quinta-feira, junho 11, 2026
Desde 1876

LITERATURA – O Cair da Tarde

Morre a tarde no céu, lenta e chorosa,

Vestida em ouro pálido e rubor,

Suspira o sol, cansado de esplendor,

Na névoa triste que a alma torna ansiosa.

.

Com resplendor sublime e permanente,

Grava no mundo o traço que produz;

E toda vasta paisagem reluz

Sob seu fulgor sereno e incandescente

.

Rasga a paisagem um risco luminoso,

Frio na forma, exato no fulgor,

Tal cinzel sobre o mármore  do chão.

.

Mas sob a calma externa do repouso,

O tempo, alheio ao pranto e a dor,

Corrói – só não dissolve a recordação.

Por Arnaldo Silva da Rosa

*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.

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