quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Vídeo: Imagens revelam ataque de síndico contra corretora em subsolo

Polícia recupera gravação feita por Daiane Alves no momento do crime; corpo da vítima foi localizado após 40 dias de buscas.

A Polícia Civil de Goiás divulgou, nesta quinta-feira (19), a peça-chave que encerra as investigações sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos. Um vídeo recuperado do celular da vítima mostra o exato momento em que ela foi rendida pelo síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, no subsolo do edifício em dezembro de 2025.

A Dinâmica da Emboscada No dia 17 de dezembro, Daiane desceu ao subsolo para verificar uma queda de energia em um dos apartamentos que administrava. O vídeo, que ela começou a gravar assim que saiu do elevador, revela a premeditação do crime: Cléber já a aguardava próximo aos quadros de luz, usando luvas nas duas mãos e com a caminhonete posicionada de forma estratégica, com a caçamba aberta, para facilitar a rendição.

Segundo os delegados João Paulo Mendes e André Luiz Barbosa, Daiane foi levada para fora do prédio, onde foi morta com dois tiros na cabeça disparados por uma pistola .380. A perícia técnica descartou que o assassinato tenha ocorrido dentro do condomínio, pois os disparos seriam ouvidos pela recepção.

Investigação e Motivação O corpo de Daiane só foi encontrado mais de 40 dias após o desaparecimento, em uma área de mata a 15 km da cidade, após o síndico confessar o crime. O celular da vítima, fundamental para a conclusão do caso, foi localizado escondido em uma tubulação de esgoto.

A motivação do crime, segundo a polícia, foi um histórico de brigas e processos judiciais. Cléber administrava os apartamentos da família de Daiane e perdeu essa função quando ela se mudou para Caldas Novas para assumir a gestão dos imóveis. Desde então, o síndico já havia sido denunciado por perseguição.

Desdobramentos Jurídicos

  • O Síndico: Permanece preso após a confissão. A defesa de Cléber informou que aguarda acesso ao relatório final para se manifestar.
  • O Filho: Maicon Douglas de Oliveira, que havia sido preso por suspeita de ajudar na ocultação de provas, teve seu envolvimento descartado pela polícia e será solto.
  • A Família: Natural de Minas Gerais, a família de Daiane desconfiou do desaparecimento desde o início, já que ela deixou o apartamento aberto e os óculos de grau em casa.

Com a recuperação do vídeo, a Polícia Civil considera comprovado que o crime foi cometido mediante emboscada e premeditação.

Foto: Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes

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