quinta-feira, junho 11, 2026
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Seduc fortalece educação bilíngue e capacita mais de 11 mil professores em Libras no Pará

Através do CAS, o Governo do Estado amplia a formação de servidores e garante atendimento especializado para estudantes surdos e suas famílias.

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), segue intensificando as políticas de inclusão e acessibilidade na rede pública de ensino. O grande motor dessa transformação tem sido o Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS). A unidade atua na formação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e no atendimento especializado, garantindo o direito à comunicação e promovendo uma inclusão mais efetiva para a comunidade surda no ambiente escolar e social.

O CAS integra a estrutura do Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE), que é a referência estadual em educação especial. Atualmente, a unidade conta com mais de 400 inscritos em suas turmas e ostenta uma marca expressiva: nos últimos anos, uma média de 11.600 professores passou pela formação em Libras promovida pelo Centro.

“Com a oferta dos cursos, conseguimos proporcionar aos servidores da rede estadual acesso à formação e aos materiais pedagógicos necessários para que eles possam atender os estudantes surdos dentro das escolas, respeitando as necessidades desses alunos.”

Franci Franceli de Oliveira, coordenadora do CAS.

Estrutura de Cursos e Foco no Ensino Bilíngue

Para atender à alta demanda de servidores, familiares de pessoas surdas e da comunidade em geral, o CAS oferece uma grade diversificada de cursos nos turnos da manhã, tarde e noite:

  • Libras Regular: Cursos divididos nos níveis 1, 2 e 3;
  • Língua Portuguesa como Segunda Língua (L2): Formação voltada especificamente para pessoas surdas, focando na modalidade escrita;
  • Formação de Tradutores e Intérpretes de Libras: Curso em formato de extensão para preparar novos profissionais para o mercado de trabalho e para a rede pública (atualmente em sua terceira turma).

A metodologia adotada pelo CAS segue estritamente as diretrizes da educação bilíngue, priorizando a identidade linguística do estudante.

“Primeiro trabalhamos a língua de sinais, que é a língua natural do surdo. Depois, quando ele já começa a desenvolver essa comunicação, introduzimos a Língua Portuguesa escrita como segunda língua. Isso contribui para reduzir dificuldades durante a vida escolar”, explica a professora Rosa Diniz, que atua há mais de uma década na unidade. Segundo ela, esse modelo permite que os professores compreendam melhor as especificidades de aprendizagem do aluno surdo.

Acessibilidade que vai além dos muros da escola

O impacto do trabalho do CAS ultrapassa as salas de aula da rede estadual. O Centro tem ampliado a atuação de tradutores e intérpretes de Libras em eventos e ações promovidas pelo Governo do Estado, garantindo que as informações oficiais e a cultura cheguem com acessibilidade a todos os cidadãos.

Além disso, a unidade desenvolve um papel social fundamental ao oferecer atendimento especializado e suporte psicopedagógico direto às famílias dos estudantes surdos, orientando os pais e responsáveis sobre como contribuir para o desenvolvimento social, pedagógico e comunicacional desses jovens dentro e fora de casa.

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