anotando 987 e o Remo 986 — apenas um gol separa os rivais.
O primeiro RE-PA ocorreu em 14 de junho de 1914, pelo Campeonato Paraense, com vitória azulina por 2 a 1.
Já o confronto anterior ao duelo deste domingo havia sido disputado em 14 de outubro de 2025, pela Série B do Campeonato Brasileiro, quando o Remo venceu por 3 a 2.
GOLEADAS E ARTILHARIA HISTÓRICA
O clássico também foi palco de placares históricos. A maior vitória do Remo ocorreu em 5 de março de 1939, quando goleou o Paysandu por 7 a 2, na Taça Abelardo Conduru.
Já o maior triunfo bicolor aconteceu em 22 de julho de 1945, pelo Campeonato Paraense, quando o Paysandu aplicou um expressivo 7 a 0.
O maior artilheiro da história do Re-Pa é Hélio, do Paysandu, que marcou 47 gols entre 1941 e 1953 — marca ainda não superada.
DISPUTA DE TÍTULOS: VANTAGEM BICOLOR
Se o Remo lidera em número de vitórias no clássico, o Paysandu leva vantagem quando o assunto é títulos.
No total geral das principais competições listadas, o Paysandu soma 90 conquistas, enquanto o Remo acumula 80 — diferença de 10 títulos a favor do clube bicolor.
No Campeonato Paraense, o equilíbrio também impressiona:
- Paysandu: 50 títulos estaduais
- Clube do Remo: 49 títulos estaduais
Em competições regionais e nacionais, os números mostram alternância de protagonismo. O Paysandu conquistou duas Séries B do Campeonato Brasileiro (1991 e 2001), enquanto o Remo foi campeão da Série C em 2005. O Papão também soma cinco títulos da Copa Verde, contra um do Leão.
PARTICIPAÇÕES NACIONAIS E RANKINGS
No cenário nacional, os dois clubes têm trajetória consolidada:
Clube do Remo
- Série A: 14 participações
- Série B: 23
- Série C: 9 (campeão em 2005)
- Série D: 4
Paysandu
- Série A: 20 participações
- Série B: 19 (campeão em 1991 e 2001)
- Série C: 13
- Série D: nunca disputou
No Ranking da CBF de 2025, o Paysandu aparece na 35ª posição, enquanto o Remo ocupa o 37º lugar. Já no ranking do jornal Folha de São Paulo, divulgado em 18 de janeiro de 2026, o Paysandu figura como o 18º clube do Brasil, com 347 pontos. O Remo não foi mencionado na lista publicada.
A “HISTÓRIA DA LANTERNA”
A rivalidade, como sempre, extrapola as quatro linhas. Após o Paysandu terminar na lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro de 2025, torcedores azulinos passaram a provocar os bicolores.
Entretanto, historicamente, o primeiro episódio de “lanterna” entre os dois gigantes no futebol paraense pertence ao Remo. Em 1942, pelo Campeonato Paraense — disputado por quatro equipes (Remo, Paysandu, Tuna Luso e Transviário) — o Leão terminou na última colocação. O título daquela edição ficou com o Paysandu.
PESQUISA E MEMÓRIA
Os dados históricos foram reunidos pelo jornalista, pesquisador e escritor Ferreira da Costa, de 77 anos, autor de 26 livros dedicados ao resgate da história do futebol paraense, com mais de 44 mil exemplares comercializados.
Integrante da Academia Brasileira de Letras do Futebol (SP), cadeira nº 9 — sendo o único cronista esportivo da Região Norte na entidade — Ferreira da Costa entrevistou, ao longo da carreira, ícones do futebol brasileiro como Pelé (1968) e Garrincha (1969).
A pesquisa foi concluída em 19 de janeiro de 2026, em Belém.
O autor ainda tem para venda:
01 – A Gloriosa História do Basquete Paraense – R$ 40,00
02 – A Enciclopédia do Futebol Paraense – R$ 40,00
03 – A Verdadeira História do Futebol Brasileiro (Loris Baena) – R$ 60,00
04 – A Enciclopédia do Esporte Paraense – R$ 40,00
05 – O Clássico Re-Pa, o mais importante do futebol brasileiro – R$ 40,00
06 – Almanaque dos Campeões do Norte – R$ 40,00
07 – Quarentinha, craque eterno – R$ 40,00.
08 – China, maior craque da Tuna – R$ 50,00.
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ com informações do Jornalista Ferreira da Costa/Imagem: Arquivo







