Morre a tarde no céu, lenta e chorosa,
Vestida em ouro pálido e rubor,
Suspira o sol, cansado de esplendor,
Na névoa triste que a alma torna ansiosa.
.
Com resplendor sublime e permanente,
Grava no mundo o traço que produz;
E toda vasta paisagem reluz
Sob seu fulgor sereno e incandescente
.
Rasga a paisagem um risco luminoso,
Frio na forma, exato no fulgor,
Tal cinzel sobre o mármore do chão.
.
Mas sob a calma externa do repouso,
O tempo, alheio ao pranto e a dor,
Corrói – só não dissolve a recordação.
Por Arnaldo Silva da Rosa
*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.









